Políticas sociais e subjetividade: discussões a partir do contexto neoliberal

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Políticas sociais e subjetividade: discussões a partir do contexto neoliberal por Mind Map: Políticas sociais e subjetividade: discussões a partir do contexto neoliberal

1. Ideia de liberdade individual que tem íntima relação com a defesa de uma liberdade de mercado

1.1. A ideia de liberdade individual sugere que o indivíduo pode alcançar aquilo que almeja (trabalho, ascensão social, sucesso e realização profissional e pessoal) sem depender de outrem (incluindo aqui o Estado)

1.1.1. Empreendedorismo

1.1.1.1. Flexibilização do indivíduo frente às variabilidades do mundo social

1.1.1.1.1. Melhoria das condições de trabalho e, consequentemente, de vida, o que leva a entender que elementos como o sucesso e a ascensão social passam a serem vistos como atribuição da capacidade empreendedora dos indivíduos

1.2. A construção da subjetividade, se dá de forma individual produzindo efeitos nas formas de viver e se relacionar

1.2.1. Aspectos políticos e situações sociais são importante para a construção da subjetividade.

2. O neoliberalismo é uma doutrina econômica que visa o interesse pessoal, buscando formas de dificultar o acesso da população aos direitos já garantidos por lei.

2.1. O neoliberalismo surgiu entre 1960 e 1970 com implementação entre 1970 e 1980.

2.1.1. Marcado por desigualdade social em busca da resolução da crise financeira e optando cada vez mais pela privatização, sendo que, é visto como ferramenta de eficiência, qualidade e garantia de equidade.

2.1.1.1. EQUIDADE? PARA QUEM?

2.1.1.1.1. Com isso, foram questionados todos os direitos e conquistas sociais, sendo vinculados a situações empregatícias ou de saúde, por exemplo.

2.2. Uma importante a implementação e execução de políticas sociais que busca concretizar a relação do papel do Estado.

2.2.1. “(…) o Estado, na sua relação com a sociedade, é uma condensação de forças econômicas e extra-econômicas que operam dentro e fora do aparelho estatal tendo em vista a satisfação de interesses de classe contrários entre si” (Soares, 2009, p.163).

2.2.1.1. Tendo em vista esta fala de Soares, percebemos que o papel do Estado seria não promover nenhuma das classes, e, ser imparcial diante de qualquer decisão que fosse a ser tomada, ou seja, não haver conflito de interesses dentro do sistema.

3. Neoliberalismo, acarreta novos modos de gestão política e, consequentemente, propicia mudanças nas formas de gerir as políticas sociais.

3.1. Causa impactos nas políticas sociais, pois visa o afastamento do Estado dos assuntos sociais e econômicos.

4. Reconfiguração da relação do Estado para com as políticas sociais

4.1. Produzindo efeitos nas formas de viver e se relacionar

5. NEOLIBERALISMO E O CONTEXTO BRASILEIRO iniciou-se a partir dos anos 1990

5.1. Governo de Fernando Collor de Mello

5.1.1. Baseava-se na alta dos juros, restrição ao crédito, corte de gastos públicos, liberalização da área financeira e na renegociação da dívida externa, visando favorecer a entrada de capitais e a melhora das relações com o sistema financeiro internacional

5.2. Governo de Fernando Henrique Cardoso

5.2.1. Intensificação da liberalização, privatização e desregulamentação

5.2.1.1. Investimento nas relações com o setor externo era o plano central do governo

5.2.1.1.1. Avanço da terceirização

5.3. Outros governos

5.3.1. Manutenção das características neoliberais

5.3.1.1. Programas sociais de distribuição de renda e erradicação da fome

5.3.1.1.1. Programa Bolsa Família e Fome Zero

5.4. Período que se destacam leis que visavam garantir direitos previstos na Constituição Federal de 1988

5.4.1. Surge um novo cenário para as políticas sociais

5.4.1.1. Previdência Social, Saúde (SUS) e Assistência Social

5.5. A privatizações como política de Estado passa a ser defendida

5.5.1. Ao mesmo tempo em que diminui o papel do Estado amplia a participação de capital privado e agiliza o modo com que essas empresas possam atuar no mercado.

5.5.1.1. Movimento da economia

5.5.1.1.1. Desenvolvimento do país

5.6. Menos intervenção estatal

5.6.1. Mais liberdade e autonomia de mercado para a iniciativa privada

5.6.1.1. Maior movimento da economia

5.6.1.1.1. Maior geração de empregos e aumento do poder de compra devido principalmente pela ampliação do capital circulante

6. A SUBJETIVIDADE NO CONTEXTO NEOLIBERAL

6.1. Usada para pensar as consequências do Estado neoliberal em relação às políticas sociais

6.1.1. Diz respeito a modos de existência em determinado tempo e espaço

6.1.1.1. Influenciada por fatores sociais os quais incluem

6.1.1.1.1. Cultura, relações sociais, situações políticas e econômicas

6.2. Subjetividade capitalística

6.2.1. Trata-se da produção de modos de pensar, sentir e atuar no mundo em escala mundial

6.2.1.1. Produzem sujeitos serializados, normatizados, modelizados de acordo com os padrões dominantes

6.2.1.1.1. Interferência na conduta, pensamento, sentido, sentimento e afeto.

7. VISÃO NEOLIBERAL

7.1. Friedrich August von Hayek e Milton Friedman

7.1.1. Defendem a mínima interferência do Estado como regulador da sociedade e seu afastamento da economia

7.1.1.1. Projeto político influenciado diretamente pela dinâmica do sistema capitalista

7.1.1.1.1. Alternativa às crises econômicas

7.2. Disseminação dos ideais neoliberais

7.2.1. Globalização

7.2.1.1. Comunicação além das barreiras nacionais

7.2.1.1.1. Intensificação das relações sociais em escala mundial

8. Alguns fatos históricos deram um impulso para que o neoliberalismo se difundisse. Dentre esses destaca-se, desde a queda do muro de Berlim e o fim da Guerra Fria, a um grande desenvolvimento tecnológico (em especial no campo da eletrônica e comunicação) que chegam à reorganização do capitalismo na forma de neoliberalismo (Setti, 2002).

9. REFERÊNCIA: LOBATO, Lenaura de Vasconcelos Costa. Políticas sociais e modelos de bem-estar social: fragilidades do caso brasileiro. Saúde debate, Rio de Janeiro ,&nb sp ; v. 40, n. spe, p. 87-97, dez. 2016 . Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-11042016000500087&lng=pt&nrm=iso>. acessos em 10 abr. 2021. https://doi.org/10.1590/0103-11042016s08.

10. ACADÊMICAS: Ana Caroline e Tais Lazzarotto