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A obesidade e seus efeitos no diagnóstico do câncer de próstata e níveis séricos do antígeno prostático específico (PSA) por Mind Map: A obesidade e seus efeitos no diagnóstico do câncer de próstata e níveis séricos do antígeno prostático específico (PSA)

1. Câncer de prostáta

1.1. Doença cujo aumento está relacionado ao crescimento e ao envelhecimento da população. Aumento pode se dar também pela "banalização" do rastreamento através do PSA

1.2. Neoplasia malígna, considerada de terceira idade, mais frequente na espécie humana (exceção dos carcinomas basocelulares e espinocelular da pele)

1.3. -Maior incidência: EUA, Canadá, Norte Europeu e Austrália. - Menor incidência: países do extremo oriente como China, Japão e Índia

2. PSA surgiu no final da década de 80 como método de rastreio para o câncer de próstata (fator importante para o crescente número de diagnósticos). Níveis elevados de PSA permite o diagnóstico precoce de CP. Possibilitou diagnóstico em estágios iniciais, como TNM e T1c que não são detectados clinicamente.

2.1. A biopsia prostática é indicada a partir de PSA 4 ng/ml. PSA entre 4-10 ng/ml indica 30 a 45% de chance de desenvolver CP, acima de 10 ng/ml a chance de CP é de 65%. Entretanto 22 a 27% dos homens com PSA entre 2,5-4 ng/ml podem ter CP e por isso autores preconizam o valor de corte mais baixo.

3. Dieta na etiologia do CP

3.1. Estudos apontam a relação direta do risco de CP com a quantidade de gordura ingerida, sobretudo saturada.

3.2. Maior frequência de CP avançado em pacientes com dietas ricas em gordura e maior mortalidade quando comparados a pacientes com dietas saudáveis.

4. Obesidade e câncer de próstata

4.1. Difícil de se criar um paralelo, apesar de estudos mostrarem uma associação entre indíces aumentados de IMC com risco de se desenvolver CP.

4.2. Fatores metabólicos envolvidos em duas grandes linhas de estudo: 1ª - Lígada a concentração intraprostática de andrógenos (redução dos níveis de SHBG e por conseguinte elevados níveis de testosterona livreb que altera o crescimento prostático). 2ª - Proteínas e hormônios armazenados na gordura como fator de crescimento semelhante à insulina e leptina podem promover crescimento do tumor.

4.3. Homens obesos são submetidos à biópsia somente em estágios mais tardios do CP pois leva mais tempo para os níveis de PSA subirem acima do limite determinado.

5. O artigo estudado realizou a revisão bibliográfica de 20 outros artigos, além de publicações de órgãos oficiais. Estudos entre a relação PSA/IMC é escasso. Os autores tiveram como objetivo formular uma equação com a relação PSA/IMC, visando aumentar a especificidade e sensibilidade diagnóstica do CP em obesos.

5.1. O resultado das investigações epidemiológicas indicam que a obesidade está associada com um risco aumentado de Câncer de próstata avançado, recorrência bioquímica e morte. Alguns desses mesmos estudos propõem que o desenvolvimento de um CP mais agressivo em obesos se dá por elevados níveis de insulina em relação ao estradiol, testosterona e IGF-1, enquanto outros atribuem a gravidade da doença à demora na detecção do aumento sérico do PSA.

5.2. O estudo realizado por Culp & Porter (2009) foi o primeiro a quantificar o potencial efeito da associação inversa entre PSA/IMC. Mostrando que a relação inversa tem o potencial de influenciar o rastreio do CP, uma vez que muitos obesos do estudo com CP apresentaram níveis inferiores do corte de PSA.

5.2.1. Outros estudos também mostraram níveis normais de PSA em obesos. Sendo assim os autores reforçam a ideia de que uma população com excesso de peso a sensibilidade do PSA como marcador tumoral é reduzida e o câncer quando identificado está em estágio mais avançado. Há então a necessidade de corrigir os valores do marcador em relação ao IMC.

5.3. A formula proposta por Hekal & Ibrahiem (2010) é: PSA total dosado (ng/ml), multiplicado pela idade (anos) e dividido pelo IMC do paciente. A fórmula foi aplicada no estudo com pacientes com PSA entre 2,1 e 3,8 ng/ml que realizaram biópsia transretal. Podemos perceber que a biópsia poderia ser omitida se levássemos em consideração valores normais de PSA. Com a correção dos valores o PSA desses pacientes eleva-se para 4 - 9,3 ng/ml. Ou seja, é necessário o ajuste.