O Parto: Estudo Clinico e Assistência

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1. 3º Período: Secundamento

1.1. Ocorre o deslocamento da placenta, descida e expulsão da placenta para fora das vias genitais.

1.2. Ocorre em 3 tempos fundamentais.

1.2.1. Descocamento.

1.2.1.1. Retração do músculo uterino após o parto.

1.2.1.2. Reduz de forma acentuada a superfície interna do útero, pregueando-se a zona de inserção da placenta, o que vai ocasionar seu deslocamento.

1.2.1.3. No ponto que se iniciou o deslocamento forma-se o hematoma retroplacentário.

1.2.1.4. Pode ocorrer de 2 formas.

1.2.1.4.1. Baudelocque-Schultze

1.2.1.4.2. Baudelocque-Duncan

1.2.2. Descida.

1.2.2.1. Passa do corpo uterino ao segmento inferior, percorre a cérvice e cai na vagina.

1.2.3. Desprendimento (expulsão).

1.2.3.1. No canal vaginal, a placenta provoca nova sensação de puxo.

1.2.3.2. Nem sempre sua expulsão é normal e ativa.

1.2.3.3. Pode permanecer retida, criando dificuldades.

2. 4º Período

2.1. 1 hora após a saída da placenta.

2.2. Miotamponagem.

2.2.1. Contrações uterinas após o parto.

2.2.1.1. Ligadura viva dos vasos uterinos.

2.3. Trombotamponagem.

2.3.1. Formação de trombos nos grandes vasos uteroplacentários.

2.3.1.1. Hematoma intra-uterino.

2.4. Indiferença miouterina.

2.4.1. Torna-se apático.

2.4.1.1. Fase de contração e relaxamento.

2.5. Contração uterina fixa.

2.5.1. Após 1 hora o útero adquire maior tônus e assim se mante,.

3. Assistência à Expulsão

3.1. Orientação à intensidade das contrações pela prensa abdominal

3.2. Posição de Laborie-Duncan: decúbito dorsal com flexão máxima das coxas sobre o abdômen e abdução dos joelhos.

3.2.1. Leva a ampliação do estreito inferior e favorece a liberação do feto.

3.3. Bcf à cada 10min.

3.4. Assepsia da região perianal.

3.5. Colocação dos campos estéreis e uso de gorro, máscara, aventais e luva estéril.

3.6. Anestesia loco-regional.

3.6.1. Bloqueio troncular do nervo pudendo interno (espinha ciática).

3.7. Episotomia.

3.7.1. Proteção ao períneo.

3.7.2. Movimento adequado.

3.7.3. Indispensável nas primíparas e nas multíparas se necessário.

3.8. Manobra de Kristeller.

3.8.1. Pressão sobre o fundo uterino.

3.9. Fórceps de alívio.

3.10. Desprendimento dos ombros.

3.11. Revisão da vagina e do colo.

3.11.1. Sistemática e após o secundamento.

3.12. Episiorrafia

3.12.1. Sutura da incisão efetuada na região do períneo para ampliar o canal de parto.

4. Assistência Imediata ao RN

4.1. Limpeza da face.

4.2. Aspiração das mucosas nasais e bucal.

4.3. Índice de Apgar.

4.3.1. Pingar 1 ou 2 gotas de solução de nitrato de prata nos olhos do RN.

4.4. Ligadura do cordão umbilical.

4.5. Método de Credé: profilaxia da oftalmia gonocóccica.

4.6. Identificação

4.6.1. Feita na sala do parto.

4.6.2. Bracelete nos punhos ou tornozelos.

4.6.3. Nome do RN, data e hora do nascimento, nome da mãe e sexo.

4.6.4. Impressões plantares do RN e digitais da mão, na mesma papelada do registro.

5. 1ºPeríodo: Dilatação

5.1. Contrações uterinas dolorosas que modificam o colo.

5.2. Termina com a dilatação total.

5.3. Abertura do diafragma cérvico-segmentário e formação do canal do parto.

5.4. Diferença entre primípara e multípara.

5.5. O orifício externo do colo vai se ampliando, de modo a criar espaço onde irá coletar o líquido amniótico.

5.6. A ruptura da bolsa amniótica ocorre em 80% dos casos, no final na dilatação ou no início da expulsão.

6. 2ºPeríodo: Expulsão

6.1. Inicia-se quando a dilatação está completa e termina com a expulsão do feto.

6.2. Associação sincrônica entre mesossístoles, força contrátil do diafragma e parede abdominal.

6.3. Sucessão das contrações uterinas, mais intensas e mais frequentes até atingirem o ritmo 5c/10min

6.4. Compressão das paredes vaginais, reto e bexiga, por via reflexa, provocando o aparecimento das contrações voluntárias da prensa abdominal (puxos).

6.5. Somatório de dois fatores: sístole involuntária do útero e contração voluntária da parede abdominal.

6.6. Como consequência das mesossístole, o feto passa pelo colo dilatado e distende de forma lenta e progressiva o diafragma vulvo-perinial.

7. Assistência à Dilatação

7.1. Tricotomia, lavagem intestinal, vestuário apropriado.

7.2. Toque vaginal buscando a avaliação do colo, da apresentação fetal, da bolsa amniótica, da bacia e da altura fetal.

7.3. Vitalidade fetal: 15bcf/15min

7.4. Alimentação, deambulação, cateterismo vesical, ocitócitos, meperidina e anestesia peridural.

8. Assistência à Placenta

8.1. Após a descida, iniciam-se os puxos.

8.2. Artifício de Jacob-Dublin.

8.2.1. Torção suave da placenta de modo que as membranas se disponham em fuso, facilitando seu desprendimento integral.

8.3. Não se deve tracionar o cordão.