1. VIT B12: Tem atuação fundamental na conversão de homocisteína em metionina e regeneração da forma ativa do ácido fólico. Sua deficiência leva a um tipo de anemia que é morfologicamente indistinguível daquela decorrente da carência de ácido fólico.
2. Ácido fólico: . ecessário em grande quantidade em função da rápida proliferação celular no início do período gestacional, om intenso depósito de novas células à medida que o feto se desenvolve e cresce, assim como os tecidos ma-temos. Em virtude dessa demanda aumentada, as ges-tantes são propensas a desenvolverem deficiência de ác ido fálico, o que é ainda mais facilitado por uma in--gestão insuficiente, hemodiluição fisiológica e ações -hormonais.
3. Defeitos do tubo neural (DTN) ocorrem quan-do o tubo deixa de se fechar totalmente. Assim, a de-ficiência dessa vitamina, por estar envolvida com a divisão celular e a síntese proteica, pode levar a DTN, quando no início da gestação, e à anemia megaloblástica, quando no final, esta sendo causada pela produção anormal de hemácias. Outras consequências associadas à sua deficiência são aborto espontâneo, hemorragias, pré-eclâmpsia e RCIU.
4. Mulheres com histórico de DTN anterior, em função do alto risco de nova ocorrência, devem ser alertadas e receber doses maiores de ácido fálico (4mg/dia), preferencialmente iniciando seis a oito semanas antes da concepção até o término do primeiro trimestre gestacional. Essa dose reduz em 70% o risco de nova ocorrência de DTN.
5. VIT B2: Para aumentar sua ingestão e atender às necessidades da gestação, devem ser adotados alimentos ricos em riboflavina, como cereais, ovos, queijos, folhosos verde--escuros, castanhas, avelã, feijão-fradinho, lentilha, carne seca, fígado, rim.
6. VIT B6: DHEG, DMG, convulsão, hiperêmese gravídica, parto prematuro, natimorto, RNBP, baixo Apgar e, especial-mente, malformações, estão relacionadas tanto à defi-ciência quanto ao excesso dessa vitamina. Essa ingestão pode ser conseguida om o uso de alimentos-fonte, como os cereais inte-grais, batata, fígado, carne de porco, frango, legumi-nosas.
7. A oferta de 600 micrograma de ácido fálico/dia por meio da ingestão alimentar e suplementação periconcepcional (antes da concepção e no primeiro. Essa suplementação reduz em aproximadamente 70% os casos recorrentes e em 50% os casos primários, o que tem maiores progressos ainda quando combinado à vitamina B 12, havendo redução de até 90% dos casos trimestre gestacional).
8. Entre os DTN, encontram-se a espinha bífida, anencefalia e a encefa1ocele, mal formações passíveis de prevenção por meio de medidas públicas de saúde, como a suplementação e/ou a fortificação de ali-mentos com essa vitamina.
9. Recomenda-se que todas as mulheres em idade repro-dutiva tenham o hábito de ingerir, de forma regular, frutas e vegetais frescos e que lactantes e gestantes sejam suplementadas com doses diárias de 200 micrograma de ácido fálico.