DESGASTE ER0SIVO DENTÁRIO
por Bianca lorrayne
1. Perda de estrutura mineral do elemento dental, caracterizada por um processo químico, crônico, irreversível e sem envolvimento bacteriano. (Poggio et al.,2017)
1.1. Lesão não cariosa causada por ácidos não bacterianos proveniente de fatores extrínsecos ou intrínsecos.
1.1.1. A erosão dentária pode ser agravada pelos fenômenos de atrição e abrasão.
1.1.1.1. Nos incisivos acomete as superfícies vestibulares ou palatinas, e nos molares a oclusal.
2. A taxa de dissolução do esmalte é influenciada por vários outros fatores além da sua solubilidade, como: as propriedades da solução, a estrutura dos tecidos dentários e a forma como esses dois outros influenciam nas interações com os ácidos (Carvalho & Lussi 2020).
3. Fatores químicos:
4. TITULAÇÃO ÁCIDA Concentração de todas as espécies de ácidos que se dissociam para fornecer íons H+.
4.1. PH Concentração de íons hidrogênio dissociados em meio aquoso.
5. ÍONS Concentração de cálcio, fósforo e flúor nos alimentos e bebidas.
6. CAPACIDADE TAMPÃO Define a habilidade de uma solução em manter o seu valor de pH.
7. Aspectos clínicos da erosão:
8. Aspecto de vidro leitoso; Cavidades largas; Aumento da translucidez incisal; Pode haver sensibilidade.
9. É de suma importância fazer orientação sobre a dieta do paciente, e caso necessário orientá-lo a fazer um acompanhamento multidisciplinar para melhor desempenho desses aspectos, como consulta com psicólogo, médico, nutricionista.
9.1. Em lesões erosivas severas com perda de conformação anatômica pode ser indicada a restauração com resina composta.
10. Deve-se levar em conta inúmeros fatores como: família, idade, colaboração do paciente, higiene bucal, estágio de erupção dos dentes, fraturas, cáries, sensibilidade, severidade etc.
11. É importante orientar o paciente sobre o uso de agentes remineralizantes; Orientar também sobre como fazer a higienização bucal; Os tipos mais aconselháveis de dentifrício e escova dental.
12. A taxa e a gravidade da erosão são determinadas pela suscetibilidade dos tecidos dentários à dissolução. Como o esmalte contém menos minerais solúveis que a dentina, ele tende a erodir mais lentamente.
12.1. Pessoas com hipossalivação tendem a ser mais suscetíveis a erosão dentária.
12.1.1. É importante evitar o consumo de refrigerantes e outras bebidas ácidas antes de dormir, pois ao dormir o fluxo salivar diminui a atividade protetora.
12.1.1.1. Fatores protetores: Película adquirida do esmalte; Saliva; Hábitos de higiene oral.
13. ETIOLOGIA DA EROSÃO:
14. Fatores intrínsecos: Distúrbios gastroesofágicos Distúrbios alimentares Diminuição do fluxo salivar;
15. Fatores ambientais ocupacionais: Fábricas de baterias e galvanização Fábricas de fertilizantes Nadadores profissionais Profissionais que degustam vinhos etc.
16. Fatores extrínsecos: Dieta Medicamentos Exposição a ácidos presentes no meio ambiente;
17. DIAGNÓSTICO:
18. Diagnóstico de erosão dentária só pode ser feita pelo dentista; Existe uma dificuldade em saber se o desgaste foi natural ou erosivo; Na maior parte dos casos, o diagnóstico é feito em estágio avançado; É muito importante uma boa anamnese;
19. Há uma perda da caracterização do esmalte, onde as linhas de deposição formadas durante a amelogênese são levadas embora pelo ácido; Aumento do polímero do esmalte, levando a superfície afetada a se apresentar mais lisa e com perda de brilho;
20. Superfície lisa em forma de "U" ou pires, mostrando uma lesão larga, rosa e sem ângulos nítidos e uma superfície polida, sem a presença do biofilme. Posteriormente, há perda de contorno original; As áreas de planificação podem evoluir para depressões que apresentam largura maior que a profundidade, com possibilidade de bordas onduladas; Manutenção de área de esmalte hígida na cervical da coroa dentária.
21. PREVENÇÃO DA EROSÃO DENTÁRIA
21.1. Usar canudos e bebidas em temperaturas mais baixas
21.1.1. Evitar bebidas ácidas durante a noite
21.1.1.1. Consultar periodicamente o dentista
21.1.1.1.1. Usar escovas com cerdas macias.