1. Carcinoma espinocelular
1.1. Proliferação atípica de queratinócitos da camada espinhosa
1.2. Caráter invasor, podendo originar metástases
1.3. Pode surgir em:
1.3.1. Pele normal
1.3.2. Queratoses (solares, arsenicais, térmicas)
1.3.3. Eritro-leucoplasias
1.3.4. Úlceras crônicas
1.3.5. Cicatrizes
1.3.6. Radiodermites crônicas
1.3.7. Queratoses actínicas são comuns em idosos, especialmente na cabeça
1.3.7.1. São lesões precursoras de carcinoma espinocelular.
1.4. Área queratótica dura e infiltrada, ou nódulo, ou nódulo ulcerado, ou úlcera com bordas infiltradas, ou vegetação ou verrucosidade
1.5. Localizações mais comuns:
1.5.1. lábio inferior, face, orelhas, dorso das mãos e antebraços, mucosa bucal, genitália externa
1.5.2. Na pele há morbimortalidade menor.
1.6. Tratamento:
1.6.1. Curetagem e eletrocoagulação, exérese simples, cirurgia micrográfica, crioterapia, radioterapia, terapia fotodinâmica e tratamentos medicamentosos.
1.7. Tratamento oncológico:
1.7.1. cirurgia especializada, linfadenectomias, quimioterapia
1.8. Patologia:
1.8.1. Imagem: neoplasia in situ
1.8.1.1. deposição anárquica, perda de polarização
1.8.1.2. variação na forma, hipercromasia dos núcleos, núcleos irregulares
1.8.1.3. limite entre epiderme e derme preservado
1.8.1.4. células bizarras
1.8.2. Grau de diferenciação celular: Grau de Broders
1.8.2.1. _
1.8.2.1.1. Grau 1 → numerosos focos de queratinazação (75% de queratinização) → “pérolas córneas”
1.8.2.1.2. Grau 2 → lembra-se da epiderme, mais células atípicas, queratinização individual, mitose atípica, dois núcleos
1.8.2.1.3. Grau 3 → variação grande do tamanho dos núcleos, pouca evidência de queratinização, disqueratósicas / queratinização individual, mitoses aberrantes; ainda se reconhece citoplasma eosinófilico, junções intercelulares
1.8.2.1.4. Grau 4 → também chamada de carcinoma sarcomatoide. Diferencial de sarcomas e melanoma. Difícil visualizar estruturas de células escamosas, como as junções intercelulares. Faz-se reação de imunohistoquímica com cromógeno marrom para demonstrar queratina.
1.8.3. Lesões precursoras
1.8.3.1. Queratose actínica
1.8.3.1.1. Displasia epitelial
1.8.3.1.2. paraqueratose
1.8.3.1.3. dano actínico (tecido colágeno alterado, azulado → elastose solar)
1.8.3.1.4. vista associada a tumores
1.8.3.1.5. Deposição e não descamação da córnea podem ser intensa o suficiente para ser chamada de “corno cutâneo”
2. Melanoma
2.1. É um dos cânceres mais malignos. Origina-se nos melanócitos.
2.2. Podem ocorrer sem lesão precursora ou sobre pintas.
2.3. Fatores de risco:
2.3.1. Exposição à radiação UV
2.3.2. Predisposição genética
2.3.3. Múltiplos nevo melanocíticos
2.3.3.1. Nevos melanocíticos são pequenas manchas marrons regulares na pele
2.4. O prognóstico está relacionado com a espessura do tumor
2.4.1. Lesão <1mm - 100% de sobrevida em 5 anos
2.4.2. Lesão >4mm - 40% de sobrevida em 5 anos
2.4.3. Chame-se índice de Breslow
2.4.3.1. Esse índice entra no estadiamento T, tendo papel importante na definição nas margens de segurança da exérese do tumor
2.5. Subtipos:
2.5.1. Melanoma extensivo superficial
2.5.1.1. 70% dos casos, não relacionado a exposição solar
2.5.2. Melanoma nodular
2.5.2.1. 15% dos casos, com invasão precoce. É o de pior prognostico
2.5.3. Melanoma lentiginoso acral
2.5.3.1. 5% dos casos. A mais comum em negros
2.5.4. Lentigo maligno melanoma
2.5.4.1. 10% dos casos, relacionado a exposição solar
2.5.5. Melanoma amelanótico
2.5.6. -
2.6. Regra do ABCDE
2.6.1. A: assimetria
2.6.2. B: borda (contorno regular --> benigna)
2.6.3. C: cor (mais de 3 cores --> sugere malignidade)
2.6.4. D: diâmetro (acima de 0,6mm é mais sugestivo de malignidade, mas pode ser benigno). Quando a borda cresce é pior
2.6.5. E: evolução
2.7. Patologia
2.7.1. Origem
2.7.1.1. nos melanócitos epidérmicos entre as células basais (mais frequente)
2.7.1.2. nas lesões precursoras (e.g. nevos congênitos gigantes)
2.7.2. O crescimento inicial é chamado “crescimento radial”, apenas na epiderme.
2.8. Metástase:
2.8.1. Disseminação do melanoma via linfática, principalmente, mas pode também por via hematogenica e local. Crescimento radial e metastisa depois disso
2.8.1.1. Via hematogenica
2.8.1.1.1. Pulmão, fígado, SNC
2.8.1.2. Via linfática
2.8.1.2.1. Linfonodos
2.8.1.3. Disseminação local
2.8.1.3.1. Pele e TCSC
2.9. Tratamento
2.9.1. -
2.10. EXCISÃO E MARGENS CIRÚRGICAS
2.10.1. A excisão cirúrgica do Melanoma é realizada em duas etapas. Inicialmente é realizada a excisão sem margem de segurança para diagnóstico histológico (Biópsia Excisional), de modo a obter o Breslow. Depois é necessário reabordar o local e realizar uma extensão da margem cirúrgica
2.10.2. Margem Cirúrgica
2.10.2.1. Deve ser contada a partir da lesão ou da cicatriz (se biópsia excisional anterior) na horizontal, e até a fáscia na vertical, uma vez que a drenagem é a mesma para pele e subcutâneo
2.10.2.2. Se tiver que guardar um número para a margem cirúrgica guarde 2 cm. É uma margem que estará correta para qualquer lesão com Breslow acima de 1 mm.
2.10.2.2.1. Dai, se tiver 1mm ou menos, dar margem de 1 cm. Então < 1 mm = 1 cm, ≥ 1 mm = 2 cm.
2.11. PESQUISA DO LINFONODO SENTINELA
2.11.1. Indicações:
2.11.1.1. BRESLOW ≥ 0,75 MM
2.11.1.2. MAL PROGNÓSTICO: Presença de Ulceração, Alto Índice Mitótico ou Regressão
2.11.2. Objetivo:
2.11.2.1. Pesquisa de acometimento linfonodal, especialmente de micrometástases, que fazem parte do Estadiamento N do Melanoma
2.11.2.1.1. Como o objetivo é detectar micromestástases, o Linfonodo NÃO é enviado para congelação, apenas para parafina e coloração com HE.
2.11.3. Inicialmente injeta-se Radiofármaco Tecnécio99 por via intradérmica junto com Azul Patente, para aumentar a sensibilidade do método. Juntos, a sensibilidade para detecção do linfonodo sentinela pode chegar a 96%.
2.11.4. Cuidado com o Falso Sentinela: às vezes o linfonodo está tão acometido que o radiofármaco não encontra via de entrada nele, acabando por não marca-o. Por isso o exame físico deve ser detalhado, pois a presença de linfonodo endurecido à palpação já é critério para ressecá-lo
3. Aspectos gerais
3.1. Cânceres da pele
3.1.1. Carcinoma basocelular 75%
3.1.2. Carcinoma espinocelular 15%
3.1.3. Melanoma cutâneo 3%
3.1.4. Outros 7%
3.2. Cânceres da pele não melanoma (CBC e CEC)
3.2.1. Baixas taxas de mortalidade
3.2.2. Alta morbidade:
3.2.2.1. Desfiguramento (como podem acometer estruturas como segmento cefálico, pálpebra, pavilhão auricular e dorso do nariz, podem deformar) e perda de função (por isso é essencial diagnosticar precocemente --> relação com a morbidade e não com a mortalidade)
3.2.3. Rápido aumento da incidência nas últimas décadas
3.2.4. Correlação direta entre o aumento da incidência e a exposição à raios UV
3.2.4.1. Relação inversa com o grau de pigmentação da pele (quanto mais clara a pele, maior a chance de desenvolver os tumores de pele)
3.2.4.2. 80% originam-se na cabeça e pescoço, que são as áreas mais expostas à radiação UV
3.2.5. Risco maior de desenvolvimento:
3.2.5.1. Idade avançada (tumores frequentes nos pacientes idosos, envelhecimento do sistema imune e mais tempo exposto à radiação UV)
3.2.5.2. Sexo masculino (relação às ocupações diferenciais no sexo. Ex: trabalhos em lavouras e pedreiros expostos ao sol), efeito cumulativo de exposição solar (quanto mais expoe ao sol, maior é a chance de desenvolver o carcinoma espinocelular e basocelular)
3.2.5.2.1. O melanoma está mais relacionado, por sua vez, à exposições agudas (ir à praia, relação ao laser
4. Carcinoma basocelular
4.1. Aspectos gerais
4.1.1. Constituídos por células que lembram as células basais da epiderme
4.1.2. Aparece "de novo" (sem lesão prévia)
4.1.3. Possui malignidade local
4.1.3.1. Não origina metástases (destroem localmente apenas)
4.2. Aspectos clínicos
4.2.1. Sub-tipos
4.2.1.1. nódulo-ulcerativo
4.2.1.2. superficial-multicêntrico
4.2.1.3. pagetóide plano-cicatricial
4.2.1.4. esclerodermiforme
4.2.1.5. terebrante
4.2.1.6. fagedênico
4.2.1.7. pigmentado
4.2.2. Lesões
4.2.2.1. No início, pápulas esféricas em cúpula com brilho característico, chamado de perolado (lembra o brilho da pérola). Pápula de 3 ou 4 mm cresce e espalha
4.2.2.1.1. As células tumorais, conforme crescem, apresentam problemas de nutrição e sofrem ulceração central, gerando lesões amplas com necrose central.
4.2.2.2. As lesões podem apresentar teleangectasias.
4.2.2.2.1. Há lesões que sangram muito facilmente. No banho, ao secar com toalha, as leões traumatizam, sangram.
4.2.2.3. Borda pode ser pigmentada e o centro parece uma cicatriz (plano cicatricial), mas todos são basocelulares.
4.2.2.4. O tumor basocelular pode ser pigmentado, sendo um diagnóstico diferencial do melanona.
4.3. Tramento
4.3.1. Exérese simples/ cirurgia micrográfica, curetagem e eletrocoagulação, crioterapia, radioterapia, terapia fotodinâmica e tratamentos medicamentosos
4.3.1.1. Visam retirar o máximo de tumor e diminuir a chance de recidivar, deixando o máximo possível de pele normal.
4.4. Patologia
4.4.1. Carcinoma basocelular
4.4.1.1. Neoplasias com proliferação de células basais da epiderme e anexos cutâneos (folículos pilosos)
4.4.1.1.1. A figura ao lado, de um tecido normal, mostra a localização possível da origem do tumor
4.4.1.2. Formas de apresentação
4.4.1.2.1. 1.1 - Carcinoma basocelular nodular
4.4.1.2.2. 1.2 - Carcinoma basocelular micronodular
4.4.1.2.3. 1.3 - Carcinoma basocelular superficial (= multicêntrico)
4.4.1.2.4. 1.4 - Carcinoma basocelular infiltrativo (= esclerodermiforme, = morfeiforme)