1. Tensão
1.1. Tensão principal intermediária; Vários pesquisadores compararam envoltórias de resistência em ensaios triaxiais de compressão e extensão e concluíram que a trajetória pouco afeta o valor de ¢´
2. Determinação envoltória de Resistência
2.1. Uma vez caracterizado o critério de ruptura, a envoltória é obtida realizando-se ensaios com diferentes condições iniciais que permitam a definição dos estados de tensão na ruptura.
2.1.1. A Envoltória de Mohr Coulomb tangencia o círculo de Mohr em um plano diferente do plano de £max. No plano de ruptura as tensões atuantes são ¢nf e £f . A tensão máxima de cisalhamento não define a ruptura e sim uma combinação de tensões (¢,£)
2.1.1.1. O critério de ruptura de Mohr-Coulomb não considera a influência da tensão principal intermediária
3. Define-se como resistência ao cisalhamento do solo a tensão cisalhante que ocorre no plano de ruptura no instante da ruptura.
3.1. Critérios de ruptura; A ruptura é um estado de tensões arbitrário, o qual é escolhido na curva tensão x deformação, dependendo do critério de ruptura escolhido.
3.1.1. Critério de Rankine - a ruptura ocorre quando a tensão de tração se iguala à tensão normal máxima (max) observada em ensaio de tração.
3.1.2. Critério de Tresca: a ruptura ocorre quando a tensão de cisalhamento se iguala à tensão de cisalhamento máxima (max) observada em ensaio de tração
3.1.3. Critério de Mohr: a ruptura ocorre quando no plano de ruptura a combinação das tensões normais e cisalhantes (,) é tal que a tensão de cisalhamento é máxima; isto é .
3.1.4. Critério de Mohr-Coulomb: este critério é assume que a Envoltória de Mohr é definida por uma linha reta,
4. Caracterização de ruptura
4.1. Existem cinco formas conhecidas de se caracterizar ruptura a partir de curvas tensão x deformação.
4.1.1. (1) tensão de pico; (2) máxima razão das tensões principais; (3) deformação limite; (4) estado crítico, a partir do qual as deformações passam a ser nulas; (5) resistência residual.
5. Mecanismos de Deformação do Solo
5.1. Resposta do solo ao confinamento; Grandes deformações volumétricas podem ser geradas a partir do aumento da tensão de confinamento.
5.2. Resposta do solo ao cisalhamento; No cisalhamento alguns solos sofrem, além das deformações cisalhantes, compressão ou expansão.
5.3. Comportamento Tensão x Deformação; A curva tensão x deformação é não-linear, podendo ou não apresentar pico bem definido. Com isso, a definição do módulo de deformabilidade (E) irá variar com do nível de tensões e de deformações.
6. Cisalhamento
6.1. Ensaio de Cisalhamento Direto; o ensaio mais comum de determinação da resistência ao cisalhamento de solos.
6.1.1. Na primeira fase do ensaio, em que a tensão normal é aplicada, as condições são equivalentes às do ensaio o edométrico, pois não se permite a deformação lateral.
6.1.1.1. Na segunda fase, impõe-se, na parte inferior da caixa, uma velocidade constante de deslocamento, provocando o aparecimento de uma força tangencial na parte superior, mantida imóvel durante o ensaio.
7. Resistência entre partículas
7.1. Mecanismo de Atrito; A resistência entre partículas pode ser vista por analogia à lei de Coulomb que define resistência ao deslizamento de um corpo rígido sobre uma superfície plana. No momento do deslizamento a tensão tangencial se iguala à resistência ao cisalhamento.
7.1.1. Mecanismo de Coesão; No caso dos solos coesivos (argilo minerais) ou cimentados, a presença de uma ligação entre partículas faz com que o esforço necessário para movimentação relativa do bloco seja aumentado de uma parcela que independe da tensão normal denominada coesão, isto é (H/Área).
7.1.1.1. Embricamento ou “Interlocking”; O embricamento é definido com o trabalho necessário para movimentar a partícula ascendentemente. No caso do solo fofo os grãos movimentam-se horizontalmente, sendo mobilizada a resistência entre grãos.
7.1.1.1.1. Influencia da Tensão Normal; Se a tensão normal aumenta, a tendência de movimento ascendente diminui.