MANIFESTO REGIONALISTA

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MANIFESTO REGIONALISTA por Mind Map: MANIFESTO REGIONALISTA

1. O Manifesto Regionalista foi um dentre os vários manifestos publicados durante a Primeira Fase do Modernismo no país, compreendido entre 1922 e 1930.

1.1. Outros que merecem destaque são: • Manifesto da Poesia Pau-Brasil (1924); • Manifesto Antropófago (1928); • Manifesto Nhenguaçu Verde-Amarelo (1929).

1.1.1. Os manifestos representavam a propagação das características que o modernismo visava aplicar na cultura brasileira.

2. O Manifesto Regionalista de 1926 não foi verdadeiramente um manifesto. Ele foi um conjunto de declarações propostas e elaboradas por um grupo modernista de vertente regionalista de Recife.

2.1. Alinhado aos demais manifestos propostos por outros grupos modernistas, os artistas contidos apresentavam sua visão de concordância e aceitação à renovação cultural que era proposta e se iniciava no país.

2.2. Gilberto Freyre era o líder do grupo modernista-regionalista, onde era composto de escritores, poetas e artistas.

2.3. As declarações, apresentadas no I Congresso Regionalista do Nordeste, acabaram se transformando em um manifesto.

3. A expressão de ressaltar uma necessidade em restituir a cultura tanto nacional, mas, sobretudo, regional e nordestina.

3.1. As disposições que definiam o campo intelectual giravam, em certa medida, ao redor dos debates advindos com a “renovação” estética e cultural propugnada pela chamada Semana de Arte Moderna de 1922, ocorrida em São Paulo.

4. Tem por objetivo o destaque à cultura regional do Nordeste, além, claro, do Brasil como um todo.

4.1. "O mapa do Brasil em vez das cores dos Estados terá as cores das produções e dos trabalhos."

4.2. O debate que o Manifesto propõe realiza-se principalmente em oposição ao Modernismo de 1922 – mais entrincheirado no Sudeste (Rio e São Paulo) – e delimita os polos geográficos do campo intelectual de então.

4.3. Freyre busca não apenas apontar os valores culturais mais “autênticos” da região Nordeste, mas também mobilizar as forças intelectuais da região na defesa da “tradição”.

5. Valorizar a cultura nacional e destacar os pontos altos do nordeste.

5.1. Dito de outra forma, para o autor, é na região rural do Nordeste dos antigos engenhos que a nação foi gestada e cultivada. Logo, nada mais natural que fornecesse as referências àquilo que de mais autêntico define a cultura nacional. O Manifesto alimenta-se do passado,6 extraindo dele as armas utilizadas no combate da sua contemporaneidade.

5.1.1. É o passado nordestino-pernambucano que será concebido como portador das características mais profundas da nação. Esse passado, porém, não configura uma simples abstração de um tempo remoto, mas se refere ao contexto colonial e à cultura canavieira.

6. As propostas do regionalismo de Freyre possuem uma grande ressonância, não como aplicação de um programa sociopolítico nas elaborações estéticas, mas como signos compartilhados de um ambiente intelectual e de percepção das transformações sociais.

6.1. O “pano de fundo” é a modernização capitalista que “dá seus primeiros passos” no decênio de 20, com a ampliação dos aglomerados urbanos, a expansão das relações mercantis, a urbanização e a decadência já em estado avançado da grande produção canavieira do Nordeste.

6.1.1. É importante ressaltar ainda que o poder eco-nômico da região Nordeste havia entrado em decadência desde a segunda metade do século XIX, com o enfraquecimento da produção canavieira e com a concentração estatal e produtiva no Sudeste/Sul do país.