Situações sócio-problemáticas de crianças e adolescentes e o direito a dignidade e a vida: Soluções

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Situações sócio-problemáticas de crianças e adolescentes e o direito a dignidade e a vida: Soluções por Mind Map: Situações sócio-problemáticas de crianças e adolescentes e o direito a dignidade e a vida: Soluções

1. Vida

1.1. No Brasil, 22,6% das crianças e adolescentes com idade entre 0 e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza. Isso corresponde a 9,4 milhões de menores com renda domiciliar per capita mensal inferior ou igual a um quarto de salário mínimo. No Brasil, 22,6% das crianças e adolescentes com idade entre 0 e 14 anos vivem em situação de extrema pobreza. Isso corresponde a 9,4 milhões de menores com renda domiciliar per capita mensal inferior ou igual a um quarto de salário mínimo.

1.1.1. Não há solução governamental para este feito (já que pensar nela para redistribuir renda de forma igualitária ou investir em projetos que visem o mesmo, pode parecer utopia). Dedicar uma parte do seu tempo para empreender ações que deem resultado na vida de várias pessoas é um caminho a se pensar. O trabalho voluntário é sempre uma solução, podendo ser atrelado a uma ONG ou por espontânea vontade. Juridicamente, isso se resolveria com políticas públicas de longo prazo que visem o reparo dá má distribuição de renda e da desigualdade no país.

1.1.2. O Estado brasileiro precisa implantar uma série de políticas sociais que provoquem mudanças estruturais nas condições de vida da população. De acordo com o Ministério da Saúde, as causas da mortalidade infantil no Brasil se alteraram ao longo das últimas décadas. Nos anos 80, as principais causas eram as doenças infectocontagiosas, mas nas décadas seguintes as mortes provocadas por essas doenças diminuíram porque mais crianças passaram a ser vacinadas e também porque foram introduzidas novas vacinas, as causas passaram a ser, por exemplo, a inanição. A fome mata. E de nada adianta a intensificação de campanhas de vacinação ou coisa do gênero, quando as crianças e adolescentes estão expostos a ausência de tantas outras coisas. Acabar com a fome e a miséria, aumentar o acesso ao saneamento básico (água e esgoto tratados), melhorar a instrução das mulheres, dar à população de baixa renda mais acesso a serviços de saúde de qualidade é vital.

2. Educação

2.1. No último censo feito neste ano, cerca de 2 milhões de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estavam fora da escola no país. A exclusão afeta principalmente as camadas mais vulneráveis da população, já privadas de outros direitos. Com a intervenção militar que acontece no Rio de Janeiro, muitas crianças tem suas aulas boicotadas em razão dos tiroteios causados pelos conflitos entre policiais e facções, por exemplo. Os problemas principais são: Desigualdade/Falta de Acesso; Precarização do sistema público educacional; Defasagem/Evasão.

2.1.1. As soluções para os problemas apresentados são enraizadas em uma série de fatores sociais, econômicos e políticos, a educação tem o seu caminho para a equidade social interrompido por uma cadeia de fatores onde a única saída é a colaboração social, empresarial e principalmente, dos entes federados e entidades politicas – União, Estados e Municípios. O que podemos fazer para, não cessar raízes, mas diminuir problemas, é melhorar a educação começando pela democratização do ensino e investimento econômico em áreas precárias, uma solução viável é a criação de incentivos fiscais a ONGs e empresas que podem investir em escolas onde o acesso não chega e/ou tem interesse em privatiza-lás.

2.1.1.1. As soluções imediatas podem vir da própria população, como ONGs não-governamentais e projetos autônomos estudantis que tem interesse em incluir pessoas e democratizar o ensino.

3. Moradia

3.1. Segundo estatísticas da ONG Visão Mundial, que aponta a existência de 70 mil crianças em situação de rua em todo o Brasil. Entre os estados da federação, os maiores percentuais de crianças vivendo em situação de extrema pobreza são o Maranhão, Alagoas, Acre, Bahia e Amazonas. Em números absolutos, Bahia é o estado com os piores índices, com 1,3 milhão de crianças extremamente pobres.

3.1.1. A Finlândia é apontada como o único país da União Europeia (UE) que resolveu a questão dos sem-teto. Muitos países apresentam soluções de moradia temporárias e condicionais aos moradores de rua. Já a Finlândia oferece a eles, desde o início, habitações permanentes, sem impor condições. Concede ainda assistência social para ajudá-los a colocar a vida nos eixos, lidando com questões como vício em drogas e desemprego. O que falta em nosso país são medidas que lidem com crianças e adolescentes de forma empática, que entendam eles e a primeira medida para entender e tirá-los da rua é começar pela família, pela reintegração social. Esses jovens não se sentem parte da sociedade, se sentem menosprezados por ela, e a reintegração é necessária em qualquer âmbito dos três aqui citados para que a sensação de pertencimento de grupo possa existir sobre tudo.

3.1.1.1. Medidas governamentais devem ser adotadas e é necessário que atendimentos de assistentes sociais cheguem a essas crianças, não em lugares específicos, mas que vá de encontro a elas e acompanhem também suas famílias. Projetos que mostrem a essas pessoas seus direitos e como concretizá-los, pessoas que mostrem um caminho e sejam mãos para guiar até ele. O futuro pode ser um reflexo da política pública finlandesa.