Segunda fase Modernista na Poesia 1930-1945
por Leo Da Veiga
1. Murilo Mendes
2. Período Vargas
2.1. Ditadura
2.2. Repressão social
2.3. Livros queimados e escritores presos
3. Jorge de Lima
4. Primeira fase: Parnasiano (preso à forma)
5. Segunda fase: Alagoana ( fase Nordestina)
5.1. Memorialista
5.1.1. Violência escravista
5.1.2. engenhos e bângues
5.1.3. relação escravo senhor
5.2. poemas afro-brasileiros
5.3. Forca da cultura negra e popular
6. Terceira fase: Religiosa (problemas místicos e metafísicos)
6.1. aproximação com o surrealismo
6.2. questões existencialistas e Filosóficas
7. Denúncia das relações de escravo e senhor (culpados sem motivo) Coloquialidade forte Essa negra Fulô Ora, se deu que chegou (isso já faz muito tempo) no bangüê dum meu avô uma negra bonitinha, chamada negra Fulô.....
8. Diferenças sociais (não tem luz em casa mas acende lampiões na rua) O Acendedor de Lampiões Lá vem o acendedor de lampiões da rua! Este mesmo que vem infatigavelmente, Parodiar o sol e associar-se à lua Quando a sombra da noite enegrece o poente! Um, dois, três lampiões, acende e continua Outros mais a acender imperturbavelmente, A medida que a noite aos poucos se acentua E a palidez da lua apenas se pressente. Triste ironia atroz que o senso humano irrita: Ele que doira a noite e ilumina a cidade, Talvez não tenha luz na choupana em que habita, Tanta gente também nos outros insinua Crenças, religiões, amor, felicidade, Como este acendedor de lampiões da rua
9. Características literárias
9.1. Poesia surrealista, de estranhamento, ilógica- real e imaginário
9.2. Poesia católica, religiosa e espiritualizada
9.3. utiliza versículos bíblicos e dimensões apocalípticas (parábolas, ideia do fim do mundo, moralizante e filosófica);
9.4. Critica a perda da nacionalidade, da identidade, inspirado na 1ª fase Modernista - ironia e bom humor
10. Poemas Herméticos e ligados ao formalismo
11. características Barrocas (Contradição, alma x corpo)
12. Restaura a poesia em Cristo (influenciado pelo grupo Católico)
13. Parodiou a Canção do Exílio
14. explícita as diferenças sociais (as frutas custam 100 mil réis a dúzia) critica a identidade nacional (ouvir um sabiá com certidão de idade) Ironia fina (Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista) Canção do exílio Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas, os filósofos são polacos vendendo a prestações. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade!
15. Ideias barrocas- dualismo ( seios decotados não me deixam ver a cruz. ) O poeta da Igreja Entre a tua eternidade e o meu espírito se balança o mundo das formas. Não consigo ultrapassar a linha dos vitrais pra repousar nos teus caminhos perfeitos. Meu pensamento esbarra nos seios, nas coxas e ancas das mulheres, pronto. Estou aqui, nu, paralelo à tua vontade, sitiado pelas imagens exteriores. Todo o meu ser procura romper o seu próprio molde em vão! noite do espírito onde os círculos da minha vontade se esgotam. Talhado pra eternidade das ideias ai quem virá povoar o vazio da minha alma? Vestidos suarentos, cabeças virando de repente, pernas rompendo a penumbra, sovacos mornos, seios decotados não me deixam ver a cruz. Me desliguem do mundo das formas!
16. Linguagem simples
17. Condena a vulgaridade e prefere temas mais intelectuais
18. Nunca foi aceito na ABL enquanto vivo
19. a brevidade do tempo e a despreocupação com ele Seiscentos e sessenta e seis A vida é uns deveres que nós trouxemos para [fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo… Quando se vê, já é sexta-feira… Quando se vê, passaram 60 anos! Agora, é tarde demais para ser reprovado… E se me dessem – um dia – uma outra [oportunidade, eu nem olhava o relógio [seguia sempre em frente… E iria jogando pelo caminho a casca dourada [e inútil das horas.
20. Eu igual ao mundo
20.1. O metapoema (poesia sobre poesia, o fazer poético)
20.2. Sensualismo dos versos (Erotismo)
20.3. O equilíbrio dos versos (características dos eu anteriores)
20.4. Compreensão do amor
21. Eu menor que Mundo
21.1. Questões existenciais : a passagem do tempo, a morte, a busca pela mudança
21.2. Celebração dos amigos
21.3. Angustia, solidão e incompatibilidade
21.4. Consciência político e social desenvolvida ( realidade do país, ideologia, guerras)
22. Eu maior que Mundo
22.1. Ironia e humorado com coloquialidade sutil
22.2. Individualismo
22.3. Lembra a primeira fase modernista
22.4. Memorialismo (mae, pai .....)
22.5. Poema de sete estrofes- 'Gauche'- errado, diferente, esquerdo
23. Características literárias
23.1. poesia intimista e subjetiva
23.2. a passagem do tempo (efemeridade)
23.3. herança neo-simbolista: uso contínuo de imagens/símbolos
23.4. A solidão e a perda amorosa
24. Características literárias:
24.1. textos breves (poemas curtos)
24.2. coloquialidade em poemas em prosa (Mescla de gêneros)
24.3. as lembranças infantis com mortos anônimos (a memória, a infância e a morte);
24.4. o individualismo (o intimismo e o existencialismo);
24.5. a busca amorosa (tema do amor sem exageros)
25. Cecília Meireles
26. Carlos Drummond de Andrade
27. Mário Quintana
28. fase de amadurecimento, de engajamento
29. Unidade Temática= Social
30. Retomava o Simbolismo= Neossimbolista
31. Principais autores
31.1. Jorge de Lima
31.2. Murilo Mendes
31.3. Mário Quintana
31.4. Carlos Drummond de Andrade
31.5. Cecília Meireles
32. Coloquialidade e uso informal da língua ainda presentes
33. multiplicidade de temas
34. Critica e polemiza a realidade
34.1. Ironia
34.2. Humor
35. O verdadeiro analfabeto é aquele que sabe ler, mas não lê
36. Valorização do episódio histórico sob uma forma poética popular
36.1. O Romanceiro da Inconfidência
37. Recorre muito ao tema da efemeridade da vida (mãe morreu aos 3 anos de idade da escritora)
38. Utiliza-se de técnicas formais como o soneto e musicalidade
39. Efemeridade da vida Retrato Eu não tinha este rosto de hoje, Assim calmo, assim triste, assim magro, Nem estes olhos tão vazios, Nem o lábio amargo. Eu não tinha estas mãos sem força, Tão paradas e frias e mortas; Eu não tinha este coração Que nem se mostra. Eu não dei por esta mudança, Tão simples, tão certa, tão fácil: — Em que espelho ficou perdida a minha face?
40. Individualidade (uso da primeira pessoa) tema solidão referencia a morte (Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra) Despedida Por mim, e por vós, e por mais aquilo que está onde as outras coisas nunca estão, deixo o mar bravo e o céu tranquilo: quero solidão. Meu caminho é sem marcos nem paisagens. E como o conheces? - me perguntarão. - Por não ter palavras, por não ter imagens. Nenhum inimigo e nenhum irmão. Que procuras? - Tudo. Que desejas? - Nada. Viajo sozinha com o meu coração. Não ando perdida, mas desencontrada. Levo o meu rumo na minha mão. A memória voou da minha fronte. Voou meu amor, minha imaginação... Talvez eu morra antes do horizonte. Memória, amor e o resto onde estarão? Deixo aqui meu corpo, entre o sol e a terra. (Beijo-te, corpo meu, todo desilusão! Estandarte triste de uma estranha guerra...) Quero solidão.
41. Eu x Mundo
42. Variações de temas
43. certo erotismo presente o ser errado na vida O poema de sete faces Quando nasci, um anjo torto Desses que vivem na sombra Disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida As casas espiam os homens Que correm atrás de mulheres A tarde talvez fosse azul Não houvesse tantos desejos O bonde passa cheio de pernas Pernas brancas pretas amarelas Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração Porém meus olhos Não perguntam nada
44. critica a realidade a ideia de irreverencia A flor e a náusea Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta. Melancolias, mercadorias espreitam-me. Devo seguir até o enjoo? Posso, sem armas, revoltar-me? Olhos sujos no relógio da torre: Não, o tempo não chegou de completa justiça. O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera. O tempo pobre, o poeta pobre fundem-se no mesmo impasse. Em vão me tento explicar, os muros são surdos. Sob a pele das palavras há cifras e códigos. O sol consola os doentes e não os renova. As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.