PROCEDIMENTOS ELETIVOS

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PROCEDIMENTOS ELETIVOS por Mind Map: PROCEDIMENTOS ELETIVOS

1. Lavagem auricular

1.1. Procedimento

1.1.1. Simples

1.1.2. Processo fisiológico: acumulo de cerume

1.1.3. O acumulo gera impactação no conduto

1.1.4. Visualização do canal auditivo antes da realização do procedimento

1.1.5. Não pode ser realizada a lavagem com perfuração timpanica, presença de tubos de ventilação ou quadro de otite media aguada.

1.1.6. Otite externa deve ser feita a limpeza do canal auricular

1.1.7. O canal pode ser irrigado com diluição 1:1 de agua oxigenada volume 10.

1.2. Técnica

1.2.1. Remoção do cerume por irrigação

1.2.2. Pode usar emolientes 15 a 30 mim antes

1.2.3. Corte o scalp (butterfly) com aproximadamente quatro centímetros a partir da extremidade de acoplamento da seringa

1.2.4. Aqueça a solução fisiológica isotônica a 0,9% (soro fisiológico)

1.2.5. Despeje o soro aquecido na cuba redonda e aspire com a seringa diretamente na cuba até encher a seringa

1.2.6. A cabeça/pescoço do paciente na altura logo abaixo da orelha

1.2.7. Monitore sintomas de dor durante o procedimento

1.2.8. Sob leve pressão e contínua, introduza o soro fisiológico

1.2.9. Repetindo as etapas anteriores quantas vezes forem necessárias

2. PARONÍQUIA

2.1. O que é

2.1.1. Significa inflamação do leito ungueal

2.1.2. As infecções por Staphylococcus aureus, Streptococcus ou Pseudomonas são as mais comuns

2.1.3. São infecções dos tecidos peri-ungueais, e geralmente se apresentam com uma infecção dolorosa e purulenta

2.1.4. Representa um dano de barreira aos tecidos protetores da unha, incluindo a cutícula e as dobras ungueais proximais e laterais

2.1.5. Muitas vezes podem estar associadas a infecções por Candida albicans

2.2. Exame

2.2.1. A região peri ungueal irritada com separação da lâmina ungueal da sua prega ungueal adjacente.

2.2.2. É possível que as pregas ungueais estejam avermelhadas e edemaciadas, sem presença de cutícula

2.3. Tratamento

2.3.1. Compressa quente

2.3.2. Antibióticos e corticoides tópicos

2.3.3. Quando existir abaulamento da cutícula, com coleção purulenta, pode ser feita a drenagem cirúrgica

2.4. Técnica

2.4.1. Realize o bloqueio troncular.

2.4.2. Afaste o eponíquio da unha

2.4.3. Passe para o lado transversal por debaixo da unha, uma pinça halsted (mosquito), separando a unha do leito ungueal e drenando a coleção purulenta

2.4.4. A retirada dos drenos deve ser feita gradual com curativos diários

3. Unha encravada

3.1. O que é

3.1.1. Quando a porção lateral ou uma espícula da lâmina ungueal penetra a camada vizinha com lesão nas bordas laterais

3.1.2. Leva à inflamação local

3.2. O que pode ocasionar

3.2.1. Corte inadequado das unhas (corte oblíquo facilita)

3.2.2. Uso de sapatos que apertam a região anterior do pé

3.2.3. Traumatismos frequentes

3.3. Classificação

3.3.1. Três estágios

3.3.1.1. Leve: Dor no canto da unha

3.3.1.2. Moderado: Dor, edema, hiperemia, secreçãp purulenta

3.3.1.3. Grave: Dor, edema, hiperemia, secreção purulenta e granuloma

3.4. Tratamento

3.4.1. Demonstrar o corte correto das unhas

3.4.2. Conservador com analgesia, corticoides e antibióticos tópicos

3.4.3. Água morna

3.4.4. Retirada cirúrgica

3.4.4.1. Contraindicação

3.4.4.1.1. Presença de Diabetes mellitus descompensado

3.4.4.1.2. Doenças vascular periferica

3.4.4.1.3. Coagulopatias

3.4.4.1.4. Paciente não cooperativo

3.5. Técnica

3.5.1. Posicione o paciente em deitado com os joelhos flexionados e a planta dos pés encostada na maca

3.5.2. Realize a limpeza do dedo com sabão e água, degermação com povidine ou clorexidine

3.5.3. Bloqueio digital com lidocaína sem vasoconstritor

3.5.4. Descole o leito ungueal, provocando avulsão parcial do segmento que está encravado

3.5.5. Faça a ressecção desse segmento da unha com uma tesoura reta

3.5.6. Corte o tecido de granulação em elipse e realize a curetagem do leito, se necessário

3.5.7. Se não houver infecção associada, pode-se retirar uma elipse de pele e tecido subcutâneo da borda com tecido de granulação

3.5.8. Lave o ferimento com soro fisiológico abundante e realize um curativo oclusivo

3.5.9. O controle da dor pode ser feito com analgésicos e/ou AINEs

4. Molusco contagioso

4.1. O que é

4.1.1. Lesão que acomete pele e mucosa causada pelo Molluscum contagiosum, um vírus da família Poxvirus

4.1.2. Afeta crianças, preferencialmente as atópicas e adultos sexualmente ativos, além de pacientes imunossuprimidos.

4.1.3. As lesões surgem como pápulas lisas, umbilicadas (com depressão central) e peroladas

4.1.4. Eritema local, inchaço ou prurido

4.1.5. As lesões nas áreas genitais em crianças se assemelham ao condiloma

4.2. Terapias

4.2.1. Curetagem das lesões

4.2.2. Uso de agentes químicos como o KOH 5 10%, aplicado duas vezes ao dia nas lesões

4.2.3. Uso de agentes imunomodulares e crioterapia

4.3. Técnica

4.3.1. Aplique espessa camada do creme anestésico sobre as lesões

4.3.2. A aplicação deve ser feita sob curativo oclusivo, com tempo de contato mínimo de 60 minutos

4.3.3. Retire a bandagem e o creme anestésico e prepare a área afetada com assepsia

4.3.4. Realize a curetagem das lesões com cureta, realizando a raspagem da lesão

4.3.5. Aplique álcool iodado em cada lesão e faça um curativo compressivo.