Abordagem terapêutica do paciente neonato e aspectos da terapia intensiva

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Abordagem terapêutica do paciente neonato e aspectos da terapia intensiva por Mind Map: Abordagem terapêutica do paciente neonato e aspectos da terapia intensiva

1. A terapia com drogas voltada para neonatos pode ser dividia em 3 áreas

1.1. Terapia de suporte, antiparasitária e de combate a infecções.

2. A abordagem emergencial do neonato deve incluir os cuidados relacionados à reversão dos quadros de hipotermia, hipoglicemia e hipovolemia, visando aumentar a sobrevida do animal.

2.1. Drogas que podem ser utilizadas para estabilização do quadro do paciente: Cloridato de Doxapram, Sulfato de Atropina, Epinefrina

2.1.1. Cloridrato de Doxapram: age aumentando os esforços respiratórios do paciente neonato.

2.1.2. Atropina: trata-se de um fármaco anticolinérgico ou parassimpatolítico que atua antagonizando as ações da acetilcolina e outros agonistas colinérgicos em receptores muscarínicos

2.1.2.1. Epinefrina: é uma droga simpatomimética de escolha para os casos de parada cardíaca de filhotes

3. Terapia antiparasitária: os cuidados com filhotes incluem uma terapia anti-helmíntica de largo espectro e de baixa toxicidade, iniciada por volta de três semanas de vida e repetida 14 dias após

3.1. É provável que Toxocara spp., Toxascaris leonina e Ancylostoma sejam os parasitas que mais freqüentemente acometem cães e gatos neonatos

3.1.1. Tratamento: pamoato de pirantel, droga pertencente ao grupo das pirimidinas, de ação agonista a acetilcolina, que leva o parasita à morte por paralisia espástica. O fármaco apresenta baixo potencial de toxicidade sendo bem tolerado por filhotes. O tratamento pode ser iniciado em pacientes neonatos a partir de duas a três semanas de vida

3.1.1.1. Protozoários que geralmente causam diarréias em neonatos incluem as espécies de Giárdia e Coccídea. As coccidioses, causadas comumente por parasitos como Cystoisospora spp., Cryptosporidium spp. e Toxoplasma gondii, podem ocorrer em filhotes caninos e felinos, sendo geralmente assintomáticas e autolimitantes.

3.1.1.1.1. Tratamento: Metronidazol e sulfadimetoxina

4. Terapia antimicrobiana: Administração de antibióticos no tratamento de infecções. Um dos principais impactos da antibioticoterapia, muitas vezes ignorado durante a terapêutica, representa a desestabilização da flora microbiana intestinal.

4.1. Antibióticos que desestabilizam a flora do TGI: ampicilina, cloxacilina, metronidazol, furazolidona

4.1.1. Antibióticos que causam impacto moderado na flora: amoxicilina e tetraciclina

4.1.1.1. Antibióticos que não geram impacto na flora do TGI: cefalosporina, aminoglicosídeos, doxiciclina, sulfonamida, penicilinas, eritromicina.

5. Antimicrobianos

5.1. Tetraciclina: antibióticos de amplo espectro de ação, bacteriostáticos, com mecanismo de ação relacionado à ligação reversível à porção 30s dos ribossomas, inibindo a síntese protéica bacteriana

5.1.1. Sulfa potencializada: As sulfas correspondem a quimioterápicos antimicrobianos que competem com o ácido paraaminobenzóico (PABA), um precursor do ácido fólico, que, por sua vez, é um precursor dos ácidos nucléicos bacterianos. as sulfonamidas associadas ao trimetoprim são relativamente seguras e eficazes para o uso em neonatos. Descrevem-se reações colaterais como hepatites, anemia, ceratoconjuntivite seca ou poliartrites, devendo ser utilizadas com cautela

5.1.1.1. Metronidazol: O metronidazol tem sido amplamente utilizado em medicina veterinária como agente anti-protozoários, particularmente no tratamento das giardíases caninas. A droga representa também uma potente opção para o tratamento de infecções por bactérias anaeróbicas em pacientes adultos e neonatos. Visando à diminuição dos efeitos adversos em pacientes neonatos, preconizam-se ajustes nas dosagens (doses mais baixas) e/ou aumento dos intervalos de administração

6. Antimicrobianos sugeridos para o tratamento de infecções bacterianas de cães e gatos durante o período neonatal

6.1. Penicilina: Mínimo ajuste, aumento do intervalo de administração

6.1.1. Cefalosporinas: Sem alteração na posologia

6.1.1.1. Tetraciclinas: Minimo ajuste

6.1.1.1.1. Metronidazol: Sem alteração na posologia