Farmacologia

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Farmacologia por Mind Map: Farmacologia

1. Farmacocinética

1.1. É a ciência que estuda o movimento dos medicamentos no organismo e de que maneira os mecanismos fisiológicos atuam nos fármacos.

1.2. 1) Absorção: O fármaco para ser absorvido necessita atravessar as membranas biológicas: - Epitélio gástrico e intestinal - Membranas plasmáticas celulares - Endotélios vasculares

1.2.1. Processos Passivos: Sem gasto de energia (difusão simples, difusão aquosa e difusão facilitada). Processos Ativos: Com gasto de energia (transporte ativo, endocitose e exocitose).

1.2.2. Fatores que influenciam a absorção: • Solubilidade da droga • Ionização da droga • Concentração da droga • Circulação sanguínea local • Forma farmacêutica e taxa de dissolução • Área de superfície de absorção • Tempo de contato com a superfície de absorção

1.3. 2) Distribuição: Após a absorção, a droga deve ser capaz de chegar ao local de ação, seu tecido-alvo. As drogas devem, portanto, atravessar as barreiras existentes entre os diferentes compartimentos: - Compartimento Intravascular - Líquido Intersticial (Fluido extracelular) - Compartimento Intracelular

1.3.1. Fatores que influenciam a distribuição: • Fluxo sanguíneo tecidual • Propriedades físico-químicas do fármaco (taxa de difusão) • Ligação em estruturas celulares e teciduais criando reservatórios do fármaco (proteínas de membrana celulares, ácidos nucleicos, polipeptídios e polissacarídeos) • Volume de distribuição • Meia-vida biológica • Ligação a proteínas plasmáticas

1.4. 3) Biotransformação (Eliminação): - Perda irreversível da droga no corpo. - Maioria excretada através da urina na forma inalterada. - Drogas hidrofílicas são rapidamente excretadas. - Drogas lipofílicas não são excretadas pelo rim, e são metabolizadas a produtos mais polares.

1.4.1. Fatores relacionados com a biotransformação: • Características das enzimas • Processos químicos (reações químicas) • Características dos metabólitos

1.5. 4) Excreção (Eliminação): É passagem do fármaco da circulação sanguínea para o meio externo. É através deste movimento que os fármacos são efetivamente removidos do organismo.

1.5.1. Fatores relacionados com a excreção: Órgãos excretores dos fármacos; Processos de excreção renal dos fármacos; Fatores que influência a excreção renal dos fármacos; Processo de excreção entérica.

2. Farmacodinâmica

2.1. É a ciência que estuda a inter-relação da concentração de um fármaco e a estrutura alvo bem como o respectivo mecanismo de ação. É a ação do fármaco no organismo .

2.2. Fármacos estruturalmente inespecíficos: A atividade terapêutica destes fármacos resulta de sua interação com pequenas moléculas ou íons encontrados no organismo. Portanto, a ação do fármaco está relacionada com as propriedades físico-químicas tais como: solubilidade, o pKa, o poder oxirredutor e a capacidade de adsorção.

2.3. Fármacos estruturalmente específicos: A atividade terapêutica destes fármacos resulta de sua interação com sítios bem definidos, apresentando um alto grau de seletividade.

2.3.1. São classificados de acordo com o local que atuam: 1. Fármacos que interagem com Enzima 2. Fármacos que interagem com Proteínas Carregadoras 3. Fármacos que interagem com Canais Iônicos 4. Fármacos que interagem com Receptores

2.3.1.1. Fármacos que interagem com receptores. Propriedades dos fármacos: - Agonista: ligam-se aos receptores ativando-as. São aquelas que possuem atividade intrínseca, produzindo os efeitos dos compostos endógenos ao interagir com o receptor. - Antagonista: ligam-se aos receptores sem ativa-los. Agem por impedir que um agonista se ligue ao receptor, ativando-o. Não possuem atividade intrínseca, mas anulam ou reduzem o efeitos de um agonista.

2.3.1.1.1. Características dos receptores: Receptores enzimáticos (tirosina quinase); Receptores acoplados à canais iônicos (Ionotrópicos); Receptores acoplados à proteína G (Metabotrópicos); Receptores acoplados à proteína G (Metabotrópicos); Receptores nucleares.

3. Ciência que estuda as interações entre os compostos químicos com o organismo vivo ou sistema biológico, resultando em um efeito maléfico (tóxico) ou benéfico (medicamento).

3.1. Fármaco: substância de estrutura química definida que quando em um sistema biológico, modifica uma ou mais funções fisiológicas.

3.2. Droga: matéria-prima de origem mineral, vegetal ou animal que contém um ou mais fármacos.

3.3. Medicamento: é uma droga bem conhecida, com estrutura química definida, podendo ter efeito benéfico ou não e uso experimental.

3.4. Remédio: qualquer coisa que faça o indivíduo se sentir melhor, como clima, terapia, fisioterapia, massagem, etc.

3.5. Veículo Farmacológico: meio em que a droga se encontra dispersa.

3.6. Forma farmacêutica: forma como a droga se apresenta para uso.

3.7. Dose: é a quantidade de droga administrada.

3.8. Biodisponibilidade: é a fração de um fármaco administrado que é levado à circulação sistêmica.

3.9. Bioequivalência: quando um fármaco pode ser substituído por outro sem consequências clínicas adversas.

3.10. Tempo ½ vida: é o tempo necessário para que a concentração plasmática do fármaco chegue em 50 %. É utilizado para o cálculo da posologia.

3.11. Estado de equilíbrio estável: indica quando o fármaco atinge a concentração terapêutica.

3.12. Especificidade: Recíproca entre substâncias e ligantes (substância se liga somente em determinados alvos e os alvos só reconhecem determinada substância).

4. Classe de fármacos: Anti-histamínicos Antipiréticos Antivirais Antieméticos Analgésicos Antiácidos Diuréticos Antibióticos Anti-inflamatórios não esteróides Antiparasitários Antidiabéticos Sedativos Antipsicóticos Anticonvulsivantes Antiasmáticos Anti-hemorrágicos Anticoagulantes Ansiolíticos

4.1. Anti-histamínico: são utilizados na terapia de processos alérgicos associados ao trato respiratório (rinite, resfriado), na cinetose e vertigem e nas alergias de pele (urticária, dermatite de contato e atópica).

4.1.1. Loratadina

4.1.2. Inibe a ação da histamina, bloqueando a sua ligação aos receptores de histamina, ou inibindo a atividade enzimática da histidina descarboxilase, que catalisa a transformação de histidina em histamina (anti-histamínicos atípicos). É normalmente utilizado para o alívio de alergias provocadas pela intolerância de proteínas.

4.2. Antipirético ou antitérmico: é um medicamento que previne ou reduz a febre, diminuindo a temperatura corporal que está acima do normal (acima de 37°C)

4.2.1. Ibuprofeno

4.2.2. Minimizam a produção de prostaglandinas no hipotálamo. As prostaglandinas, como visto anteriormente, são responsáveis pela elevação do ponto de ajuste hipotalâmico para o controle da temperatura.

4.3. Antiviral: é uma classe de medicamentos usado especificamente para tratar infecções virais. Como os antibióticos para as bactérias, antivirais específicos são usados para vírus específicos.

4.3.1. Aciclovir

4.3.2. Os antivirais são classificados de acordo com sua forma de ação, dentre os principais fármacos podemos citar: - Inibidores nucleosídicos da transcriptase reversa - Inibidores não nucleosídicos - Inibidores da protease - Inibidores da DNA-polimerase - Inibidores da fusão do HIV - Imunomoduladores - Inibidores da liberação e desmontagem viral

4.4. Antieméticos: compõem uma classe de fármacos que apresentam como principal característica o alívio dos sintomas associados ao enjôo, náuseas e vômitos (êmese).

4.4.1. Metoclopramida

4.4.2. A atividade antiemética resulta de vários mecanismos de ação : - Antagonismo dos receptores dopaminérgicos D2 estimulatórios sobre o centro emético da medula relacionada com apomorfina (vômito induzido). - Antagonismo de receptores serotoninérgicos 5-HT3 e agonismo de receptores 5-HT4 implicados com vômito provocado por quimioterapia. - Também possui atividade pró-cinética: - Antagonismo de receptores D2 em nível periférico e ação colinérgica indireta que facilita a liberação de acetilcolina.

4.5. Analgésicos: atuam no controle da dor.

4.5.1. Paracetamol

4.5.2. Atua inibindo a síntese de prostaglandinas ao nível do SNC.

4.6. Antiácidos: fármacos utilizados para diminuir a acidez aumentando o pH do estômago.

4.6.1. Omeprazol

4.6.2. Estes agem interagindo com o ácido estomacal elevando o pH de (em média) 2,0 para valores entre 3,5 e 5,0. A ação é praticamente instantânea podendo chegar até um minuto, e dependendo do nível de acidez e a patologia apresentada seus efeitos podem chegar a durar até 1 hora.

4.7. Diuréticos: são fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau do fluxo urinário. Também promovem a eliminação de eletrólitos como o sódio e o potássio, sendo usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardíaca ou cirrose hepática, pois perda de sódio provoca redução de líquido extracelular.

4.7.1. Furosemida

4.7.2. Apesar de apresentarem diferenças em relação ao local de ação no néfron e duração de ação, os diuréticos têm em comum a propriedade de estimular a eliminação dos íons Na+ pela urina. Como o Na+ não é excretado isoladamente, ele carrega a água do sangue, havendo aumento do volume urinário e a consequente redução da quantidade de líquido nos vasos sanguíneos, reduzindo a pressão exercida nas paredes das artérias.

4.8. Antibióticos: possuem capacidade de inibir o crescimento ou causar a morte de micro-organismos como os fungos e bactérias.

4.8.1. Amoxilina.

4.8.2. Existem vários mecanismos diferentes que podem explicar a resistência das bactérias aos antibióticos, como: - Destruição ou inativação da droga, pela destruição do anel β-lactâmico, pela enzima β-lactamase ou penicilinase produzida pela bactéria. - Incapacidade do antibiótico de penetrar na superfície das células bacterianas. - Alteração dos sítios-alvo das drogas, como a troca de um aminoácido. A bactéria pode possuir uma via bioquímica alternativa que desvia a reação particular que é inibida pelo antibiótico da célula. - Efluxo rápido: ejeta a droga para fora antes que possa se tornar efetiva.

4.9. Anti-inflamatórios não esteróides (AINES): são geralmente usados para reduzir a dor e inflamação resultantes de diversos tipos de lesões.

4.9.1. Nimesulida

4.9.2. Apesar do mecanismo de ação dos AINEs (Anti-inflamatórios não esteroides) não ser completamente conhecido, sabe-se que sua principal ação é inibir a síntese das prostaglandinas, fato este importante, mas não o único no fenômeno da inflamação.

4.10. Antiparasitários: tem como função reduzir ou eliminar o número de ovos nas fezes animais; eliminar os helmintos; promover a migração dos vermes dentro do hospedeiro para órgãos onde possam ser destruídos por fagocitose.

4.10.1. Benzimidazol

4.10.2. Inibe a captação de glicose produzindo redução na formação de ATP ( Adenosina tri-fosfato) necessário para a sobrevivência e reprodução, ocasionando paralisia e morte do verme.

4.11. Antidiabéticos: são medicamentos usados para diminuir a quantidade de glicose (açúcar) no sangue (glicemia).

4.11.1. Clorpropamida

4.11.2. Estimulam as células beta do pâncreas (células responsáveis pela produção de insulina) para liberar mais insulina

4.12. Sedativos: Os agentes sedativo-hipnóticos produzem sedação, sono, inconsciência, anestesia cirúrgica, coma e depressão respiratória e da função cardiovascular dependendo da dose.

4.12.1. Triazolam

4.12.2. A ligação do ácido y-aminobutírico (GABA) a seu receptor na membrana celular provoca abertura de um canal de cloreto, que culmina em aumento da condutância ao cloreto. O influxo de íons cloreto causa discreta hiperpolarização, a qual afasta o potencial de membrana pós-sináptico de seu limiar de excitabilidade e, assim, inibe a formação de potenciais de ação. Os benzodiazepínicos ligam-se a sítios específicos, de alta afinidade, localizados na membrana celular, que são distintos, porém adjacentes ao receptor de GABA.

4.13. Antipsicóticos: caracterizam por sua ação psicotrópica, com efeitos sedativos e psicomotores. Por isso, além de se constituírem como os fármacos preferencialmente usados no tratamento sintomático das psicoses, principalmente a esquizofrenia, também são utilizados como anestésicos e em outros distúrbios psíquicos.

4.13.1. Clorpromazina

4.13.2. A superactividade das vias neuronais de dopamina no nível do sistema límbico cerebral é importante na patogenia da esquizofrenia. O receptor mais importante dessas vias é o receptor dopaminérgico D2. Os antipsicóticos funcionam como antagonistas do receptor D2, diminuindo a sua activação pela dopamina endógena. Os efeitos de controle sobre os sintomas da esquizofrenia surgem quando 80% dos receptores D2 estão bloqueados pelo antagonista.

4.14. Anticonvulsivante: classe de fármacos utilizada para a prevenção e tratamento das crises convulsivas e epiléticas, neuralgias e também no tratamento de transtornos de humor, como transtorno bipolar e ciclotimia.

4.14.1. Fenobarbital

4.14.2. Depressores não seletivos do SNC deprimem o córtex sensorial, reduzem a atividade motora e alteram a função cerebelar. Ação, principalmente quando associada, com capacidade de potenciar ação inibitória sináptica mediada pelo gaba.

4.15. Antiasmático: usados no tratamento da asma.

4.15.1. Brometo de Tiotrópio

4.15.2. Agentes anticolinérgicos que antagoniza as ações da acetilcolina endógena nos receptores muscarínicos subtipo M3 (excitatórios) proporcionando um efeito broncodilatador e reduzindo a secreção de muco.

4.16. Anti-hemorrágico: é uma substância que promove a hemostasia (processo que pára o sangramento). Também pode ser conhecido como um agente hemostático.

4.16.1. Vitamina K

4.16.2. Os agentes anti-hemorrágicos usados na medicina têm vários mecanismos de ação: - Drogas sistêmicas que funcionam inibindo a fibrinólise ou promovem a coagulação. - Agentes hemostáticos de ação local, causando vasoconstrição ou promovendo a agregação plaquetária.

4.17. Anticoagulantes: são os fármacos usados para prevenir a formação de trombos sanguíneos.

4.17.1. Heparina

4.17.2. Age por ativação da enzima antitrombina III, que inibe a enzima Trombina, formadora dos coágulos de fibrina.

4.18. Ansiolíticos: usadas para diminuir a ansiedade e a tensão, com um efeito calmante.

4.18.1. Diazepam

4.18.2. A ligação do ácido y-aminobutírico (GABA) a seu receptor na membrana celular provoca abertura de um canal de cloreto, que culmina em aumento da condutância ao cloreto. O influxo de íons cloreto causa discreta hiperpolarização, a qual afasta o potencial de membrana pós-sináptico de seu limiar de excitabilidade e, assim, inibe a formação de potenciais de ação. Os benzodiazepínicos ligam-se a sítios específicos, de alta afinidade, localizados na membrana celular, que são distintos, porém adjacentes ao receptor de GABA.