Direito Civil 3 Contratos em Espécie

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Direito Civil 3 Contratos em Espécie por Mind Map: Direito Civil 3  Contratos em Espécie

1. Compra e venda Arts. 481 a 532 do CC

1.1. Importante: "Para que o adquirente se torne o proprietário, dependerá saber se: o bem é movel, deve haver a tradição (art. 1.267, CC). Em sendo o bem imóvel, deve obter o registro de propriedade (art. 1.245, parágrafo 1º do CC)."

1.2. Elementos do contrato

1.2.1. Acordo entre partes = Consenso

1.2.1.1. Consentimento + Consentimento = Consenso

1.2.2. Preço

1.2.2.1. Fixo, certo e determinado. Ex.: Carro de R$ 50.000

1.2.3. Coisa/Objeto

1.2.3.1. Presente, Futuro, Determinado ou Determinável (Critérios para determinabilidade = art. 485, do CC)

1.3. Venda de ascendente a descendente

1.3.1. Prazos (prescricionais) para propositura de ação de anulação

1.3.1.1. Súmula 494 do STF = 20 anos

1.3.1.2. Art. 179, CC = 2 anos, quando a legislação não dispuser.

1.4. Aquisição pelo encarregado de zelar pelos interesses do vendedor

1.5. Venda entre cônjuges - art. 499 do CC

1.5.1. Anulabilidade: arts. 1.647 e 1.649 do CC

1.6. Venda à vista de amostra - art. 484 do CC

1.7. Venda "Ad Mensuram" e "Ad Corpus" - art. 500 do CC

1.8. Cláusula Especial: Venda com reserva de domínio - arts. 521 a 528 do CC

1.8.1. Só se aplica a bens móveis

1.9. Partes

1.9.1. -Comprador -Vendedor

1.9.1.1. Principais obrigações das partes

1.9.1.1.1. Vendedor

1.9.1.1.2. Comprador

1.9.2. Obs1.: Fiador não é parte do contrato principal, mas somente do acessório.

1.9.3. Obs2.: Avalista não é parte em título de crédito.

1.9.4. Aplica-se a evicção e os vícios redibitórios.

1.10. Direito de Retenção do vendedor - arts. 491 e 495 do CC = Exceção do contrato não cumprido

1.11. Despesas (art. 490, CC), Riscos (art. 492, CC. Exceções: parágrafo 1º e 2º)

2. Estimatório/de Consignação - arts. 534 a 537, do CC

2.1. Partes

2.1.1. Consignante quem entrega a coisa e autoriza a venda

2.1.2. Consignatário quem recebe, ficando autorizado a vender a coisa

2.1.2.1. Faculdades

2.1.2.1.1. Vender o bem pagando ao proprietário o valor combinado

2.1.2.1.2. Devoler o bem ao final do contrato

2.1.2.1.3. Ficar com o bem para si, pagando o preço estimado

2.2. Principais efeitos jurídicos

2.2.1. Impossibilidade de penhora ou sequestro (art. 536, do CC)

2.2.2. O consignante não perde a propriedade do bem enquanto o mesmo encontrar-se consignado

2.2.3. O consignatário, via de regra, é quem arca, com as despesas (expedição, custódia, venda)

2.2.4. O consignatário não se liberará da obrigação, se o bem se tornar impossível de restituir, ainda que em razão de fato à ele não imputável (art. 535, CC)

2.2.5. O consignante não poderá dispor das coisas consignadas antes de lhe serem restituídas ou de lhe ser comunicada a restituição (art. 537, CC)

3. Troca ou permuta - art. 533 + arts. 481/532, do CC

3.1. Importante: "Havendo troca de bens com valores diferentes mas não havendo cobrança de diferença, haverá a chamada TROCA SEM TORNA. Ao contrário, se houver pagamento de diferença se dará COM TORNA."

3.2. Objeto: tudo que é passível de venda, também pode ser trocado

3.3. Usa-se para bens (não é absoluto):

3.3.1. Móveis, a troca

3.3.2. Imóveis, a permuta

4. Doação - arts. 538 a 554 do CC

4.1. Espécies principais

4.1.1. Pura e simples

4.1.2. Onerosa

4.1.2.1. Contém modo ou encargo. Aplica-se os vícios redibitórios

4.1.3. Remuneratória

4.1.3.1. Pagamento de dívida já inexigível.

4.1.4. Mista

4.1.4.1. Quando sai de um contrato oneroso.

4.1.5. Conjuntiva

4.1.5.1. Art. 551, do CC - indica um único contrato de doação de um mesmo objeto a mais de uma donatário

4.2. Partes

4.2.1. Doador: doa e se obriga a transferir

4.2.2. Donatário: recebe a doação

4.2.3. Legitimidade Passiva

4.2.3.1. Os incapazes inclusive

4.2.3.2. Somente a doação "pura"

4.3. Promessa de doação

4.3.1. Pré-contrato de doação: contrato por meio do qual alguém assumiria a obrigação de firmar outro contrato de doação.

4.3.1.1. Em casos de: dissolução de sociedade conjugal, familiar, empresarial ou simples e, principalmente em promessas em favor de filho, a jurisprudência e a doutrina admitem tal possibilidade como válida.

4.4. Restrições à doação

4.4.1. Feita pelo doador já insolvente (art. 158, do CC)

4.4.2. Feita sobre todos os bens do doador, sem deixar nada que garanta sua subsistência (art. 548, do CC)

4.4.3. Doação de parte inoficiosa (não se pode dispor em testamento. Art. 549, do CC)

4.4.4. Feita pelo cônjuge adúltero ao seu cúmplice (2 anos para propositura de ação de anulação, após dissolução do casamento, podendo qualquer herdeiro ou cônjuge inocente propugnar).

4.5. Revogação da Doação

4.5.1. Ingratidão do donatário (art. 563, do CC)

4.5.2. Inexecução de encargo (art. 555, do CC)

4.5.3. *Doação com cláusula de reversão (art. 547, do CC)

4.5.4. **Irrenunciabilidade prévia (art. 556, do CC)

4.6. Liberdade para doar

4.6.1. O incapaz não pode ser doador

4.6.2. O art. 1.647, inc. I, CC, fala da necessidade de outorga marital em caso de alienação de bem imóvel. Para o bem móvel, ver o mesmo artigo, no inciso IV.

4.6.3. Doação entre cônjuges = Art.544, do CC

4.6.4. Anulação da doação por adultério = Art. 550, CC

5. Locação - arts. 565/578, do CC + Legislação extravagante

5.1. Partes

5.1.1. Locador/Arrendador/Senhorio: obriga-se a ceder à outra, coisa infungível.

5.1.1.1. Obrigações do locador

5.1.1.1.1. -entregar ao locatário a coisa alugada

5.1.1.1.2. -manter a coisa no estado em que se encontra

5.1.1.1.3. -garantir o uso pacífico da coisa, privando o locatário de qualquer turbação.

5.1.2. Locatário/Arrendatário/Inquilino: remunera (aluguel) o locador, pelo uso e gozo da coisa infungível.

5.1.2.1. Obrigações do locatário

5.1.2.1.1. -servir-se da coisa para o uso convencionado

5.1.2.1.2. -pagar o aluguel nos prazos e termos ajustados

5.1.2.1.3. -levar ao conhecimento do locar qualquer turbação de terceiro, fundada em direito

5.1.2.1.4. -restituir a coisa no estado em que recebeu, salvo as deteriorações naturais da coisa

5.2. Se aplica aos bens:

5.2.1. Móveis

5.2.1.1. Código Civil Brasileiro - 2002

5.2.1.2. Normas especiais (exceção). Ex.: Lei 6.099/74 - "Leasing"

5.2.1.3. Retomada: ação de reintegração de posse

5.2.2. Imóveis

5.2.2.1. Rurais

5.2.2.1.1. Art. 95, lei n. 4.504/64

5.2.2.2. Urbanos

5.2.2.2.1. Locação de prédio urbano - art. 2.036, do CC

5.2.2.3. Critérios para ser imóvel urbano ou rural

5.2.2.3.1. Destinação econômica

5.2.2.3.2. Localização Geográfica

5.2.2.4. Retomada: ação de despejo

5.3. Legitimidade

5.3.1. -Não há necessidade de ser proprietário para locar. Basta ter o direito de dispor em favor de outrem.

5.3.2. -Quem é condômino de coisa indivisível, em caso de locação desta coisa, tem preferência perante terceiros não-condôminos para ser inquilino

5.3.3. -Tutor e curador não têm requisito formal para representar o tutelado ou curatelado. Ver art. 1.747, do CC

5.3.4. Pais podem locar o imóvel pertencente aos filhos menores, inclusive "embolsando" o aluguel. Ver art. 1.689, do CC

6. Empréstimo - arts. 579 a 592 do CC

6.1. Espécies

6.1.1. Mútuo - art. 586/592, do CC

6.1.1.1. Partes

6.1.1.1.1. Mutante

6.1.1.1.2. Mutuário

6.1.1.2. Importante: "É o empréstimo para consumo; então, não estará o mutuário obrigado a restituir a mesma coisa que foi emprestada, e sim outra da mesma espécie (fungível); é inadmissível a restituição em dinheiro ( exceto se o empréstimo foi de dinheiro) ou coisa de outra natureza, sob pena de subverter o negócio (virando compra e venda, troca ou permuta).

6.1.1.3. Espécies

6.1.1.3.1. Feneratício: pagamento de juros compensatórios ao capital emprestado

6.1.1.3.2. Puro (gratuito): não há cobrança de juros compensatórios.

6.1.1.4. Principal efeito contratual

6.1.1.4.1. "transfere o domínio da coisa emprestada ao mutuário, por cuja conta correm todos os riscos dela desde a tradição." - art. 587, do CC

6.1.2. Comodato - art. 576/592, do CC

6.1.2.1. Importante: "É empréstimo para uso, portanto, ao final da relação deve ser devolvida a mesma coisa emprestada e não outra (coisa infungível). É contrato real, pois se torna perfeito com a tradição. A gratuidade do comodato o distingue da locação."

6.1.2.2. Partes

6.1.2.2.1. Comodante

6.1.2.2.2. Comodatário

6.1.2.3. Extinção

6.1.2.3.1. -Advento do termo ou término do uso

6.1.2.3.2. -Resolução (uso indevido)

6.1.2.3.3. -Por sentença, provada a necessidade do comodante

6.1.2.3.4. -Pela morte do comodatário, se for "intuitu personae"

6.1.2.4. Pode ser por prazo:

6.1.2.4.1. Determinado

6.1.2.4.2. Indeterminado

6.1.2.5. Comodato Modal

6.1.2.5.1. Estabelece-se um encargo, além das obrigações normais imputadas ao comodatário. Ex.: Geladeira da Skol, só coloca Skol à venda.

6.1.2.6. Retomada do bem

6.1.2.6.1. Ação de reintegração de posse

6.2. Instituições Financeiras

6.2.1. Súmula 596 do STF

6.2.2. Reguladas pelo Sistema Financeiro Nacional - Lei n. 4.595/64

6.2.2.1. O art. 17 desta lei define-as

7. Prestação de Serviços - arts. 593/609 do CC

7.1. Partes

7.1.1. Tomador/Contratante/Dono do Serviço

7.1.2. Prestador/Contratado/Executor

7.1.3. Estabelecem obrigação uma para com a outra, de prestação de atividade lícita, mediante remuneração.

7.2. Prazo máx. de duração = 4 anos

7.3. Importante: "Se o contrato não dispuser de maneira clara sobre a especificidade do serviço a ser prestado, a presunção é de que prestará todo serviço que tiver compatibilidade com suas forças e condições (art. 601 do CC)."

7.4. Caráter Residual

7.4.1. Se: não há normal especial regendo o contrato, ou então a relação for de consumo, se aplica o Código Civil residualmente.

7.5. Característica principal: Remuneração

7.5.1. Arts. 594, 595, 596, "in fine"

7.6. Falta de Habilitação

7.6.1. Art. 606 do CC - deve ter qualificação necessária o prestador, sob pena de perder a remuneração.

7.7. Aliciamento

7.7.1. Art. 608 do CC - A parte aliciadora deverá remunerar a parte tomadora de serviços prejudicada em valor equivalente à remuneração por dois anos do contrato rompido.

7.8. Prazo de duração - art. 598, 599 do CC

7.8.1. -determinado: não superior a 4 anos, sob pena de nulidade se ultrapassar tal período. Entretanto, a doutrina e a jurisprudência tem entendido serem possíveis recontratações seguidas respeitando aquele tempo.

7.8.2. -indeterminado: não há data para término

7.8.3. Suspensão do prazo: art. 600 do CC

7.8.3.1. "Se o prestador não está realizando o serviço e sem culpa por isso, não será suspenso o contrato. Caso seja culpado, se suspende o contrato."

7.9. Extinção

7.9.1. Prazo mínimo entre denúncia e extinção do contrato: Art. 599, incisos I a III, parágrafo único do CC: -1 mês ou mais = 8 dias = inciso I -Semanal ou quinzenal = 4 dias = inciso II -menos de 7 dias = 24 horas = inciso III

7.9.2. Denúncia: resilição unilateral, por meio inequívoco que leve ao outro contratante o desejo de extinguir o contrato.

7.9.3. Causas de extinção

7.9.3.1. a) morte de qualquer parte

7.9.3.2. b) escoamento do prazo contratual

7.9.3.3. c) conclusão do serviço contratado

7.9.3.4. d) inadimplemento obrigacional implementado por qualquer das partes

7.9.3.4.1. Art. 602, parág. único cc. 603, CC = "Despedimento"

7.9.3.5. e) impossibilidade decorrente de caso fortuito ou força maior

7.9.3.6. f) alienação de prédio agrícola (art. 609, do CC)

7.9.3.7. g) denúncia

8. Empreitada - arts. 610 e ss. do CC

8.1. Importante: Uma das partes se obriga, mediante remuneração (determinada ou proporcional ao trabalho executado) e sem subordinação, a realizar pessoalmente ou por meio de terceiro, certa obra para outra parte, com material próprio ou por esta fornecido.

8.2. Partes

8.2.1. Empreiteiro

8.2.1.1. Pode evocar o direito de retenção, desde que tenha cumprido todas as obrigações contratuais.

8.2.2. Dono da Obra

8.2.3. Efeitos da cessação pela morte

8.2.3.1. Em regra nenhum, pois o contrato pode ser transferido aos sucessores do empreiteiro

8.3. Espécies de Empreitada: Art. 610, CC - Importante para prova

8.3.1. b) mista

8.3.1.1. "o empreiteiro fornece o material e participa com sua mão de obra."

8.3.2. a) de lavor ou de trabalho

8.3.2.1. "aquela em que o empreiteiro participa apenas executando a obra, sem fornecer o material"

8.3.3. Art. 611 ao 613 do CC = riscos do contrato

8.4. Variação do preço dos salários e do material

8.4.1. Se era previsível = Art. 620, CC

8.4.1.1. Se não houver cláusula expressa e diminuirem os custos até 10%, será válido o contrato.

8.4.2. Se não era previsível = Teoria da Imprevisão

8.4.3. Art. 619, CC - Ampliação da Obra

8.5. Suspensão da Obra

8.5.1. Art. 623, do CC

8.5.2. Art. 624, do CC - Perdas e Danos

8.5.3. Art. 625, do CC - Justa Causa

9. Seguro - art 757 do CC

9.1. Partes

9.1.1. Segurador

9.1.1.1. Obrigações

9.1.1.1.1. a) deve pagar o prejuízo em dinheiro (se outra forma não foi convencionada)

9.1.1.1.2. b) deve responder por todos os riscos assumidos e particularizados na apólice

9.1.2. Segurado

9.1.2.1. Obrigações

9.1.2.1.1. a) deve pagar o prêmio, não podendo eximir-se de não ter verificado o risco

9.1.2.1.2. b) deve comunicar imediatamente o sinistro

9.1.2.1.3. c) deve abster-se de ato que agrave o risco voluntariamente, sob pena de perder o direito

9.2. Importante: "o risco (sinistro - art. 779 do CC) é objeto do contrato. O interesse da parte segurada é contra tais riscos predeterminados, que caso ocorram, resultarão em prêmio previsto na apólice (art. 760 do CC)"

9.3. Espécies de Contrato

9.3.1. Seguros Privados

9.3.1.1. Terrestre, Aéreo e Marítimo

9.3.2. Seguros Sociais

9.3.3. Seguro Obrigatório

9.3.4. Seguro de Mútuo

9.3.5. Seguro de Dano

9.3.6. Seguro de Pessoa

9.3.7. Seguro de Vida

9.4. Prazos Prescricionais para a Cobrar Indenização

9.4.1. "3 anos prescreve a pretensão do segurado contra o segurador e a do terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a ausência do segurador."

10. Depósito - arts. 627 e ss. do CC

10.1. Partes

10.1.1. Depositante

10.1.2. Depositário

10.1.2.1. Obrigações: guarda e restituição da coisa quando for reclamada.

10.1.2.1.1. Exceções: direito de retenção, coisa litigiosa, suspeita razoável de procedência ilícita da coisa (furto, roubo etc).

10.2. Pode ser:

10.2.1. Voluntário

10.2.2. Necessário: depósito legal - a lei exige ou faculta

10.2.3. Miserável: em calamidade pública

10.2.4. Hoteleiro

10.2.5. Judicial

10.2.6. Pode ainda ser:

10.2.6.1. a) regular: coisas infungíveis

10.2.6.2. b) irregular: coisas fungíveis - ex.: depósito bancário

10.3. Revogação da Súmula 619 do STF - depositário judicial

10.3.1. Depositário Infiel x Súmula Vinculante 25 do STF

10.4. Características Principais

10.4.1. Custódia

10.4.2. Temporariedade

11. Mandato - art. 653 e ss. do CC

11.1. Importante: "Contrato pelo qual alguém recebe, de outrem, poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses."

11.2. Partes

11.2.1. Mandante/Outorgante/Procurado

11.2.1.1. Obrigações - "Perante 3ºs e com o próprio procurador"

11.2.1.1.1. a) honrar o compromisso com o mandatário

11.2.1.1.2. b) adiantar-lhe/reembolsar despesas

11.2.1.1.3. c) ressarcir eventuais prejuízos

11.2.1.1.4. d) pagar remuneração ao procurador, quando for devida

11.2.2. Mandatário/Outorgado/Procurador

11.2.2.1. Obrigações

11.2.2.1.1. a) agir em nome do mandante

11.2.2.1.2. b) dever de diligência nos negócios do mandante

11.2.2.1.3. c) transferir vantagens ao mandante

11.2.2.1.4. d) prestar contas

11.2.3. Substabelecido

11.2.3.1. Neste caso, o mandante se responsabiliza pela insolvência ou incapacidade deste

11.3. Aceitação do Mandato

11.3.1. Tácita - pelo começo da execução do mandato

11.3.2. Expressa

11.4. Casos em que não se permite procuração

11.4.1. Serviço Militar, testamento, exercício de cargo público etc.

11.5. Instrumento de mandato = procuração

11.5.1. Tipos de procuração

11.5.1.1. "Ad Negotia" - negócio extrajudicial

11.5.1.2. "Ad judicia" - atuação em juízo

11.5.1.3. "Ad judicia et extra" - atuação em juízo e fora dele = "ad negotia + ad judicia"

11.5.1.4. "Ad hoc" - para aquele ato específico

11.5.1.5. "Apud acta" - dada nos próprios atos

11.5.1.6. "In rem suan" - Art. 685, do CC - Em causa própria

11.5.2. Poderes

11.5.2.1. Especiais

11.5.2.1.1. "habilitam o procurador a praticar atos que refogem aos interesses do mandante e sua simples administração."

11.5.2.2. Gerais

11.5.2.2.1. "habilitam o procurador a administrar e praticar atos ordinários em favor do mandante."

11.5.2.3. *Gestão de negócios

11.5.2.3.1. "o dono do negócio pode ratificar o negócio, ou simplesmente rejeitar, restando o gestor obrigado pelo que negociou."

11.6. Importante: "Gestão de Negócios deve ser entendida como alguém, considerado Gestor de Negócios que pratica, perante alguém, negócios, dizendo serem do interesse do dono do negócio fazendo-o, porém, sem que tenha poderes suficientes para tanto."

12. Transporte - arts. 730 a 756 do CC

12.1. Partes

12.1.1. Transportador

12.1.2. Transportado/Passageiro/Contratante

12.2. Importante: "A obrigação do transportador é de resultado, ou seja, a coisa ou pessoa deverá chegar ao seu destino, sob pena de inadimplemento."

12.2.1. "Quando o contrato de Transporte constituir relação de consumo, aplicam-se as normas do CDC que forem mais benéficas à este."

12.2.2. "Em relação ao translado, há necessidade de haver remoção de um local para outro, não necessariamente significando variação geográfica grande."

12.2.3. "CLAÚSULA DE INCOLUMIDADE: obrigação assumida de forma tácita pelo transportador, o qual deve conduzir o passageiro incólume ao local de destino."

12.3. Espécies de Transporte

12.3.1. DE COISAS OU PESSOAS

12.3.2. COLETIVO OU INDIVIDUAL

12.3.3. DE BAGAGEM

12.3.4. TRANSPORTE MODAL: carga transportada através de um único meio.

12.3.5. TRANSPORTE INTERMODAL: deslocamento de carga através por vários meios de transporte

12.3.6. TRANSPORTE CUMULATIVO: é aquele de responsabilidade de mais de uma empresa.

12.3.7. TRANSPORTE SUCESSIVO: temos uma cadeia de contratos, cada qual de empresa independente das demais.

12.4. INCOTERMS

12.4.1. "Termos Internacionais do Comércio"

13. Jogo e Aposta - art.814 e ss. do CC

13.1. São contratos distintos

13.1.1. No jogo há participação dos contratantes

13.1.2. Na aposta, a dependência está em fato alheio e incerto

13.2. Importante: "Dívidas de jogo não obrigam ao pagamento. No entanto, não se pode recobrar o valor pago voluntariamente, salvo por vícios de consentimento ou se o pagante é menor ou interdito. (art. 814 c/c art. 882 do CC)"

13.2.1. Ainda que transformada a quantia paga no jogo em título de crédito, haverá carência de ação; no entanto, se o portador do título for terceiro, de boa-fé, poderá fazer a cobrança (art. 814, parágrafo 1º do CC)

13.2.2. Exceção: os jogos permitidos, que por terem caráter de recompensa, podem ser cobrados (ex.: loterias, competições esportivas etc).

13.3. Tipos de jogos

13.3.1. Jogos Autorizados

13.3.2. Jogos Tolerados

13.3.3. Jogos Proibidos

13.4. Contratos Diferenciais

13.4.1. "Dizem respeito ao mercado futuro, onde se pretende receber o valor da diferença entre o preço estipulado e o da cotação do bem na data de evento futuro."

14. Fiança - arts. 818 e ss. do CC

14.1. Partes

14.1.1. Contrato principal

14.1.1.1. Credor "A" x Devedor "B"

14.1.2. Contrato acessório "Em regra gratuito"

14.1.2.1. Fiador x Devedor "B"

14.1.2.1.1. Relação de:

14.2. Importante: "De maneira alguma a fiança poderá dar-se de maneira verbal e jamais admitirá interpretação extensiva."

14.3. Principais Características

14.3.1. a) o valor da fiança não pode ser maior do que o valor principal - art. 823 do CC

14.3.2. b) depende de forma escrita - art. 819 do CC

14.3.3. c) deve haver consentimento do cônjuge, salvo na separação absoluta (art. 1.647, III, do CC

14.3.4. d) se insolvente o fiador, o credor poderá exigir outro

14.3.5. O benefício de ordem será aplicável quando:

14.3.5.1. a) o fiador renunciou expressamente (art. 114 do CC)

14.3.5.2. b) o fiador se obriga como solidário

14.3.5.3. c) se o devedor se tornar insolvente ou falido

14.3.6. Caução Fidejussória = garantia com fiança

14.3.6.1. A garantia pode ser:

14.3.6.1.1. Real: bem em garantia

14.3.6.1.2. Pessoal: contrato

14.3.6.1.3. Aval: título de crédito

14.4. Extinção da Fiança

14.4.1. a) com a morte do fiador (respondendo apenas a herança até os limites de sua força)

14.4.2. b) quando o credor concede moratória, frustra a sub-rogação do fiador (ex.: abrindo mão da hipoteca)

14.4.3. c) pelas exceções (nulidades, prescrição etc)

14.4.4. d) pela mera notificação, no caso de fiança, por tempo indeterminado, exonerando-se o fiador em 60 dias da notificação - art. 835 do CC

14.5. Lei do Inquilinato - 8245/91

14.5.1. "Art. 39: Salvo disposição contratual em contrário, qualquer das garantias da locação se estende até a efetiva devolução do imóvel, ainda que prorrogada a locação por prazo indeterminado, por força desta Lei"

14.5.2. "Art. 40: O locador poderá exigir novo fiador ou a substituição da modalidade de garantia, nos seguintes casos:..."

14.6. Lei do Bem de Família - 8009/90

14.6.1. "Art. 3º A impenhorabilidade é oponível em qualquer processo de execução civil, fiscal, previdenciária, trabalhista ou de outra natureza, salvo se movido:"

14.6.1.1. "VII - por obrigação decorrente de fiança concedida em contrato de locação."

15. Transação e Compromisso e Arbitragem - art. 840 e ss. e 851 e ss. do CC

15.1. Transação = concessões mútuas, que previnem ou terminam lides

15.1.1. Importante: "Só podem ser objeto de transação os direitos patrimoniais disponíveis."

15.2. Arbitragem = compromisso (arbitral) no qual as partes confiam a decisão sobre controvérsias contratuais a árbitros.

15.2.1. O compromisso arbitral é regulado por legislação especial (Lei n. 9.037/96)