TEORIA DA COMUNICAÇÃO por Karinna Ferreira

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TEORIA DA COMUNICAÇÃO por Karinna Ferreira por Mind Map: TEORIA DA COMUNICAÇÃO por Karinna Ferreira

1. EFEITOS

1.1. Efeito de Terceira Pessoa ou Third-Person Effect

1.1.1. W. Phillips Davidson

1.1.2. É o resultado da diferença entre o que pensamos da influência da mídia sobre nós e sobre os outros: achamos que os outros são mais influenciados pela mídia do que nós

1.1.3. Pode ser definido como uma tendência a acreditar que a mídia vai influenciar mais os outros do que nós.

1.2. Efeito Zapping

1.2.1. A mescla de informação, propaganda e entretenimento dificulta a mudança de canal

1.2.2. Merchandising: propaganda dentro dos programas de TV, pode ser em alguma medida atribuído ao efeito Zapping

1.2.3. Motivos do Zapping

1.2.3.1. Ver o que mais está passando - evitar comerciais

1.2.3.2. Tédio causado pelo programa

1.2.3.3. Procura de variedades

1.2.3.4. Tentativa de assistir vários programas ao mesmo tempo

1.2.3.5. Tamanho do intervalo está diretamente ligada à mudança de canal

1.2.4. Quando ocorre o menor efeito Zapping

1.2.4.1. Quanto mais importante o produto, menor o Zapping

1.2.4.2. Quem já usa um produto tende a prestar mais atenção e zapear menos

1.2.4.3. Comerciais já vistos tendem a ser menor zapeados na medida em que a sensação de familiaridade

1.2.4.4. Mudança de canal: afetada pelo período do dia - opções em outras emissoras podem atrair mais ou menos o telespectador

1.2.4.5. Quanto mais a propaganda fornecer informações novas e úteis, menor o Zapping

1.2.4.6. Duração do bloco do programa: quanto mais tempo, menor o Zapping

1.2.4.7. Quanto mais vezes uma publicidade é vista, maior a chance de ela ser evita via zapping nos primeiros segundos

2. MODELOS

2.1. Modelo Lasswell

2.1.1. 1948

2.1.2. Propôs um dos primeiros modelos para o estudo da comunicação

2.1.3. Articulação linear entre os vários elementos

2.1.4. Modelo de comunicação de Aristóteles: Emissor - mensagem - receptor

2.1.5. A maneira de estudar o processo de comunicação é perguntar: quem? Diz o que? Em que canal? Com que efeito?

2.2. Funções da Mídia em Merton e Lazarsfeld

2.2.1. 1948

2.2.2. Foco nas transformações da cultura e o divertimento popular de massa criado pela mídia para entretenimento de um número grande de pessoas

2.2.3. Funções da mídia

2.2.3.1. Função de conferir e garantir status

2.2.3.2. Função de reforço das normais sociais

2.2.3.3. Disfunção Narcotizante

2.3. Modelo de Osgood e Schramm

2.3.1. 1954

2.3.2. Tem como premissa a circularidade dos processos de comunicação

2.3.3. Parte do principio de que a recepção e a resposta sempre existem

2.3.4. A mensagem é sempre reconstruída tanto por quem emite quanto por quem recebe

2.4. Modelo do fluxo em duas etapas

2.4.1. 1955

2.4.2. Katz e Lazarsfeld

2.4.3. Mostra como o resultado de uma campanha eleitoral na mídia podia ser alterado pelas relações interpessoais dos eleitores

2.4.4. Destaca a presença do Líder de opinião

2.4.4.1. Pessoa responsável por oferecer a interpretação dos fatos apresentados pela mídia e fazer com que essa representação fosse aceita como correta por uma comunidade mais ampla de receptores

2.5. Modelo de comunicação de Gerbner

2.5.1. 1956

2.5.2. Criado por George Gerbner

2.5.3. resposta ao Modelo de Lasswell

2.5.4. Mostra que há sempre uma transformação entre o evento original e a mensagem

2.5.5. A relação entre a realidade e o indivíduo que percebe, é necessariamente transformada por ao menos três fatores:

2.5.5.1. Seleção do conjunto de fatos

2.5.5.2. Contexto onde transcorre a comunicação

2.5.5.3. Disponibilidade das mensagens

2.6. Modelos de Schramm de e Westley e McLean

2.6.1. 1957

2.6.2. Schramm

2.6.2.1. identifica a empresa de comunicação como responsável pela codificação, interpretação e (re)decodificação das inúmeras mensagens que chegam até ela

2.6.3. Westley e McLean

2.6.3.1. Relativizam o poder institucional dos meios de comunicação (A) na seleção de mensagens (X) mostrando a possibilidade de qualquer receptor (B) adquirir informações de outras fontes.

2.6.3.1.1. Ex: existência de vários canais de informação livre de qualquer controle institucional: blog, site e e-mail

2.7. Modelo Espiral de Dance

2.7.1. 1967

2.7.2. Frank Dance

2.7.3. Primeiro modelo a levar em conta como o tempo transforma as relações de comunicação

2.7.4. Comunicação não é estática: está sempre em movimento

2.7.5. Interação na comunicação

2.8. Modelo efeito de enquadramento-framming effect

2.8.1. Década de 1970

2.8.2. Modelo relaciona a ideia de que a mídia afeta a maneira como as pessoas veem o mundo

2.8.3. A maneira conforme as informações são apresentadas podem influenciar diretamente o modo como as pessoas entendem essa informação

2.9. Entropia e Redundância

2.9.1. Teórico: Shannon

2.9.2. O emissor começa o processo comunicacional, algumas escolhas de mensagem estão disponíveis para ele

2.9.3. Entropia: é utilizada para medir quanta informação é produzida e em que proporção atinge seu objetivo

2.9.4. Redundância: é qualidade ou característica do que é repetido e supérfluo, é um "excesso" de palavras/códigos

2.10. Modelo da Cibercultura

2.10.1. Troca de informação rápida

2.10.2. Promoveu uma convergência dos meios

2.10.3. Gerencia as comunidades no espaço eletrônico virtual

2.10.4. Cultura contemporânea influenciada pelas tecnologia

2.10.5. Trata da vida social como vemos hoje: homebanking, pages, cartões inteligente, tablets...

3. HIPÓTESES

3.1. Hipótese de agenda ou agenda-setting

3.1.1. A depender dos assuntos que sejam abordados pela mídia, o público termina, a médio e a longo prazo, incluindo-os em suas próprias preocupações

3.2. Hipótese do Newsmaking

3.2.1. Ênfase à produção de informações, à potencial transformação dos acontecimentos cotidianos em notícias.

3.2.2. Dentro desse estudo a formação do conceito do GATEKEEPER

3.2.2.1. Newsmaking: trata do processo de seleção e feitura da informação em notícia

3.2.2.2. Gatekeeper: trata do profissional que opera esse processamento

3.2.2.2.1. Gatekeeper: responsável por selecionar o que estrará no jornal

3.3. Hipótese da Espiral do Silêncio

3.3.1. Desenvolvida pela cientista alemã: Elisabeth Noelle-Neuman

3.3.2. Década de 1960

3.3.3. Durante as campanhas eleitorais de 1965 a 1972, Noelle-Neuman observou uma súbita mudança de opinião dos eleitores na reta final das eleições.

3.3.4. Elisabeth concluiu que, ao mudar de opinião, esse grupo de eleitores buscava aproximar-se das opiniões que considerava dominantes.

3.3.5. Os indivíduos temem o isolamento e buscam, naturalmente, a integração social. Para isso, podem esconder o que realmente pensam e manifestar opiniões que acreditam que terão maior aceitação social ou que estejam de acordo com o pensamento da maioria.

3.4. Hipótese dos usos e gratificações

3.4.1. Teóricos: Katz, Gurevitch e Hass

3.4.2. Entende a audiência como ativa

3.4.3. Baseado na estrutura das necessidades do indivíduos. A atividade seletiva e interpretativa do destinatário passa a ser uma parte estável e essencial do processo comunicativo

3.4.3.1. Necessidades do indivíduo: cognitivas, afetivas e estéticas, de integração a nível social, de integração a nível da personalidade e evasão.

3.4.4. É o receptor quem estabelece se haverá ou não um fluxo comunicacional de fato

4. ESCOLAS

4.1. Escola Americana

4.1.1. Escola de Chicago

4.1.1.1. Década 1910 até o início da 2° guerra mundial

4.1.1.2. Estudos em sociologia urbana

4.1.1.3. Robert Park e Burgess procura entender a função assimiladora dos jornais e identificar sua problemática com o conceito ecologia humana

4.1.1.3.1. Ecologia Humana: de Ernest Haeckel define relações do organismo com ambiente

4.1.1.4. George Mead baseou sua teoria na psicologia social. Para ele: a formação da mente só acontece quando o individuo consegue refletir sobre si.

4.1.1.5. Comportamento coletivo e interação social

4.1.2. Escola de Palo Alto

4.1.2.1. Iniciou-se com Gregory Bateson na periferia de São Francisco (EUA)

4.1.2.2. O receptor só recebe o que deseja e tem consciência

4.1.2.3. Discorre sobre a linguagem digital e analógica

4.1.2.4. Comunicação é um sistema de comportamento integrado que calibra, regulariza, mantém e torna possíveis as relações entre homens.

4.1.2.5. Modelo circular/orquestra: oposição ao modelo linear de Shannon, sujeito ativo

4.1.2.6. Informação circular sem barreiras

4.1.3. GRUPOS DE ESTUDO

4.1.3.1. Teoria Matemática da informação. Conhecido também como: Teoria da informação e Teoria matemática da informação

4.1.3.1.1. Teóricos: Shannon e Weaver

4.1.3.1.2. Aborda a informação de forma binária, tipo sim ou não

4.1.3.1.3. Uma fonte de informação seleciona a mensagem e a codifica, transformando-a em sinal possível de ser emitido pelo sinal que enviará para o receptor

4.1.3.1.4. O receptor não é visto como agente capaz de gerar nova mensagem

4.1.3.1.5. Preocupa-se com a possibilidade de utilizar os meios ou canais disponíveis com maior influência, portanto, o máximo de influência com o mínimo de ruído

4.1.3.2. Corrente Funcionalista

4.1.3.2.1. Início do modelo Lasswell

4.1.3.2.2. Teóricos: Lasswell, Lazarsfeld e Robert Merton

4.1.3.2.3. Estuda função

4.1.3.2.4. Esses meios de massa são eficazes apenas quando satisfazem as necessidades dos receptores. Tanto o emissor, quanto o receptor são agentes

4.1.3.3. Teoria dos efeitos

4.1.3.3.1. Teoria Hipodérmica. Conhecido também: agulha hipodérmica, teoria dos efeitos ilimitados e teoria da bala mágica

4.1.3.3.2. Teoria da influência seletiva

4.2. Escola Alemã - Escola de Frankfurt

4.2.1. Início da década de 20

4.2.2. Fundada em 1923 por Cal Grunberg

4.2.2.1. Objetivo era fazer levantamento histórico das lutas do movimento operário alemão

4.2.3. Em 1929 Grunberg foi substituído por Max Horkheimer

4.2.3.1. Linha de pesquisa de Horkheimer foi direcionado para compreender melhor as relações entre a modernidade e os problemas sociais

4.2.4. Com o nazismo, a escola é fechada e seus pesquisadores migram para várias cidades. Reabre em 1950 nos EUA

4.2.5. Pensadores Marxistas

4.2.6. Crítica: à sociedade burguesa e da razão

4.2.7. 1° Geração

4.2.7.1. Teóricos: Theodor Adorno, Max Horkheimer, Erich Fromm, Herbert Marcuse e Benjamin

4.2.7.1.1. Adorno / Horkheimer

4.2.7.1.2. Benjamin / Kracauer

4.2.8. 2° Geração

4.2.8.1. Teórico: Jurgen Habermas

4.2.8.1.1. Habermas

4.3. Escola Francesa

4.3.1. Década de 60

4.3.2. Início com o livro "cultura de massa no século XX o espirito do tempo" de Edgar Morin

4.3.3. Teóricos: Edgar Morin, Roland Barthes, Georges Friedmann, Braudillard, Pierre Levy, Pierre Bourdieu, Louis Althusser e Michel Focault

4.3.3.1. Edgar Morin

4.3.3.1.1. Foca na industrialização da cultura e introduziu o conceito industria cultural

4.3.3.2. Roland Barthes

4.3.3.2.1. Realizou analises semióticas das propagandas e revistas

4.3.3.2.2. Focado nas mensagens e no sistema de signos linguísticos envolvidos

4.3.3.3. Georges Friedmann

4.3.3.3.1. Apresenta as relações do homem e das máquinas nas sociedades industriais

4.3.3.4. Jean Baudrillard

4.3.3.4.1. Abordava aspectos da sociedade de consumo

4.3.3.4.2. Impacto da comunicação de massa na sociedade

4.3.3.4.3. Indivíduos inseridos numa realidade construída - realidade virtual

4.3.3.5. Louis Althusser

4.3.3.5.1. Estudos sobre os aparelhos ideológicos de estado: mídia, escola, igreja, família. Formados através da ideologia da classe dominante

4.3.3.6. Pierre Bourdieu

4.3.3.6.1. Estudou os fenômenos midiáticos crítica a manipulação da mídia no jornalismo

4.3.3.7. Michel Foucault

4.3.3.7.1. Episteme: é o conjunto de discursos aceitos como verdade a partir dos quais estruturamos a nossa visão do mundo

4.3.3.7.2. O poder não está na mão de ninguém ele circula na sociedade

4.3.4. Teoria Culturológica

4.3.4.1. Estuda os meios de comunicação de massa (com perspectiva diferente da escola de Frankfurt)

4.3.4.2. Foco nos produtos e a relação consumidor - objeto de consumo

4.3.4.3. Cultura produzida pela mídia (cultura de massa) é uma nova forma de cultura. Entretanto, a cultura de massa corrompe outras culturas.

4.3.4.4. A cultura nasce de uma forma de sincretismo (entre real e imaginário)

4.4. Escola Inglesa

4.4.1. Estudos culturais desenvolvidos em meados da década de 1960

4.4.2. Teóricos: Richard Hoggart, Raymond Willians, Edward Palmer Thompson e Stuart Hall

4.4.2.1. Modelo dos estudos culturais ou cultural studies

4.4.2.1.1. Stuart Hall

4.4.2.1.2. Richard Hoggart

4.4.2.1.3. Raymond Willians

4.4.2.1.4. E. P. Thompson

4.4.2.1.5. John Fiske

4.4.3. Estudos voltados para a análise da teoria política

4.4.4. Pesquisadores focaram na diversidade cultural gerada pelas práticas sociais, culturais e históricas de cada grupo

4.4.5. Estudos da heterogeneidade e identidade cultura

4.5. Escola Canadense

4.5.1. Início da década de 50

4.5.2. Teórico: Herbert Marshall McLuhan

4.5.3. McLuhan criou o termo Aldeia Global - lançado em 1960

4.5.4. Classifica os meios como quentes e frios

4.5.4.1. Meios frios

4.5.4.1.1. Baixa definição

4.5.4.1.2. Capaz de transmitir pouca informação e deixam muitas lacunas para serem preenchidas pelo espectador

4.5.4.1.3. Ex: Telefone, TV, Caricaturas, desenhos e fala

4.5.4.2. Meios quentes

4.5.4.2.1. Alta definição

4.5.4.2.2. Não monopolizam nossa atenção, permite que o espectador absorva a ideia sem estar exclusivamente atento a ele

4.5.4.2.3. Não permite que a audiência "preencha muitas lacunas"

4.5.4.2.4. Ex: rádio, cinema, fotografia...

4.5.5. GALÁXIAS

4.5.5.1. Galáxia de Gutemberg

4.5.5.1.1. Obra de McLuhan

4.5.5.1.2. Fala sobre os períodos de evolução das mídias

4.5.5.2. Galáxia de Marconi

4.5.5.2.1. Nova esfera

4.5.5.2.2. Se aproxima das funcionalidades dos novos meios eletrônicos

4.5.6. ALDEIA GLOBAL

4.5.6.1. A evolução tecnológica garante sob qualquer hipótese a comunicação direta e sem barreiras

4.5.6.2. Com a internet a aldeia global é real

4.6. Escola Brasileira

4.6.1. Década de 60

4.6.2. Teórico: Luiz Beltrão de Andrade Lima

4.6.3. Estudo sobre o folclore e a comunicação popular através dos meios de comunicação de massa

4.6.4. Corrente Folkcomunicação

4.6.4.1. Processo de intercâmbio de informações e manifestações de opiniões, ideias e atitudes de massas

4.6.4.2. Através do agentes e meios ligados direta ou indiretamente ao folclore

5. 2° Período (de 1920 a 1960)

5.1. Início da corrente MASS COMMUNICATION RESEARCH

5.1.1. Americanos foram os primeiros a desenvolver pesquisas sobre mídia - conhecida como MASS COMMUNICATION RESEARCH

5.2. Dividido em 2 subperíodos

5.2.1. 1° subperíodo

5.2.1.1. Vai até o fim da década 1930

5.2.1.2. Avalia o comportamento do individuo em termos de estimulo-resposta e da sociedade como massa

5.2.2. 2° subperíodo

5.2.2.1. De 1940 até o início da década de 1960

5.2.2.2. Relaciona-se a sociologia funcionalista, mas adiante, rompe com ela

5.2.2.3. Inclui a teoria:

5.2.2.3.1. Teoria dos efeitos limitados

5.2.2.3.2. Teoria da persuasão

5.2.2.3.3. Two Step Flow

5.2.2.3.4. Teoria funcionalista

5.2.2.3.5. Teoria Matemática

5.3. Paradigma Dominante

5.3.1. Refere-se ao modelo informacional, que coloca os principais elementos da comunicação (emissor, receptor, canal) de forma linear

5.3.2. Ex: Teoria Matemática da comunicação

6. 3° Período (de 1960 até 1980)

6.1. Teorias

6.1.1. Teoria Crítica

6.1.1.1. Escola Alemã

6.1.1.2. Usa ideias Marxistas

6.1.1.3. Investiga a produção midiática como um feito da era capitalista

6.1.1.4. Defensores: Horkheimer, Adorno, Benjamin, Marcuse, Harbermas...

6.1.1.5. A mídia padroniza a arte como um produto industrial qualquer, causando a perda do aspecto artístico da obra, que é única e original

6.1.1.6. Na indústria Cultural o Indivíduo consome os produtos de mídia passivamente, pois o esforço de refletir e pensar sobre a obra é dispensado, uma vez que a obra "pensaria" pelo indivíduo.

6.1.1.7. Cabe ao homem a opção de ficar dependente de marcas e produtos

6.1.2. Cibernética

6.1.2.1. Filha do modelo matemático

6.1.2.2. Wiener a desenvolveu, é a ciência do controle da comunicação

6.1.2.3. O emissor age sobre o receptor e o receptor sobre o emissor de forma circular (quebra a lógica linear

6.1.3. Nova Comunicação (Modelo Processual)

6.1.3.1. Escola America (Palo Alto)

6.1.3.2. Destaque para Gregory Bateson

6.1.3.3. Afasta-se do modelo linear da comunicação e se agarram no modelo circular retroativo de Wiener

6.1.3.4. Comunicação não deve ser vista somente como veículo, como uma manifestação, mas como uma forma melhor de designar aquilo a que chamamos de interação.

6.1.3.5. Sustentam que a teoria matemática, junto com o paradigma dominante deveriam ser abandonados e a comunicação deveria ser estudada pelas ciências humanas a partir de um modelo próprio

6.1.4. Modelo da Mediação

6.1.4.1. Escola de Toronto

6.1.4.2. Teóricos: McLuhan e Harold Innis

6.1.4.3. Década de 1960

6.1.4.4. Estudou os impactos das novas tecnologias e os efeitos dos meios de comunicação na sociedade e nos indivíduos

6.1.4.5. Estudam a mídia e não as mensagens

6.1.5. Estudos Culturais

6.1.5.1. Escola Inglesa (Escola de Birminghan)

6.1.5.2. Destaque para Richard Hoggart, Raymond Willians e Stuart Hall

6.1.5.3. Acreditam que a comunicação deve compreender o estudo das diversas formas de expressão cultural de um povo

6.1.6. Semiótica

6.1.6.1. Ferdinand de Saussure e Charles Sanders Peirce

6.1.6.1.1. Saussure

6.1.6.1.2. Peirce

6.1.6.2. Signo: é algo que está no lugar de outra coisa. É uma representação.

6.1.6.2.1. O significado do signo é dado a partir do código ou referência no qual ele esta inserido. Um signo pode ter vários significado conforme o código

6.1.6.3. Semiótica é a ciência geral das linguagens, das relações entre os signos e os significados na construção dos sentidos

6.1.7. Estruturalismo

6.1.7.1. Década de 1950 e 1960

6.1.7.2. Roland Barthes

6.1.7.2.1. Estuda as relações entre a linguagem e o poder

6.1.7.2.2. Texto é qualquer produção cultural em especial a escrita

6.1.7.2.3. A linguagem forma as estruturas de significado a partir das quais estruturamos nossas ações cotidiana.

6.1.7.3. Umberto Eco

6.1.7.3.1. A cultura de massa é parte do cotidiano e pode ser criticada, mas não evitada

6.1.7.3.2. Reconhece a existência da cultura de massa e sua potencialidade, mas entende que isso só poderá se realizar na medida em que o receptor estiver preparado para uma leitura crítica que a análise estrutural e mais tarde a semiótica

6.1.7.4. Roman Jakobson

6.1.7.4.1. Estabelece 6 funções da linguagem a partir da relação entre os signos linguísticos e sua relação com os objetos externos.

6.1.7.4.2. Acredita que a linguagem é usada de modos diferentes conforme o elemento da realidade ou da própria linguagem ao qual está atrelada

6.1.7.4.3. O modelo básico de comunicação mantém-se nos padrões estabelecidos por Aristóteles: emissor, mensagem, receptor - mas Jakobson agrega outras partes

6.1.7.5. Edgar Morin

6.1.7.5.1. Vincula a industria cultural ao capitalismo e a qualquer sistema onde a produção da cultura esteja diretamente controlada por diretrizes externas a criação artística

6.1.7.5.2. A cultura de massa é construída a partir da variações em torno de um grupo de temas

6.1.7.5.3. Happy End: a cultura de massa implica que o consumidor saia satisfeito de seu entretenimento, ainda que para isso seja necessário alterar fatos históricos

6.1.7.6. Michel Foucault

6.1.7.6.1. O poder não está na mão de ninguém ele circula na sociedade

6.1.7.6.2. Episteme: é o conjunto de discursos aceitos como verdade a partir dos quais estruturamos a nossa visão do mundo

6.1.7.6.3. O poder está diluído nas relações sociais, não apenas na luta de classes. O poder é exercido em rede, nos dispositivos espalhados pela sociedade

6.1.7.7. Pierre Bourdieu

6.1.7.7.1. Estudou os fenômenos midiáticos / crítica a manipulação da mídia no jornalismo

6.1.7.7.2. Espaço Real e Espaço Simbólica

6.1.7.7.3. Na estrutura de um campo é possível identificar: dominantes, dominados, aspirantes e marginais

6.1.7.7.4. Estrutura de Campo

6.1.7.7.5. Capital Simbólico

6.1.7.8. Estrutura é um conjunto de elementos interligados de uma maneira específica

6.1.7.9. Origem do Estruturalismo está ligadas às pesquisas de Saussure sobre a Teoria dos signos.

6.1.8. Estética da influência e da recepção

6.1.8.1. Hans Robert Jauss

6.1.8.1.1. 1967

6.1.8.1.2. O público que dá sentido à obra. Cada leitura de um livro, feita por uma pessoa diferente, acaba de certa maneira criando um livro diferente

6.1.8.1.3. O produtor cria uma obra no momento da criação, o receptor re-cria no momento da leitura

6.1.9. Marxismo

6.1.9.1. Althusser e Hezensberger

6.1.9.1.1. Propõe uma análise automática do processo no conceito de Aparelhos ideológicos do estado

6.1.9.1.2. Aparelho ideológico é um instituição social organizada para promover e defender a imposição dissimulada de um conjunto de valores e prática sociais vinculadas ao pensamento de uma classe, como: família, igreja...

6.1.9.1.3. Aparelho ideológico do estado manifesta-se no sistema religioso, educacional, político, sindical, jurídico, na comunicação e na cultura enquanto existe apenas um aparelho repressivo, existe uma pluralidade de aparelhos ideológicos.

6.1.9.1.4. Uma vez imposta pelo aparelho ideológico uma determinada visão de mundo não encontrará dificuldade em se impor sobre o conjunto da sociedade

6.1.9.2. Gramsci

6.1.9.2.1. Pensador italiano

6.1.9.2.2. Teórico marxista do século 20

6.1.9.2.3. Foi responsável por uma mudança significativa nos estudos de comunicação e da cultura a partir dos anos 60 e 70

6.1.9.2.4. Via na cultura de massa um caminho para compreender o senso comum

6.1.9.2.5. Cultura é o modo como se vê o mundo, a perspectiva a partir da qual se compreende a realidade ao redor. Essa realidade construída e denomina "SENSO COMUM", visão de mundo compartilhada por todos

6.1.9.2.6. Hegemonia é o controle dos elementos responsáveis pela formação do senso comum

6.1.9.2.7. Ex: Se imensas parcelas da população leem um livro, é evidente que a mensagem desse livro seja incluída, com mais ou menos impacto, ao repertório de referências culturais das pessoas

6.1.10. Comunicação Interpessoal

6.1.10.1. Teoria da dissonância cognitiva

6.1.10.1.1. 1957

6.1.10.1.2. Leon Festinger

6.1.10.1.3. As pessoas tem tendência a buscar "fonte de informações" que reforcem seus pontos de vista, evitando, dados que possam fortalecer opiniões diferentes das suas

6.1.10.1.4. As novas informações não são necessariamente responsáveis por alterar as opiniões de uma pessoa, ao contrário, mesmo diante de evidências, os indivíduos buscam reforço para suas ideias

6.1.10.1.5. O choque entre o conhecimento antigo e o novo é a dissonância cognitiva, isto é, o desacordo entre dois conjuntos de dados igualmente obtidos por uma pessoa

6.1.10.2. Modelo ABX de NewComb

6.1.10.2.1. 1950

6.1.10.2.2. Theodor NewComb

6.1.10.2.3. Partia do principio de que seres humanos tendem a evitar o conflito e buscar equilíbrio nas relações pessoais, evitando o desconforto de sustentar uma discussão

6.1.10.2.4. Na dinâmica de uma conversa entre duas pessoas sem um alto grau de intimidade, A e B, as opiniões divergentes em relação a um elemento X tendem a ser abandonadas conforme os interlocutores notem, um no outro, as direções a seguir

6.1.10.2.5. Quanto maior o grau de intimidade entre os dois interlocutores, maior a chance de se expor uma crítica

6.1.10.3. Grupos Primários: Comunicação Interpessoal e Recepção

6.1.10.3.1. John e Kate Riley

6.1.10.3.2. Parte do principio de que a recepção de um determinado programa de TV é alterada de acordo com a interferência, direta ou indireta, das pessoas próximas ao receptor

6.1.10.3.3. Dedicam-se a estudar sua composição a interferência na circulação da mensagem da mídia, sobretudo da TV

6.1.10.3.4. As pessoas próximas interferem diretamente na maneira como nos relacionamos com a mídia ainda que sem querer

6.1.10.3.5. Mostrou a extensão das relações interpessoais na construção da relação entre as pessoas e os meios de comunicação

6.1.11. Comunicação e Linguagem

6.1.11.1. Modelo de Ogden e Richards

6.1.11.1.1. Mostrar como linguagem, pensamento e realidade estavam vinculadas em uma relação de causa e efeito

6.1.11.1.2. Propõem um modelo de comunicação para explicar as relações entre: linguagem e pensamento

6.1.11.1.3. A partir das tocas de linguagem são determinados os significados do mundo exterior, que estruturam a realidade imediata de uma forma coerente e interpretam os fatos de alguma maneira e não de outra

6.1.11.2. Teoria dos Atos de Fala

6.1.11.2.1. Austin e Searle

6.1.11.2.2. Trabalha com a concepção da linguagem a partir das possibilidades de ação das palavras

6.1.11.2.3. linguagem não serve apenas para representar: ela é, em si mesma, uma ação que movimenta a realidade

6.1.11.3. Noam Chomsky

6.1.11.3.1. Estuda o papel da mídia na disseminação de informações que contribuem para a manutenção desse sistema

6.1.11.3.2. A linguagem existe como uma ação da mente humana e não é aprendida, mas desenvolvida

6.1.11.3.3. Analisa como a mídia norte-americana, em particular a propaganda, serve aos interesses diretos do governo tanto respaldo ao capitalismo

6.1.11.3.4. Estrutura Sintática: é a capacidade que permite ao ser humano associar sons com determinadas classes de interpretação relativas à associação entre nomes, qualidade e ações.

7. 1° Período (Meados do sec. XIX até década 1920)

7.1. Teóricos: Comte, Durkheim, Tarde, Le Bon, Simmel e Weber

7.2. Estuda o conjunto de transformações trazidas pela revolução industrial e as consequentes transformações ocorridas nas formas de comunicação, pessoal e mediatizada

7.3. Percebe-se a importância da mídia de massa e imprensa

7.4. Robert Park Introduziu as teorias de Gabriel Tarde na Escola de Chicago

8. 4° Período (de 1980 até agora)

8.1. Teorias citadas no período anterior perduram até hoje

8.2. REDES SOCIAIS E COMUNIDADES VIRTUAIS

8.2.1. Comunidades Virtuais

8.2.1.1. Podem ser definidas por grupos de pessoas que se reúnem para troca informações sobre um determinado tema

8.2.1.2. Ex: os grupos de discussão, páginas de fãs, as páginas de discussão sobre os vídeos postados, os sites de relacionamentos...

8.2.1.3. Nelas são criados um ambiente virtual comum voltado ao desenvolvimento de ideias e atitudes de interesse coletivos a partir das relações de comunicação

8.2.1.4. É formada pelas pessoas que visitam uma página.

8.2.2. Redes sociais

8.2.2.1. Engajamento mútuo de seus participantes

8.2.2.2. As Redes Sociais tem caráter fluido, no qual os vínculos podem se reorganizar conforme demandas, fluxos e situações, podem se fortalecer ou se enfraquecer

8.3. REALIDADE VIRTUAL

8.3.1. 1986

8.3.2. Jaron Lanier

8.3.3. Ambiente que similar a realidade, copiando-a em seus vários níveis e aspectos

8.3.4. Permite a uma pessoa experimentar as sensações reais a partir de instrumentos eletrônicos acoplados a ele

8.3.5. É o ambiente onde seres humanos existem com seu corpo digital