GLICONEOGÊNESE

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Rocket clouds
GLICONEOGÊNESE por Mind Map: GLICONEOGÊNESE

1. TRANSPORTE

1.1. Difusão facilitada: esse sistema é mediado por uma família de 14 transportadores de glicose encontrados nas membranas celulares, que são designados GLUT-1 a GLUT-14. A glicose extracelular liga-se ao transportador, que altera sua conformação, transportando a glicose através da membrana celular.

1.2. Cotransporte monossacarídeo-Na+: esse processo requer energia, pois transporta glicose “contra”um gradiente de concentração. É um processo mediado por um carreador, dependente do sódio, que é transportado concomitantemente à glicose para o interior da célula. Esse tipo de transporte ocorre nas células epiteliais do intestino, dos túbulos renais e do plexo coróide.

2. VIA DAS PENTOSES-FOSFATO

2.1. É composta de duas fases, uma oxidativa e uma não oxidativa.

2.1.1. Durante a fase oxidativa as moléculas de glicose-6-fosfato (glicose que é utilizada para gerar energia na célula) são oxidadas por moléculas de NADP+, pela enzima glicose-6P desidrogenase, gerando moléculas de NADPH e 6-fosfato-gliconato (6P-gliconato).

2.1.2. Estas moléculas de 6P-gliconato também são oxidadas, gerando ainda mais moléculas de NADPH, moléculas de CO2 e ribulose-5-fosfato.

2.1.3. A partir deste ponto as reações são não-oxidativas e a ribulose-5-fosfato, por isomerização passa para a forma de ribose-5-fosfato.

2.1.4. Ambas pentoses são recicladas gerando novas moléculas de glicose-6-fosfato, que pode ser utilizada tanto na via de pentoses novamente, como todas as vias de metabolismo da glicose.

2.2. Produto bastante importante da via das pentoses é o açúcar ribose-5-fosfato, o açúcar que constitui os nucleotídeos que irão compor ácidos nucleicos de diversas coenzimas, como o ATP, NADH, FADH2 e coenzima A.

2.3. Também são gerados outros tipos de açúcares de tamanhos e padrões de fosforilação diferentes.

2.4. Geralmente tecidos responsáveis por sintetizar ácidos graxos, como o tecido adiposo, glândulas, gônadas e o fígado, a via das pentoses é mais ativa.

3. Enzimas que diferem entre a Glicólise e Gliconeogênese

3.1. Hexoquinase Glicose + ATP Glicose-6-fosfato + ADP Glicose-6-fosfatase Glicose-6-fosfato + H2O Glicose + Pi Fosfofrutoquinase (PFK) Frutose-6-fosfato + ATP Frutose-1,6-bisfosfato + ADP Frutose-1,6-bisfosfatase Frutose-1,6-bisfosfato + H2O Frutose-6P + Pi

3.2. Piruvato quinase Posfoenolpiruvato +ADP Piruvato + ATP Piruvato Carboxilase Piruvato + HCO3- + ATP Oxaloacetato + ADP + Pi PEP Carboxiquinase Oxaloacetato + GTP Fosfoenolpiruvato + GDP + CO2

3.3. Glicólise Glicose + 2 NAD+ + 2 ADP + 2 Pi piruvato + 2 NADH + 2 ATP Gliconeogênese 2 piruvato + 2 NADH + 4 ATP + 2 GTP glicose + 2 NAD+ + 4 ADP + 2 GDP + 6 Pi Glicólise GERA 2 ligações P do ATP. Gliconeogênese GASTA 6 ligações P do ATP e GTP. Gasta-se muito mais para sintetizar um mol de glicose

4. Precursores não-glicídicos Formação de glicose a partir de precursores não-glicídicos Lactato; Glicerol; Aminoácidos. São transformados em piruvato ou entram na via na forma de intermediários: oxaloacetato e diidroacetona fosfato

5. Síntese da glicose a partir do piruvato - Utiliza várias enzimas da GLICÓLISE Três reações da glicólise são essencialmente IRREVERSÍVEIS: Hexoquinase Fosfofrutoquinase Piruvato quinase.

6. Ocorre principalmente no fígado e em menor extensão nos rins.

7. É importante quando: - Jejum prolongado - Consumo inadequado de CHO

8. Via Metabólica Importante

8.1. Alguns tecidos: cérebro, hemácias, medula renal,cristalino e córnea ocular, testículos e músculo em exercício.00

8.2. Gliconeogênese Necessidade diária de um adulto humano – glicose do cérebro 120g

8.3. Glicose presente - líquidos orgânicos 20g Glicogênio -190g

8.4. Reservas suficientes atender necessidades cerca de um dia

9. GLICÓLISE

9.1. É o catabolismo anaeróbico da glicose. Ou seja, degradação da glicose sem necessidade de Oxigênio.

9.2. Pode vir da alimentação ou da degradação do glicogênio de reserva.

9.3. Ocorre no Citoplasma de todas as células (Citossol)

9.4. É a via metabólica na qual UMA molécula de GLICOSE (C6) é degradada em DUAS moléculas de PIRUVATO (C3).

9.5. Neste processo são sintetizadas DUAS moléculas de ATP e produzidas DUAS moléculas de NADH (forma reduzida).

10. ABSORÇÃO DE CARBOIDRATOS

10.1. O duodeno e o jejuno superior absorvem a maior parte dos glicídeos da dieta. Entretanto diferentes glicídeos são absorvidos por meio de diferentes mecanismos.

10.2. A galactose e a glicose são transportadas por um processo ativo, que requer energia e uma captação concomitante de íons sódio; a proteína transportadora (SGLT-1) é o cotransportador de glicose 1 e depende de sódio .

10.3. A frutose requer um transportador de monossacarídeo independente de sódio (GLUT-5). Mas todos os monossacarídeos são transportados das células mucosas intestinais para a circulação porta por outro transportador, o GLUT-2.

11. FRUTOSE

11.1. É um composto orgânico pertencente ao grupo dos monossacarídeos, carboidratos mais simples que não sofrem hidrólise.

11.2. A fórmula molecular da frutose é idêntica à da glicose, o que diferencia um monossacarídeo do outro é o grupo característico, que na molécula de frutose é um grupo cetona, enquanto na molécula de glicose, é um grupo aldeído.

11.3. É digerida, metabolizada no fígado e convertida em glicose para produção de energia

11.3.1. O excesso de frutose no organismo, contudo, pode causar alterações no metabolismo e potencializar o risco de resistência à insulina, situação na qual esse hormônio não exerce corretamente a sua função, tendo como consequência o aumento do teor de glicemia.

11.3.2. O ideal é consumi-la por meio de frutas e outros vegetais, pois esses alimentos apresentam uma menor concentração de frutose, e a combinação com fibras e demais nutrientes da fruta, faz com que a absorção ocorra de forma mais lenta, sem desequilibrar o metabolismo.

11.4. A frutose não estimula o pâncreas a produzir insulina, e entra nas células do fígado independente de qualquer mediação da insulina. Em seguida, a frutose reage com uma substância chamada frutoquinase para gerar frutose-1-fosfato. Neste processo ocorre perda de energia, pois para que possa ocorrer é necessário o gasto de ATP, que libera um fosfato para emprestar à frutose e transformá-la em frutose-1-fosfato.

11.5. Toda essa perda de fosfato necessária para esse processo gera a ação de uma enzima “capturadora” do restante do fosfato do que restou da molécula de ATP (que agora passa a se chamar ADP) (o nome dessa enzima é AMP-desaminase 1), transformando o ADP em AMP e depois em IMP (inositol monofosfato) e, finalmente no produto de excreção, chamado ácido úrico.

11.5.1. A frutose-1-fosfato, além de se transformar em gliceraldeído (que se transforma em piruvato), também se converte em dihidroxiacetona fosfato.

12. GALACTOSE

12.1. É um açúcar monossacarídeo. Seu papel biológico é transformado directamente em glicose por um processo relativamente simples.

12.2. Primeiro, é fosforilada a galactose-1-fosfato por acção da cínase da galactose (com gasto de ATP), composto que, posteriormente, reage com a UDP-Glicose, originando UDP-galactose e glicose-1-fosfato.

12.2.1. Esta reacção é catalisada pela transférase da glicose-1-fosfato uridil. Posteriormente, a UDP-Galactose é isomerizada a UDP-Glicose pela 4-epimérase da UDP-Galactose. A UDP Glicose é transformada depois em glicose-1-fosfato.

12.3. É importante na síntese de lactose na glândula mamária em lactação, pois nesta ocorre uma condensação entre a glicose e a UDP-Galactose, originando lactose, numa reacção catalisada pela síntase da lactose.