Cascata de Coagulação
por Faby Sarah
1. Uma pessoa hemofilica sofre uma lesão.
1.1. O sangue que escorre da lesão cutânea resultante é originário dos vasos sanguineos danificados.
1.1.1. As paredes dos vasos são compostas por uma camada interna de células endoteliais e e de uma camada externa de fibras musculares.
1.1.2. Dentro do vaso, o sangue circula a cada batida do coração.
1.1.2.1. Carregando consigo os glóbulos vermelhos e as plaquetas.
1.1.2.2. A lesão resulta em um rompimento da parede vascular, através da qual o sangue extravasa.
1.1.2.3. As proteínas no interior das paredes vasculares rompidas agora estão expostas ao sangue circulante.
1.1.2.4. As plaquetas aderem a essas proteínas e ficam ativadas.
1.1.2.4.1. As plaquetas ativadas então aderem uma as outras no local da lesão, formando um tampão hemostático primário temporário e frouxo.
1.1.2.4.2. Esse processo independe da coagulação e ocorre mesmo em pacientes com hemofilia.
1.1.2.4.3. As células na superficie do vaso sanguineo lesado apresentam uma proteína denominada Fator Tecidual.
2. Este modelo convencional referido como "cascata" foi proposto para explicar a fisiologia da coagulação do sangue.
3. Pacientes hemofílicos apresentam atividade da via extrínseca normal, avaliada pelo tempo de protrombina (TP), apesar de um TTPa prolongado e uma pronunciada tendência a sangramento.
4. Foi desenvolvido um modelo para a hemostasia baseado em superfícies celulares que substitui o modelo clássico da cascata da coagulação.
4.1. Esse modelo enfatiza a interação dos fatores da coagulação com superfícies celulares específicas e parece ser capaz de explicar muitas questões até então não entendidas, valendo-se apenas da tradicional cascata da coagulação.
5. Processo hemostático considera a interrelação dos processos físicos, celulares e bioquímicos que atuam em uma série de estágios ou fases, e não em duas vias (intrínseca e extrínseca) como antes.
6. As fases de iniciação, amplificação, propagação e finalização ilustram o intrigante processo que garante a circulação do sangue na forma líquida, restrita ao leito vascular.
7. Proposta em 1964, por Macfarlane, Davie e Ratnoff.
8. Coagulação ocorre por meio de ativação proteolítica sequencial de pró-enzimas por proteases do plasma.
9. Em estudos prévios da coagulação, que as células têm participação importante neste processo e que a hemostasia normal não é possível na ausência do fator tecidual associado às células e plaquetas.
10. Recentemente foi proposto o modelo baseado em superfícies celulares, no qual a hemostasia requer substâncias procoagulantes ativadas que permaneçam localizadas no sítio da lesão para a formação de tampão plaquetário e de fibrina neste local.