GESTALT

FAE Centro UniversitárioCurso de PsicologiaHistória da PsicologiaAluna: Jacqueline Leal

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GESTALT por Mind Map: GESTALT

1. A forma para a Gestalt se qualifica em um conceito onde se destacam as estruturas da consciência e seus fenômenos: atos psíquicos e conteúdos vividos ou pensados enquanto um complexo unitário / uma unidade total.

1.1. Penna define como "Uma entidade organizada, um todo em que suas partes são indistinguíveis e onde essas partes possuem certas características decorrentes da inclusão do todo e onde o todo contém certas características que não pertencem a nenhuma das partes.

1.1.1. As qualidades do todo determinam as caracteristicas das partes. Uma parte será determinada pelo seu lugar, papel e função dentro do todo, o que leva a "Lei da Pregnância", da clareza, do equilibrio, da harmonia. Portanto, é um equívoco afirmar que os gestaltistas defendem uma posição equivalente ao somatório de elementos. Ou seja, a "soma" de um conjunto de elementos não forma um "todo", daí a afirmativa de que o todo é diferente da soma das partes.

2. Substantivo alemão que contém dois significados: (1) a forma e (2) uma entidade concreta que possui entre seus vários atributos, a forma.

2.1. Embora não tenha uma tradução propriamente dita, em nossa língua tem sido comumente traduzida para "configuração", "forma", "padrão", "estrutura"

2.2. A palavra "forma" pode ser interpretada de múltiplas formas. Na enciclopédia Logos de filosofia ela apreende a lógica, matemática, artes, psicologia, entre outros.

3. Gestalt = princípio onde se organizou uma escola, ora chamada de escola gestaltista (Escola de Berlim), movimento gestaltista (gestaltismo) ou Psicologia da Gestalt, ou ainda, Psicologia da Forma.

3.1. Para os integrantes da Escola de Berlim, a tarefa da psicologia é lidar com a percepção tal qual esta é experienciada por cada um, dado que a experiência perceptiva não é aleatória ou simplesmente cumulativa, mas marcada por relações no sentido de valor.

4. Corresponde a um ponto de vista crítico e realista onde prioriza-se os fenômenos dados a partir da experiência vivida

5. Kant (1724 - 1804): Unidade no ato perceptivo enquanto uma organização ativa de elementos sensoriais numa experiência consciente, ou seja, a mente organiza e confere forma à experiência sensorial.

5.1. Aristóteles (284 a 322 a.C): O todo ser deve ser considerado diferentemente da simples união dos elementos.

6. Em seus primórdios sofreu influência do elementarismo de W. Wundt, e da química mental de J. S. Mill, mas principalmente do físico Ernst Mach qual afirmou que toda ciência tem as sensações como base, sendo assim observáveis. Foi Christian Von Ehrenfels o principal precursor intelectual da "Gestalqualitat" onde dizia que certas qualidades da experiência não podem ser explicadas a partir de combinações de sensações, pois a estrutura da percepção é um conjunto, não um aditivo

6.1. Outros nomes que se destacam são Hurssel e Brentano que atraíram Carl Stumpf para a fenomenologia, sendo este último sendo o mestre de todos os fundadores da Gestalt. Outras personalidades foram George Ellias Müller, Erich Jaensch, David Katz, Edgar Rubin, William James e John Dewey

7. O ano de 1890 pode ser considerado a data de nascimento do movimento gestaltista com a publicação do artigo de de Von Ehrenfels, onde apontava que a psicologia wundtiana esquecia um elemento importante, a "qualidade da forma" ou a "Gestaltqualitat", que é um elemento acimda dos que compõe um conjunto.

7.1. Porém o marco oficial do movimento se deu com a publicação de um texto Max Wertheimer, em 1912, intitulado "Estudos Experimentais sobre a Percepção Visual do Movimento" e posteriormente elabora o "princípio da determinação relacional" onde afirma que "as propriedades das partes dependem da relação entre as partes do todo; as qualidades das partes dependem do lugar, papel e função que têm no todo (...) o todo não é igual a soma das partes".

7.1.1. Max Wertheimer (1880-1943) estudou psicologia e filosofia em Berlim e assistiu palestras de Von Ehrenfels. Em 1921 cria a revista Ivestigação Psicológica com Kurt Koffka e Wolfgang Köhler, outros dois psicólogos de Frankfurt. Koffka (1886-1941) estudou psicologia e se doutorou com Carl Stumpf em 1909. Em 1922 publica um artigo no "Psychological Bulletin" que seria decisivo para o conhecimento da Gestat pela comunidade científica americana e em 1936 publica Princípios da Psicologia da Gestalt. Köhler também doutorou-se em 1909 com Carl Stumpf. Durante o início do século XX publicou diversas obras sendo a Psicologia da Gestalt uma delas em 1929.

8. Nos dados sensoriais há um certo grau de organização, e para os teóricos da Gestalt as experiências unitárias são "gestalten", são "todos" ou "configurações" ("formas"), e a Gestalt estuda a organização dessas experiências unitárias de forma a designar a maneira como se processam suas leis. A maiora dos atos é organizada de "dentro para fora", têm sentido, são significativos, dados que a natureza das partes é determinada pelo todo.

9. Uma concepção importante entre os gelstaltistas é o "relativismo a-histórico" onde é dado uma ênfase maior nas relações de atualidade em detrimento das experiências passadas. O que não significa que os gestaltistas ignorem experiências passadas, mas que, seguramente, tendem a minimizá-la ou "sobrevalorizá-la"

10. Figura-fundo: Toda "gestalt" existe numa relação de "figura" que se destaca sobre um "fundo" mais geral. Para Edgar Rubin a percepção é seletiva e nem todos os estímulos são percebidos da mesma forma. Os que são organizados em um todo são percebidos com mais clareza, e recebem portanto a denominação de "figuras". Trata-se de um princípio de organização perceptual, onde uma figura é separada do seu "todo", porém mantendo relação com esse todo.

11. Isomorfismo psicofísico: Os padrões de percepção e de excitação cerebral possuem uma correspondência topológica (um-a-um), os acontecimentos na consciência e no campo cerebral são os mesmos. Essa tese já vinha sendo aceita por diversos teóricos, dentre eles Wertheimer e Köhler. Para Köhler, e os gestaltistas há uma identidade entre os campos "fisiológico" e "experimental". A partir de estudos de Wertheimer, definiu-se que a excitação cerebral não se da por pontos isolados, não vemos partes isoladas mas a relação do todo.

11.1. Os estudos gestaltistas focam-se na percepção consciênte, Wertheimer formula a Lei da Pregnância: refere-se ao princípio do "fechamento" ou do equilíbrio, designando que a organização psicológica seria de forma "tão boa" quanto as condições permitissem.

11.1.1. Sobre a organização da percepção temos: a PROXIMIDADE onde os elementos próximos no tempo e espaço tendem a ser percebidos juntos; a SIMILARIDADE onde elementos semelhantes tendem a ser percebidos como pertencentes à mesma estrutura; DIREÇÃO ou "continuidade", onde há tendência a ver figuras de maneira que a direção continue de modo fluido (toda unidade linear tende, psicológicamente, a se prolongar na mesma direção e com o mesmo movimento); DISPOSIÇÃO OBJETIVA é quando se vê um determinado tipo de organização; DESTINO COMUM elementos deslocados, de maneira semelhante, de um grupo maior tendem a ser agrupados e; PREGNÂNCIA que se define pelo princípio do "fechamento", do equilíbrio, as figuras são vistas de um modo tão "bom" quanto possível as condições do estímulo (a figura tende-se a fechar mesmo que esteja incompleta).

12. Köhler e o estudo de inteligência com aquisição de alimentos (com visão direta porém sem acesso) = "realização genuína" (cão, chimpanzés e sua filha) e "imitação por acaso" (caminho zigue-zague feito por galinhas). Em outros experimentos, destacou o termo "insight" onde o alimento estava fora do alcance do chimpanzé o que o obrigava a encontrar um caminho para obter o alimento.

13. No Brasil a Gestalt se destacou com o trabalho de Nilton Campos (1898-1963), pioneiro nas pesquisas sobre fenomenologia, e seu assistente Antonio Gomes Penna (atualmente professor emérito da UFRJ), no Rio de Janeiro, Penna é autor de importantes estudos sobre a fenomenologia e os gestaltistas; e de Arno Engelmann, em São Paulo. Euryalo Cannabrava (1908-1978) também é outro nome relevante, considerado o introdutor da filosofia existencial no Brasil, teve contato direto com a Escola de Berlim e com a fenomenologia.

13.1. Em São Paulo ainda, destaque para os nomes Carolina Martuscelli Bori (1924-2004), Annita de Castilho, foi aluna de Koffka e Wertheimer, e Marcondes Cabral (1911-1991), Dante Moreira Leite (1927-1976) e Arno Engelmann.