Contextualização do conceito de deficiência à luz de indicadores teóricos.

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Rocket clouds
Contextualização do conceito de deficiência à luz de indicadores teóricos. por Mind Map: Contextualização do conceito de deficiência à luz de indicadores teóricos.

1. Até a década de 70 a CID-8 considerava apenas as manifestações agudas como deficiência, segundo o modelo médico: Etiologia ⇒ patologia ⇒ manifestação

1.1. em 1976, surgiu uma nova conceituação, a Internacional Classification of impairments, disabilities, and handicaps: a manual of classification relating to the consequences of disease (ICIDH),sendo sua tradução a Classificação Internacional de deficiências, incapacidades e desvantagens: um manual de classificação das conseqüências das doenças (CIDID), publicada em 1989.

1.1.1. A ICIDH17 propõe uma classificação da conceituação de deficiência que pode ser aplicada a vários aspectos da saúde e da doença, sendo um referencial unificado para cada área.

1.1.1.1. Incapacidade: restrição, resultante de uma deficiência, da habilidade para desempenhar uma atividade considerada normal para o ser humano. Surge como conseqüência direta ou é resposta do indivíduo a uma deficiência psicológica, física, sensorial ou outra. Representa a objetivação da deficiência e reflete os distúrbios da própria pessoa, nas atividades e comportamentos essenciais à vida diária.

1.1.1.1.1. Segundo Stephens & Hétu, o conceito de incapacidade poderia ser avaliado por meio das respostas diretas do próprio indivíduo sobre suas dificuldades.

1.1.1.2. Desvantagem: prejuízo para o indivíduo, resultante de uma deficiência ou uma incapacidade, que limita ou impede o desempenho de papéis de acordo com a idade, sexo, fatores sociais e culturais Caracterizase por uma discordância entre a capacidade individual de realização e as expectativas do indivíduo ou do seu grupo social. Representa a socialização da deficiência e relaciona-se às dificuldades nas habilidades de sobrevivência

1.1.1.2.1. Segundo Stephens & Hétu, o conceito de desvantagem seria definido por seis dimensões: orientação, independência física, mobilidade, ocupação, integração social e auto-suficiência econômica.

1.1.1.3. Deficiência: perda ou anormalidade de estrutura ou função psicológica, fisiológica ou anatômica, temporária ou permanente. Incluem-se nessas a ocorrência de uma anomalia, defeito ou perda de um membro, órgão, tecido ou qualquer outra estrutura do corpo, inclusive das funções mentais. Representa a exteriorização de um estado patológico, refletindo um distúrbio orgânico, uma perturbação no órgão.

1.1.1.3.1. As dimensões da deficiência compreendem: locomoção, motricidade fina, cuidados pessoais, continência urinária e fecal, audição, visão, comunicação, aprendizagem, comportamento e integração social, saúde física, consciência; - o grau de severidade; - as desvantagens em relação ao ambiente.

2. De acordo com a lei LEI Nº 13.146, DE 6 DE JULHO DE 2015., Art. 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.

3. Na antiguidade, egípcios valorizavam as pessoas com deficiências, porque era constante o fato de pessoas ficarem cegas no Egito, devido às tempestades de areia que acaba por proporcionar infecções que vinham a resultar em cegueiras

3.1. Diferentemente dos egípcios eram os gregos, uma sociedade que valorizava amplamente o corpo saudável o exercício físico, para eles era essencial manter a boa forma, era uma questão social. Muitos gregos levavam muito a, sério a prática de exercício físico, como era o caso dos espartanos e atenienses. Para eles, os deficientes não tinham nada a contribuir com a sociedade, pelo contrário, estavam contrapondo seus ideais, sem mencionar que eram consideradas subumanas, ou seja, uma pessoa que está à baixa da vida humana

3.1.1. Quanto aos romanos à postura quanto à deficiência também era de discriminação, preconceito e desprezo. Garcia (2011) “na Roma Antiga, tanto os nobres como os plebeus tinham permissão para sacrificar os filhos que nasciam com algum tipo de deficiência”. muitos deficientes que sobreviviam eram por interesses comerciais, pois considerando que os romanos tinham hábitos de frequentar casas de prostituição, como os bordéis, com isso era comum os deficientes serem utilizados, como humilhados, Negreiros.

3.1.1.1. No império romano, o surgimento do cristianismo, na vida dos romanos, com essa nova religião veio junto novos conceitos até então desprezados e ignorados, que era a questão de caridade, de pensar no próximo, de ajudar os necessitados. Essa ideologia cristã surgiu e veio de encontro com as dificuldades, vivenciadas pela sociedade, mas humilde como humilhada entre eles, mendigos, pobres, deficientes.

3.2. (...) na Idade Média o abandono passou a ser condenado e as pessoas com deficiência começaram a receber abrigo em asilos e conventos, principalmente.

3.2.1. Foi a partir da Segunda Guerra Mundial que o direito necessita se preocupar com grupos sociais específicos, nesse caso surgem os mutilados da guerra, pessoas que foram para a guerra sem nenhuma deficiência e voltam às suas casas com algum tipo de mutilação que impedem a fruição normal de suas atividades de vida diária. (TAHAN, 2012, p.21).

3.2.1.1. Mudanças sócio-culturais foram ocorrendo paulatinamente na Europa, cujas marcas principais foram o reconhecimento do valor humano, o avanço da ciência e a libertação quanto a dogmas e crendices, reconhecendo-se que o grupo de pessoas com deficiência deveria ter atenção específica fora dos abrigos ou asilos para pobres e velhos. A despeito das malformações físicas ou limitações sensoriais, essas pessoas, de maneira esporádica e ainda tímida, começaram a ser valorizadas enquanto seres humanos. (NEGREIROS, 2014, p.15)

3.2.1.1.1. No Brasil, a pessoa com deficiência foi incluída, por vários séculos, dentro da categoria mais ampla dos “miseráveis”, talvez o mais pobre entre os pobres (Silva, 1987). Na cultura indígena, onde as pessoas nascidas com deficiência era um sinal de mau agouro, um prenúncio de castigos dos deuses a eliminação sumária das crianças era habitual, assim como o abandono dos que adquiriam a deficiência no decorrer da vida. (NEGREIROS, 2014 p.16)