1. População relativa
1.1. Expressa a relação entre população e área (densidade demográfica), geralmente em n° de habitantes por km².
1.1.1. Alta DD: local muito povoado Baixa DD: local pouco povoado
1.1.2. Os dez países mais populosos e sua população relativa em hab/km²: 1. China: 148; 2. Índia: 428; 3. EUA: 35; 4. Indonésia: 142; 5. Brasil: 24; 6. Paquistão: 262; 7. Nigéria: 207; 8. Bangladesh: 1112; 9. Rússia: 9; 10. Japão: 397.
2. População absoluta
2.1. Basicamente, se trata do número total de habitantes de um lugar (cidade, país, região, continente). De acordo com a população absoluta, os países são classificados como populosos ou pouco populosos.
2.1.1. Os dez países mais populosos do mundo em 2017: 1. Índia: 1.34 b; 2. China: 1.41 b; 3. Nigéria: 190.89 m; 4. Estados Unidos: 324.46 m; 5. Indonésia: 263.99 m; 6. Paquistão: 197.02 m; 7. Brasil: 209.29 m; 8. Bangladesh: 164.67 m; 9. R.D. do Congo: 81.34 m; 10. Etiópia: 104.96 m.
2.1.2. Previsão dos países mais populosos em 2050: 1. Índia: 1.66 b; 2. China: 1.36 b; 3. Nigéria: 410.64 m; 4. Estados Unidos: 389.59 m; 5. Indonésia: 321.55 m; 6. Paquistão: 306.94 m; 7. Brasil: 232.69 m; 8. Bangladesh: 201.93 m; 9. R.D. do Congo: 197.40 m; 10. Etiópia: 190.87 m.
3. Superpovoamento
3.1. Ocorre quando se verifica um descompasso entre as condições socioeconômicas da população em relação à área ocupada.
3.2. Nos países onde ocorre o superpovoamento, a população, em quase sua totalidade, não tem condições socioeconômicas para adquirir bens de consumo modernos.
3.2.1. Assim, a Holanda, com 402 hab/km², não é um país superpovoado, pois sua população desfruta de um alto padrão de vida em toda a extensão de seu pequeno território, ao passo que Bangladesh, com 1112 hab/km², é superpovoado, pois sua população é empobrecida e não consome bens de consumo moderno.
4. Estrutura setorial da população
4.1. A população de um país divide-se em dois grupos: a população economicamente ativa (PEA) e a população economicamente inativa (PEI).
4.1.1. A PEA compreende o potencial de mão de obra com que pode contar o setor produtivo, isto é, a população ocupada e a desocupada.
4.1.1.1. A PEA se distribui pelos 3 setores de atividade econômica: setor primário (agropecuária e algumas atividades extrativas), setor secundário (indústria) e setor terciário (comércio e serviços).
4.1.2. A PEI se refere às pessoas não classificadas como ocupadas ou desocupadas, ou seja, pessoas incapacitadas para o trabalho ou que desistiram de buscar trabalho ou não querem mesmo trabalhar.
4.1.3. De acordo com o percentual de PEA, as diversas economias do mundo podem ser classificadas como:
4.1.3.1. Economias pós-industriais: compostas por países desenvolvidos com atividade agropecuária moderna (4% no setor primário e 70% no setor terciário)
4.1.3.2. Economias em desenvolvimento: a população fica em torno de 20% no setor primário e em torno de 50% no setor terciário.
4.1.3.3. Economias de menor desenvolvimento: a maior parte é ocupada no setor primário em função dos sistemas arcaicos e produção agropecuária.
4.1.3.4. Os países de industrialização tardia, a urbanização foi feita de modo que o setor secundário tivesse condições de absorver a mão de obra, fazendo a população passar em processo da fila dos desempregados aumentando o percentual populacional.
5. Estrutura da população por renda
5.1. Estabelece uma pirâmide por países que vivem com renda baixa média alta e muito alta.
5.1.1. De acordo com o relatório sobre a riqueza global 2017 a má distribuição da riqueza mundial aumentou nos últimos anos. (estimulada em US$ 280 trilhões em 2017)
5.1.2. O relatório de 2017 mostrou a pirâmide:
5.1.2.1. Alto: 36 milhões de adultos (riqueza de 17 vezes maior que a base); Base: 3,47 bilhões de pessoas.
5.1.2.1.1. A renda do topo estava 1634 vezes maior do que a média da base da pirâmide.
5.2. A desigualdade global da riqueza reflete também no Índice de Gini e no IDH Mundial.
5.2.1. O Índice de Gini: é um instrumento para medir o grau de concentração de renda em determinado grupo, apontando a diferença entre o os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos.
5.2.1.1. Varia de 0 (total igualdade) a 1 (total desigualdade).
5.2.1.1.1. Em estudos, mostra-se extremamente relacionado a taxas criminais, de forma que áreas com um valor mais próximo a 1 têm mais complicações desse tipo, independente da renda média do local.
5.2.2. IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): mede o nível de desenvolvimento humano dos países utilizando como critério indicador de alfabetização, esperança de vida ao nascer e renda.
5.2.2.1. O índice varia de 0 (nenhum desenvolvimento) a 1(desenvolvimento humano total). Níveis de desenvolvimento: Baixo: 0,499; Médio: entre 0,500 e 0,799; Alto: superior a 0,800; Muito alto: 0,900 ou mais.
6. Crescimento vegetativo
6.1. É a diferença entre a taxa de natalidade e a de mortalidade de um lugar, geralmente expressa em porcentagem.
6.1.1. Taxa de natalidade: é a relação entre o número de nascimentos e o número de habitantes.
6.1.1.1. Para obter essa taxa, multiplica-se o número de nascimentos por 1000 e o divide pela população.
6.1.2. Taxa de mortalidade: é a relação entre o número de óbitos e o número de habitantes.
6.1.2.1. Para obter essa taxa, multiplica-se o número de óbitos ocorridos por 1000 e o divide pela população.
7. Taxa de migração
7.1. Também chamada de migração líquida, é o crescimento da população de um lugar, considerando a diferença entre as taxas de emigração e imigração.
7.1.1. Taxa de imigração: é o número de pessoas que entram para residir em um local.
7.1.2. Taxa de emigração: é o número de pessoas que saem de um local para residir em outro.
7.2. Existem dois tipos de migrações: voluntárias (quando alguém migra em busca de melhores condições de vida) e forçadas (as pessoas migram atrás de segurança, já que seu país sofre com conflitos e guerras).
7.2.1. O alvo dos imigrantes eram os países desenvolvidos, no entanto, com a crise de 2008, a economia destes países entrou em queda e, com isso, a oferta de emprego diminuiu também. Neste contexto, a Europa parou de receber imigrantes durante um tempo, mas depois da Primavera Árabe, o continente começou um novo fluxo de imigração, tornando-se hoje o centro da maior onda de imigração desde a 2°GM.
7.2.1.1. A Alemanha, por exemplo, que sofre com um baixíssimo crescimento vegetativo, tem recrutado imigrantes para cursos especializantes em várias áreas, visando torna-los economicamente ativos e contribuir na qualidade de vida dos mesmos.
7.2.1.2. O Canadá, por sua vez, também possuindo um baixíssimo crescimento vegetativo, escolhe "a dedo" seus imigrantes, deixando entrar apenas aqueles que possam contribuir com o desenvolvimento do país.
8. Estrutura da população por sexo e idade
8.1. É apresentada pela pirâmide etária, que mostra a distribuição dos diferentes grupos etários da população de um país. Esse gráfico é constituído de dois conjuntos de barras que representam o sexo e a idade de um determinado grupo populacional; a base representa o grupo jovem (até 19 anos), a área intermediária representa o grupo adulto (entre 20 e 59 anos) e o topo representa a população idosa ( acima de 60 anos).
8.1.1. Países subdesenvolvidos: apresentam uma pirâmide com a base larga e o topo estreito, caracterizando, respectivamente, altas taxas de natalidade e baixa expectativa de vida.
8.1.2. Países em desenvolvimento: verifica-se a diminuição da base, caracterizando a diminuição de natalidade, e certo alargamento do topo, em função do aumento da expectativa de vida.
8.1.3. Países desenvolvidos: a base é estreita e o topo é largo caracterizando, respectivamente, baixas taxas de natalidade e elevada expectativa de vida.
9. Taxa de fecundidade
9.1. É uma estimativa da quantidade de filhos que uma mulher teria ao longo de sua vida reprodutiva.
9.1.1. Os governos acompanham as taxas de fecundidade para analisar se a sua população vai crescer, encolher ou ficar do mesmo tamanho. Por meio da taxa de fecundidade, é possível avaliar a quantidade de alimento que deve ser produzida, que tipo de transporte público será mais útil e que ações devem ser tomadas nas áreas de saúde, previdência e educação.
9.1.2. As taxas de fertilidade tendem a ser menores nos países desenvolvidos, como a França, Itália, Alemanha e Japão, e maior nos países subdesenvolvidos.
9.1.2.1. As mulheres têm, nos países desenvolvidos, maior acesso a serviços de planejamento familiar e a métodos contraceptivos e vivem mais nas áreas urbanas, reduzindo a taxa de fecundidade da população.
10. Transição e teorias demográficas
10.1. Países desenvolvidos enfrentam um declínio populacional, relacionada ao planejamento de vida e o grau de escolaridade da população. Ao mesmo tempo, com a medicina avançando cada vez mais, idosos têm morrido menos. Estes países tiveram uma explosão populacional na época da Revolução Industrial, quando a qualidade de vida em geral da população aumentou. Com isso, surgiu a Teoria Malthusiana, que afirma que a capacidade de produção de alimentos cresce aritmeticamente, enquanto a população cresce geometricamente.
10.1.1. Hoje, com novas tecnologias de produção de alimentos, é sabido que esta teoria está equivocada. Nos países subdesenvolvidos, ocorreu um crescimento populacional após a 2ºGM, que deu margem a novas teorias demográficas:
10.1.1.1. Teoria Neomalthusiana: uma população enorme seria um fator de pobreza, uma vez que desviaria os investimentos econômicos e cria um abismo entre pessoas economicamente ativas e não-ativas.
10.1.1.2. Teoria Ecomalthusiana: uma superpopulação sobrecarregaria os recursos naturais de certo país, representando riscos sociais e ecológicos.
10.1.1.3. Teoria Reformista: uma explosão demográfica é a consequência da pobreza, já que uma população pobre e sem instrução à educação sexual/métodos contraceptivos tende a ter muitos filhos.