1. A Guerra de Secessão e o surgimento de leis segregacionistas nos Estados Unidos
2. A Guerra de Secessão foi um conflito entre os estados do Sul e do Norte dos Estados Unidos. A guerra aconteceu após o clima de tensão gerado pelas eleições de 1860, que elegeram o presidente Abraham Lincoln (representante do Norte)
3. Com a Independência das Treze Colônias, em 1776, as colônias converteram-se em estados independentes. Os estados na região Norte concentraram-se no desenvolvimento da indústria, e assim, necessitavam de mão de obra livre e assalariada que operasse o trabalho dentro das fábricas.
4. Já no Sul, tiveram um desenvolvimento agrário baseado na grande propriedade e no modelo da plantation. Esse modelo valia-se da mão de obra escrava negra, já que, além de não ter o custo do trabalho assalariado, o tráfico transatlântico de escravos também gerava bastante lucro.
5. Os sulistas, no ano das eleições, falavam em secessão, isto é, em separação entre as duas regiões e na criação de outro país, os Estados Confederados da América, em oposição ao Norte.
6. Para muitos cidadãos brancos sulistas era inaceitável que os negros, recém-libertos, tivessem os mesmos direitos e ocupassem os mesmos espaços que eles. No mesmo ano em que terminou a guerra, por exemplo, foi formada a seita Ku Klux Klan.
7. A KKK era um grupo paramilitar de fanáticos que misturavam ideologia racial com religião e promoviam agressões, perseguições, assassinatos e atentados contra estabelecimentos públicos frequentados por negros.
8. As leis de segregação racial dos EUA só começaram a ser revogadas a partir da eclosão dos movimentos pelos direitos civis e pela igualde das leis entre negros e brancos encabeçados nos anos 1950 e 1960 por líderes como Martin Luther King, que se notabilizou pela sua capacidade de reunir grandes massas de pessoas em protestos pacíficos.
9. Em dezembro de 1860, os sulistas conceberam uma nova Constituição e oficializaram os Estados Confederados, elegendo como presidente Jefferson Davis, e como capital a cidade de Montgomery.
10. A guerra terminou com a vitória do Norte, que resultou na imediata abolição da escravatura. Após a guerra, deu-se início a um processo de reconstrução do país e reincorporação dos estados do Sul ao restante do país. Nesse período, que corresponde aos anos finais da década de 1860, apareceram as primeiras tentativas de implementação das políticas segregacionistas.
11. VIDAS NEGRAS IMPORTAM
12. Mesmo com a libertação formal do escravo, não foi garantido a sua incorporação como cidadão pleno à sociedade brasileira. A abolição da escravidão, apesar de garantir a liberdade, não alterou em nada as condições socioeconômicas dos ex-escravos, que continuaram a viver, de forma generalizada, na pobreza, sem escolaridade e sofrendo com a discriminação.
13. O movimento "Vidas Negras Importam" é um movimento ativista, que luta contra a violência direcionada as pessoas negras. Esse movimento regularmente organiza protestos em torno da morte de negros causada por policiais, e questões mais amplas de discriminação racial, brutalidade policial, e a desigualdade racial no sistema de justiça.
14. a transição da mão de obra escrava para a mão de obra assalariada no Brasil
15. Na metade do século XIX, quando aconteceu a proibição do tráfico negreiro, não existia mão-de-obra disponível para a produção cafeeira, naquele momento em plena ascensão. Então, se uma solução não fosse encontrada, o mercado de trabalho capitalista perderia força e capacidade para se sustentar.
16. As primeiras experiências com o trabalho livre nas fazendas de café começam em 1847, por iniciativa do senador Nicolau de Campos Vergueiro. Vergueiro traz para sua fazenda famílias de colonos suíços e alemães para trabalhar em regime de parceria, ao lado dos escravos. Os imigrantes comprometem-se a cuidar de certa quantidade de pés de café em troca de uma porcentagem do que é obtido na venda dos grãos.
17. O modo de produção assalariado surge no Brasil, após o fim da escravidão e por intermédio de pressões externas. A imigração internacional possibilitou que a abolição fosse gradual e que não houvesse nenhum lapso na oferta da mão de obra necessária quando o trabalho escravo se extinguiu em 1888.
18. O Estado possibilitou que se fizesse a transição completa para o trabalho assalariado, mas sem a decisiva intervenção do Estado custeando as imigrações, e, portanto reduzindo os custos de mão-de-obra do capital cafeeiro, estas vantagens não seriam suficientes para uma transição completa.
19. A Independência do Haiti:
20. O Haiti, colônia francesa localizada no Caribe, era nada mais, nada menos, do que o maior produtor e exportador de açúcar do mundo. A colônia escravista era muito rica.
21. Os escravos africanos presentes na região eram submetidos a exploração, o trabalho era bastante exaustivo e os castigos eram intensos e pesados. Todos esses fatores foram alimentando um espírito de revolta, que foi estimulado pela Revolução Francesa.
22. Em 1791, um negro chamado Toussaint Louverture foi líder da mais importante revolta de escravos da história das Américas, comandando um enorme exército.
23. em 1794, os revolucionários franceses jacobinos, resolveram abolir a escravatura nas colônias. No entanto, oito anos depois, as tropas de Napoleão Bonaparte desembarcaram no Haiti e realizaram um verdadeiro banho de sangue. Louverture foi preso e levado para a França, onde morreu.
24. Toda a repressão provocada por Napoleão Bonaparte não foi o bastante para frear a revolução. Em 1804, a independência do Haiti foi conquistada e conseguiram abolir de vez a escravidão. Mas o preço pago por tantos anos de exploração fez com que a economia ficasse destruída e até hoje o país é considerado um dos mais pobres do mundo.
25. o processo de leis abolicionistas no Brasil
26. Muitos foram os movimentos populares que tiveram caráter abolicionista, como a Conjuração Baiana ou Revolta dos Alfaiates.
26.1. Igualmente, a Revolta dos Malês se insere na luta dos escravos em obter melhores condições de tratamento e a liberdade.
27. Os abolicionistas se opunham ao regime escravista e eram indivíduos oriundos de diversas classes sociais. Abarcavam desde religiosos, republicanos, elite política, intelectuais brancos, alforriados, dentre outros. As mulheres também tiveram um grande papel nesta luta.
28. O movimento abolicionista era plural e tinha várias maneira de manifestar seu apoio ao fim da escravidão. Normalmente, se organizavam em clubes e Sociedades Abolicionistas que tinham seções masculinas e femininas.
29. A partir daí organizavam arrecadações para comprar a alforria de escravos, mandavam abaixo-assinados ao governo exigindo leis abolicionistas ou propunham modificações ao projetos que estavam tramitando na Câmara.
30. No Brasil, a abolição ocorreu de maneira gradual e através de leis que paulatinamente foram beneficiando os escravos: Lei Eusébio de Queirós (1850): que pôs fim ao tráfico de escravos transportados nos “navios negreiros”. Lei do Ventre Livre (1871): a qual libertou, a partir daquele ano, as crianças nascidas de mães escravas. Lei dos Sexagenários (1885): que beneficiou os escravos com mais de 65 anos. Lei Áurea: promulgada dia 13 de maio de 1888, pela Princesa Isabel, extinguiu o trabalho escravo no Brasil, libertando cerca de 700 mil escravos que ainda havia no país.
31. Uma herança da escravidão particularmente sentida até os dias atuais seria a naturalização da desigualdade em nossa sociedade.
32. Não houve um projeto de reintegração do negro ao novo mercado. Expulsos das fazendas, eles acabaram na periferia das cidades, criando as primeiras favelas brasileiras, vivendo de pequenos e casuais trabalhos, normalmente braçais.
33. Jovens negros morrem de forma violenta em maior número que jovens brancos e têm probabilidades menores de encontrar um emprego. Quando empregados, recebem menos da metade do salário pago aos brancos, aposentam-se mais tarde e com rendimentos inferiores.