A psicologia fenomenológica e a filosofia de Buber: o encontro na clínica

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1. Marttin Buber (1878-1965), o filósofo das relações.

2. O ser humano na perspectiva fenomenológica A psicologia fenomenológica utiliza conceitos e concepções vindos de uma tradição filosófica - a fenomenologia - alterados em linguagem psicológica e colocados em interação com a teoria e a prática dos atendimentos. Para alcançar maior rigor e coerência, é preciso, inicialmente, recorrer à concepção de homem desta proposta, explicitando-a. Para a fenomenologia, cada ser possui uma especificidade ontológica, o que implica diferentes formas de se manifestar no mundo e de realização de si.

3. Delineando uma proposta clínica O profissional imbuído da concepção de homem descrita anteriormente buscará, no exercício da psicologia, acolher a pessoa nas suas dimensões biopsicossocial e espiritual, ajudando-a a elaborar suas experiências, integrando estas esferas. Essa integração só é possível no encontro com outra pessoa, sendo o terapeuta alguém que propõe um tipo de relação que abra as possibilidades de transformação inerentes à condição humana. A presença do terapeuta, então, torna-se a primeira e talvez a sua principal intervenção ao longo de todo o processo.

4. Irislane Lopes / Juliane Sales / Mayara Karla 1° semestre - Noite Psicologia

4.1. Profª Patricia Dutra

5. Considerações sobre a relação eu-tu As ideias de Martin Buber contribuem para a integração de uma concepção filosófica do ser humano a uma atitude diante deste. Em sua obra, Buber trata do homem no mundo, de suas múltiplas possibilidades de existir, dependendo de como se coloca. As palavras-princípio eu-tu e eu-isso assinalam modos de ser do homem, formas de responder à realidade, que sempre solicita um posicionamento. O eu que se abre para um tu não é como o eu que se relaciona com um isso, ou seja, a forma de relacionamento estabelecida fundamenta o modo de ser. Por isso, a relação produz diferentes possibilidades de a pessoa estar no mundo. Eu-tu e eu-isso são parte do movimento humano, sendo inseparáveis, alternando-se constantemente a cada relacionamento.

6. A psicoterapia dialógica Amatuzzi (1989) e Hycner (1995) refletem sobre as aproximações entre a filosofia de Buber e a psicoterapia, enfatizando a importância do diálogo genuíno. Para Hycner (1995), criador do termo “psicoterapia dialógica”, foi fundamental perceber que, ao falar do aspecto inter-humano, Buber se referia a algo muito maior do que o psicológico. Ao ultrapassar os campos interpessoal e intersubjetivo, apontava para a dimensão ontológica, buscando contemplar a relação humana em sua totalidade.

7. O encontro O desenvolvimento de uma escuta cuidadosa, atenta e a crítica visa ao estabelecimento de uma relação diferenciada, dialógica, que abra caminho para a possibilidade de uma relação eu-tu, um encontro verdadeiro, mesmo que fugaz. Mas, afinal, o que é o encontro? Qual o objetivo desse encontro em uma relação profissional, que é a psicoterapia? Quais as consequências para o cliente de se trabalhar neste enfoque? A partir da companhia verdadeira do terapeuta, a pessoa pode se arriscar a mergulhar no seu próprio processo, pois não está sozinha. Suas experiências serão acolhidas e acompanhadas pelo psicólogo que, estando presente e atento, poderá contribuir para sua compreensão, indo além delas, indo para onde apontam.