Ensino integrado , a Politecnia e a Educação Omnilateral Por que Lutamos?

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Ensino integrado , a Politecnia e a Educação Omnilateral Por que Lutamos? por Mind Map: Ensino integrado , a Politecnia e a Educação Omnilateral Por que Lutamos?

1. primeiro, a relação trabalho e educação continuará sendo objeto de disputa acirrada no sistema capital onde vivemos;

2. História das palavras e das ações que registram a travessia para mudanças sociais

2.1. educação politécnica ou educação tecnológica

2.1.1. Nosella (2007),

2.1.2. Marx (1980),

2.1.3. Saviani (1989; 2003)

2.1.4. Manacorda (1975; 2006)

2.2. politecnia = significa “muitas técnicas”.

2.2.1. (GRAMSCI, 2011, p.287; SEMERARO, 2003, p.271).

2.2.2. deu nome a instituições educacionais como escolas de engenharia (a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo);

2.3. politecnia = voltado para a formação humana em todos os aspectos, a educação omnilateral, humanista e científica, tendo também um sentido político;

2.3.1. Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV-Fiocruz).

2.3.2. (GRAMSCI, 2011, p.287; SEMERARO, 2003, p.271).

2.4. Politecnia em seu sentido mais amplo LDB, nos anos 1980 e 2000:

2.4.1. tentativa de aprovar e implementar a educação integrada as lutas foram recorrentes na implementação da LDB dos anos 90

2.4.1.1. Essa é a origem recente da ideia de formação integrada em defesa de uma formação educacional que não fosse apenas o arremedo da profissionalização compulsória implantada a partir da Lei n. 5.692/71.

2.4.1.1.1. Sua origem remota está na educação socialista que pretendia ser omnilateral no sentido de formar o ser humano na sua integralidade física, mental, cultural, política, científico-tecnológica.

2.5. CAPITULO 1

3. Elementos da educação politécnica e sua realização na Revolução de 1917 e na Revolução Cubana;

3.1. CAPITULO 2 relação trabalho e educação na pedagogia socialista

3.1.1. APRENDIZADOS COM A EDUCAÇÃO SOCIALISTA

3.1.1.1. segundo, o conhecimento da pedagogia socialista preserva a memória e constrói a história da educação para a humanização, e não apenas a meia educação para a exploração, a serviço do mercado;

3.1.1.2. terceiro, as lutas por uma nova relação trabalho e educação devem avançar pari passu com outras lutas sociais, pelas melhorias de vida de toda a população.

3.1.2. 2.1. A Revolução Russa

3.1.2.1. ideais e ambições que alimentaram as disputas de poder

3.1.2.2. As revoluções promovem :

3.1.2.2.1. mudanças das estruturas econômicas e políticas.

3.1.2.2.2. mudanças dos sujeitos sociais

3.1.2.3. revolução socialista russa, que teve muitos embates para implantar a “nova sociedade” e contou com pedagogos idealistas e apaixonados pelos ideais da “educação do futuro”, a educação do “homem novo” que deveria crescer com a sociedade comunista.

3.1.2.4. alguns de seus expoentes revolucionários :

3.1.2.4.1. Schulgin, .

3.1.2.4.2. Krupskaia,

3.1.2.4.3. Lunacharsky,

3.1.2.4.4. Pistrak e

3.1.2.4.5. Makarenko

3.1.2.5. A estrutura das escolas unitárias de trabalho fixava duas etapas:

3.1.2.5.1. dos oito aos 13 anos (cinco anos de estudo);

3.1.2.5.2. e dos 13 aos 17 anos (mais quatro anos);

3.1.2.5.3. e jardim de infância articulado às escolas para crianças de cinco a sete anos

3.1.2.5.4. As escolas deveriam ficar abertas os sete dias da semana, para que as crianças pudessem “desenvolver seus próprios interesses”fora das aulas.

3.1.2.5.5. (CASTLES; WÜSTENBERG, 1982, p.72-73).

3.1.2.5.6. O trabalho produtivo era um elemento essencial desse tipo de escola, com o objetivo de combinar a aprendizagem escolar com o trabalho produtivo

3.1.2.6. A ascensão de Stalin, em 1931

3.1.2.6.1. Stalin proclamou a coletivização forçada no campo e a industrialização (novas fábricas, refinarias de petróleo, indústrias químicas, eletrificação etc.).

3.1.2.6.2. A construção do socialismo passou a significar “trabalho duro e obediência”, medidas disciplinares

3.1.2.6.3. A “revolução cultural” propugnada por Lênin ganhou outro significado. Não seria baseada nos interesses e nas iniciativas das massas, mas controlada pela direção do partido

3.1.2.6.4. (CASTLES; WÜSTENBERG, 1982, p.95-96).

3.1.3. 2.2. A experiência da pedagogia socialista da Revolução Cubana

3.1.3.1. A educação das massas foi uma das metas principais da Revolução Cubana desde o seu início em 1959.

3.1.3.2. historiador Pablo González Casanova (1987) relata que a Revolução “ocorreu em um país onde todos os projetos reformistas e nacionalistas tinham fracassado sistematicamente”. Um Estado dominado por interesses individuais e pela corrupção, não abrindo espaços de ascensão social para a pequena burguesia, estudantes e intelectuais. Mas, desde os anos 1920, o país contava com “um dos partidos comunistas mais combativos e melhor armados ideologicamente para a luta de libertação e a luta operária” (CASANOVA, 1987, p.187).9

3.1.3.3. a educação para crianças, jovens e adultos, em todas as idades, sexo, grupos étnicos, religiosos, por local de residência ou por limitações físicas ou mentais, de modo a alcançar a universalização do ensino primário inicialmente e, progressivamente, o ensino secundário (MINISTERIO, 1984, p.12, grifo nosso).

3.1.3.4. Outros princípios são a coeducação e a gratuidade, com um amplo sistema de bolsas para estudantes e condições especiais para os trabalhadores visando à universalização do ensino. Os subsistemas do sistema nacional de educação são os seguintes: Educação Pré-escolar, Educação Geral Politécnica e Laboral, Educação Especial, Educação Técnica e Profissional, Formação e Aperfeiçoamento do Pessoal Pedagógico, Educação de Adultos e Educação Superior (MINISTÉRIO, 1984, p.14).

4. Formação integrada quanto ao termo e seu signficado

4.1. Decreto n. 2.208/97 ensino integrado no sentido que o ensino médio e a educação profissional acontecerem juntos

4.2. parágrafo 2.o do artigo n. 36 da LDB, ratificado pela lei que a alterou: “O ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas.”

4.3. Assim, o termo integrado remete-se, por um lado, à forma de oferta do ensino médio articulado com a educação profissional; mas, por outro, também a um tipo de formação que seja integrada, plena, vindo a possibilitar ao educando a compreensão das partes no seu todo ou da unidade no diverso. Tratando-se a educação como uma totalidade social, são as múltiplas mediações históricas que concretizam os processos educativos

4.4. Não bastasse, no final do governo Lula da Silva e nos primeiros meses do governo Dilma Russeff, ressuscitam-se as Diretrizes Curriculares Nacionais. Emanadas do Conselho Nacional de Educação (CNE), em 1998, para orientar a implantação do Decreto n. 2.208/97, foram maquiadas e reiteradas em 2004, após a revogação do mesmo decreto pela exaração do Decreto n. 5.154/04. Novamente em 2010, orelator da Câmara de Educação Básica, Prof. Cordão, ignorou a particularidade da introdução da alternativa formação integrada ao lado das consagradas modalidades do ensino médio articulado à educação profissional, a concomitante e a subsequente

4.5. Depois da 33ª Reunião da ANPEd, em outubro de 2010, em Caxambu (MG), de comum acordo com a Secretária de Educação Básica do MEC, produziu-se um novo documento, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, cujo conteúdo teve por base o primeiro documento (DCN EPTNM). Durante sua elaboração fez-se a aproximação das duas discussões (diretrizes para o EM e para a EP), com a expectativa de que, no âmbito do CNE, fosse produzido um único parecer e duas resoluções específicas (uma para o Ensino Médio e outra para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio).

4.6. Quanto às diretrizes para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio, o CNE emitiu, já em 2011, uma nova proposta de parecer e de resolução que, apesar de incorporar alguns trechos do documento produzido pelo GT, já referenciado, mantém explicitamente a perspectiva do currículo centrado em competências para empregabilidade. Dessa forma, têm-se as diretrizes para o Ensino Médio que sinalizam para a possibilidade de se avançar na perspectiva da politecnia e da formação humana integral, enquanto as diretrizes para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio apontam para uma direção oposta – competências para mercado (CARTA, 2011).

5. Aspectos da disputa sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais

6. considerações finais

6.1. Em última análise, a pergunta “Para que lutamos?”, no campo da educação e do trabalho, implica uma nova qualidade de educação universalizada para toda a população. De modo específico, busca-se contribuir para um futuro em que a superação da dualidade de classes sociais traga um padrão digno de vida e de conhecimento não apenas para as elites, mas também para os trabalhadores, os verdadeiros produtores da riqueza social, e seus filhos.

6.2. Significa a educação como compreensão e apropriação intelectual de determinado campo empírico, teórico ou simbólico. Por eles se apreendem e se representam as relações que constituem e estruturam a produção social da existência humana, que tem no trabalho e na práxis política suas principais formas de intervenção no real. Por isso lutamos!