Teoria Winnicotiana

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Teoria Winnicotiana por Mind Map: Teoria Winnicotiana

1. a mãe e o ambiente suficientemente bons que cuidam, mas também, naturalmente, falham e, com isso, ao contrário do que possa parecer, ajudam ao crescimento da criança.

2. Relação Mãe-Bebê

3. a relação do sujeito com o mundo, deve ser construída. De início, o bebê não percebe objetivamente o mundo, não consegue demarcar as fronteiras que localizam o mundo fora do eu, porque este espaço exterior ainda não foi delimitado. Esta fase é denominada apercepção. Nela o bebê crê que tudo o que encontra é sua criação e está sobre o seu controle mágico. Os objetos são tidos como subjetivos e o bebê exerce sua onipotência sobre eles, ocorrendo uma apercepção criativa na relação com a mãe e com o ambiente desde o início e isso perdura após a aquisição da percepção. Esta é, pois, a primeira manifestação criativa na história de vida do ser humano.

4. o potencial feminino e masculino enfocando o ser versus o fazer, sendo o primeiro essencial para a emergência do outro em nossa constituição subjetiva – criativa; mentir (FALSO SELF)

5. Viver Criativo

6. Outro aspecto relativo ao desenvolvimento da criatividade está relacionado ao termo ilusão e desilusão, quando o bebê cria de acordo com o que lhe é apresentado pelo ambiente, de forma que a mãe neste momento tem duas funções: a primeira, a de iludir o bebê, ou seja, apresentar-lhe um objeto no exato momento em que ele o cria, de modo a tornar presente a ilusão de que ele pode criar o mundo a sua volta. Esta experiência de ilusão permite a passagem da apercepção à percepção e cria um acesso à realidade.

7. A outra função da mãe é desiludir o bebê, isto é, indicar a ele que a sua onipotência é ilusória, pois nem sempre ele pode criar os objetos presentes no mundo. A desilusão se inicia com as falhas da mãe, com o seu gradual afastamento do estágio de preocupação materna primária. Daí o bebê tem que abrir mão da dedicação exclusiva de sua mãe e passa a depender dela apenas relativamente e não mais de forma absoluta. Esta separação transcorre de forma gradual a fim de que se preserve a área de ilusão conquistada.

8. CONCLUSÃO

9. viver criativamente constitui um estado saudável do ser humano, uma apercepção do individuo de que a vida é digna de ser vivida.

10. a possibilidade do "viver criativo" se estende da apercepção à percepção e, se sustenta no livre exercício da agressividade. Para tanto, é preciso que a criança faça uso da agressividade que lhe é inerente. Ser agressivo é encontrar, é perceber o mundo que se criou e atribuir a ele uma realidade que confere à vida um valor. Sendo assim, o viver criativo decorre da experiência da agressividade e do par apercepção – percepção, o que vai proporcionar um sentido de existência e um sentido para a existência.

11. para ser autêntico relacionado à preservação do núcleo do verdadeiro SELF

12. A capacidade criativa será a raiz que irá permitir mais tarde a criança sustentar-se por si mesma e suportar as desilusões e o reconhecimento da existência de limites os quais substituiem o sentimento de onipotência original. Esta capacidade é o instrumento que vai tornar possível, no adulto, uma adaptação não submissa do indivíduo ao meio, lhe permitindo manter o sentimento de ser autêntico nas interações com o mundo

13. Para Winnicott, “é no brincar, e talvez somente no brincar que o indivíduo, criança ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral: e é, somente sendo criativo, que o indivíduo descobre o eu (self)”

14. No entanto, se o ambiente primitivo lhe foi falho, e se o indivíduo cresceu, viveu ou mesmo vive ainda, sob severas restrições no ambiente social, familiar, e de trabalho, e se em algum momento tornaram vítimas de perseguições de ordem pessoal, social ou política, essas pessoas poderão sofrer uma grande perda no seu potencial criativo.

15. o desenvolvimento do ser humano se dá basicamente na interação do bebê com a mãe e isso vai depender da quantidade e qualidade das provisões que estiverem presentes nas fases primitivas da experiência de vida de cada bebê

16. A capacidade de ficar só ainda que esteja presença não percebida da mãe, a qual representa o ambiente. Porém se a mãe sai, a criança protesta, pois toma a sua presença como espelho vivo, alguém capaz de refletir o que se passa na brincadeira; a necessidade de destruição do objeto pelo bebê para que ele se torne real, ou seja, torna-se um eu individual, separado da mãe