Notícias falsas, jornalismo e educação

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Notícias falsas, jornalismo e educação por Mind Map: Notícias falsas, jornalismo e educação

1. 1) Apresentação exibida nas escolas (para alunos)

1.1. Problema fundamental: falácia do argumento de autoridade ("verifique se a mídia profissional deu a notícia")

1.1.1. As fontes/autoridades foram desacreditadas. "A Folha de S. Paulo é esquerdista", "jornalistas são ateus"...

1.1.1.1. É necessário realizar a leitura crítica também das mídias profissionais.

1.1.1.1.1. - Exercícios de análise crítica e comparação de reportagens. O que é pauta? O que não é falado? Quem tem voz na matéria e quem não tem? Que termos são usados de acordo com a situação (ex.: "jovem" x "menor")? - Entender que imparcialidade não existe. - Identificar o viés dos jornalistas e dos veículos. O problema da homogeneidade das redações. Geralmente, não se quer enganar o leitor, mas os jornalistas se guiam pela própria visão de mundo.

1.1.1.2. Nos EUA, parte considerável da população acredita que os jornalistas são "inimigos do povo".

2. 2) Como e por que surgem as notícias falsas

2.1. O exemplo de Veles, Macedônia. (mostrar o vídeo)

3. 3) Letramento para a mídia ou Alfabetização midiática/informacional

3.1. Tema transversal. - Aprender a ler o mundo e suas complexidades.

3.2. Direito à informação. UNESCO: "O Artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece que “Todo ser humano tem direito à liberdade de opinião e expressão; esse direito inclui a liberdade de opinar livremente e de procurar, receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios, independentemente de fronteiras”. A alfabetização midiática e informacional (AMI) proporciona aos cidadãos as competências necessárias para buscar e usufruir plenamente dos benefícios desse direito humano fundamental."

3.3. UNESCO: "A proliferação dos meios de comunicação de massa e de novas tecnologias provocou mudanças decisivas nos processos e no comportamento da comunicação humana. A alfabetização midiática visa a empoderar cidadãos, fornecendo-lhes competências (conhecimento, habilidades e atitudes) necessárias para envolver a mídia tradicional com as novas tecnologias, incluindo os seguintes elementos ou resultados de aprendizagem: - compreender o papel e as funções da mídia nas sociedades democráticas; - compreender as condições sob as quais a mídia pode exercer suas funções; avaliar criticamente os conteúdos de mídia; - envolver-se com a mídia para se expressar e participar democraticamente; e - revisar habilidades (incluindo habilidades em TIC) necessárias para produzir conteúdos produzidos por usuários."

4. 4) Para entender e combater o fenômeno das "fake news".

4.1. 4.1 Saber questionar e verificar.

4.1.1. Mas com critério! Afinal, duvidar de tudo nos leva a alimentar teorias da conspiração.

4.1.1.1. É preciso ter repertório para decidir em quem confiar (e até onde).

4.2. 4.2 Entender como são construídos os discursos que produzem "verdades".

4.2.1. Mídia/Jornalismo (o que é pauta, como se apura, como funciona uma redação, como trabalham os jornalistas etc.) - Como o jornalismo se mantém como negócio (audiência, anúncios, assinaturas, relação com o marketing de conteúdo).

4.2.2. Ciência (o que é o método científico, avaliação entre pares, constante diálogo com o que foi produzido antes) - Como a Ciência também pode ir pelo caminho errado (falhas, patrocínios, propaganda).

4.2.3. Marketing (o que ele busca, como chega aos "alvos", táticas questionáveis) - Jornalismo x "Conteúdo"

4.3. 4.3 Entender nossa relação com os dispositivos digitais e como eles funcionam.

4.3.1. A tática de criar ansiedade, de manter o usuário conectado, de estimular a desatenção e depois se aproveitar dela. Redes sociais e aplicativos são um negócio!

4.3.2. Tempo do pensamento x tempo da reação no universo digital.

4.3.2.1. A facilidade do 'compartilhe'. Não precisamos mais digerir uma informação antes de passá-la à frente.

4.3.2.2. Como ensinar a parar para pensar? A importância de fazer pausas, treinar a concentração e meditar.

4.3.3. O caso dos deep fakes [exibir vídeo]

4.4. 4.4 Conhecer nossos pontos fracos

4.4.1. Viés de confirmação. Como o afeto e a "intuição" direcionam a crença em fatos e a formulação de opiniões.

4.4.2. Nossa necessidade de aceitação e pertencimento social.

4.4.2.1. Exemplo: documentário sobre terraplanistas.

4.4.2.1.1. Como rebater os argumentos de que a Terra seria plana?

4.4.2.2. A importância de não excluir ninguém.

4.5. 4.5 Retomar "narrativas fundamentais" e entender que a história é importante.

4.5.1. Qual é a história dessa informação? (ex.: de uma lei da Física, de uma fórmula, da tabela periódica etc.)

4.5.2. Lembrar que é comum que uma notícia falsa seja esvaziada de sua história. Quem assina? Quem pesquisou? De onde vem?

4.6. 4.6 Estimular a elaboração de perguntas

4.6.1. Ex.: prova de Física da professora Elika.

4.6.2. Aceitar o desconhecido e as incertezas. O conhecimento está em construção! E ela é coletiva.

4.6.3. Entender os princípios da produção e da validação científica. Entender também o método de pesquisa jornalístico (do bom jornalismo!).

4.7. 4.7 Reconhecer os diferentes tipos de falácia.

5. 5) Propostas de exercício e debates

5.1. Como fazer Jornalismo na escola?

5.1.1. - De forma coletiva, e não individual. - Com foco na elaboração de perguntas que precisam ser respondidas. - Definir público. O que é importante para ele? - Que fontes serão consultadas? Como elas serão escolhidas? - Divisão do trabalho: repórteres e editores. - Figura do ombudsman. - Todos produzem e avaliam o trabalho.

5.2. É válido ensinar a fazer uma notícia falsa, mesmo com uma boa intenção?

5.3. O que fazer em diferentes situações? Ex.: - aluno que, durante a aula, diz que não tomará a vacina X porque ela transmite a doença que pretende evitar; - aluno que, ao estudar o assunto, acha que pode trabalhar com "fake news" e ganhar dinheiro.

5.4. Ex.: Caixa de Ferramentas da Escola de Jornalismo

5.5. Ex.: Agência Mural