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SOCIOLOGIA por Mind Map: SOCIOLOGIA

1. Que antropólogo poderia levar realmente a sério uma suposta "antropologia das sociedades primitivas" (ou "simples”, ou como se quiser denominá- las)? Sabe-se que as primeiras críticas ao emprego dessas categorias remontam ao final do século passado, com as obras de Boas e Durkheim, constituindo hoje um dos poucos aspectos quase consensuais da disciplina. Parece, contudo, que falar em sociedades "complexas" ou "modernas” não levanta tantos problemas, o que é evidentemente um contra-senso, se admitirmos a impossibilidade ou a inadequação do uso de termos como "simples" ou "primitivo". Essa ausência de problematização só pode derivar na verdade do fato de tendermos a esquecer como a própria noção de "sociedade primitiva" foi construída. Como demonstrou Adam Kuper num trabalho fascinante, a elaboração de uma imagem das sociedades ditas primitivas, bem como das "tradicionais", cumpriu a função política e intelectual de permitir o desenvolvimento de imagens da "sociedade moderna", "complexa", de nossa própria cultura enfim (Kuper 1988). A análise de Kuper permite igualmente uma melhor compreensão de alguns problemas mais específicos que parecem comprometer os estudos antropológicos das sociedades complexas. Se a noção de sociedade primitiva foi constituída, implícita ou inconscientemente, como projeção invertida da nossa, e se a função latente dessa projeção foi a de objetivar ou ratificar uma certa imagem de nós mesmos, isso significa que, para os primeiros antropólogos, a contribuição da antropologia para a análise das sociedades complexas deveria ser apenas parcial e indireta.

1.1. Antropologia Comteporânea

2. Antropologia Interpretativa;

3. Ideologia e Escola de Frankfurt

3.1. foi uma escola de pensamento filosófico e sociológico, filiada ao Instituto de Pesquisa Social, que nasceu como um projeto de intelectuais vinculados à Universidade de Frankfurt.

3.2. Ideologia : significa, literalmente, o estudo das ideias.

4. Escola Antropológica

4.1. Evolucionismo Social;

4.1.1. O Evolucionismo Social foi a escola do século XIX responsável pela sistematização do conhecimento acerca dos “povos primitivos”, o qual foi organizado em trabalhos de gabinete

4.2. Escola Antropológica Francesa;

4.2.1. Essa escola surgiu no final do século XIX e focou seus estudos nas representações coletivas e na metodologia científica. O maior escritor dessa escola foi, sem dúvidas, Émile Durkheim, o qual criou um marco metodológico com “Regras do método sociológico”, publicada em 1895.

4.3. Funcionalismo;

4.3.1. O Funcionalismo surge no início do Século XX e estabelece um modelo de etnografia com seus trabalhos de trabalho de campo,O principal representante foi Bronislaw Malinowski e sua obra “Argonautas do Pacífico Ocidental”, publicada em 1922.

4.4. A Antropologia Hermenêutica ou Interpretativa dos anos 60 irá estabelecer a cultura como uma hierarquia de significados, a partir da leitura que os “nativos” fazem de sua própria cultura.Seu maior representante é Clifford Geertz e seu livro “A interpretação das culturas”, publicado em 1973.

4.5. Culturalismos Norte-Americano;

4.5.1. O Culturalismo Norte-americano surge na década de 1930 e estabeleceu o método comparativo e a formação de padrões culturais, a partir dos quais é possível apreender as leis no desenvolvimento das culturas. O principal representante foi Franz Boas com destaque para as obras: “Os objetivos da etnologia” (1888) e “Raça, Língua e Cultura” (1940).

4.6. Estruturalismo;

4.6.1. O Estruturalismo irá florescer nos anos de 1940, ao buscar as regras estruturantes das culturas presentes na mente humana. Teve como grande representante, Claude Lévi-Strauss com sua obra “Pensamento selvagem”, publicada em 1962.

4.7. Antropologia Pós-Moderna.

4.7.1. A Antropologia Pós-Moderna ou Crítica surge nos anos de 1980 e está preocupada com a reinterpretação textual das etnografias clássicas e contemporâneas. James Clifford é um dos mais proeminentes escritores desta escola. Sua obra de maior destaque é “Writing culture - The poetics and politics of ethnography”, publicada em 1986.

5. Indústria Cultural

6. Etnocentrismo e Relativismo Cultural

6.1. Ao contrário do etnocentrismo que julga as outras culturas a partir do modelo de sua própria cultura, o relativismo cultural é uma forma de encarar a diversidade sem impor valores e normas alheios.

7. O termo Indústria Cultural (do alemão, Kulturindustrie) foi desenvolvido pelos intelectuais da Escola de Frankfurt, especialmente Max Horkheimer (1895-1973) e Theodor Adorno (1903-1969).