Comissão de Farmácia e Terapêutica

CFT - Farmácia Hospitalar. Referência Bibliográfica: STORPIRTIS, S.

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Comissão de Farmácia e Terapêutica por Mind Map: Comissão de Farmácia e Terapêutica

1. O custo alto, tanto quanto a quantidade de medicamentos utilizados tornou-se necessária a criação de uma comissão que vise equilibrar o número e o gasto com medicamentos, evitando desperdícios e confusões.

2. A OMS sugere que apenas 400 substâncias ativas sejam necessárias para atenderem a demanda de necessidades básicas.

3. Sua estrutura organizacional compreende: farmacêutico (membro nato), enfermeiro, médico e representantes de setores da clínica médica, cirúrgica, pediátrica e CCIH. E compete o estabelecimento de critérios de inclusão e exclusão de medicamentos, com encontros mensais para a atualização da lista de padronizados. Pois essa lista, deverá ser repassada a todos os membros do hospital, a fim de que se conheça as possibilidades disponíveis de medicamentos. A CFT deve ser subordinada da diretoria clínica e esta, por sua vez, deve embasar, subsidiar e divulgar alterações realizadas.

4. Para sua implantação, devem-se elaborar rotinas e solicitações de prescrições, se algum medicamento necessite de um formulário especial, se o medicamento pertence à portaria 344. Esses formulários devem conter nome, forma, apresentação, dosagem, justificativa da inclusão (ou exclusão) e identificação do solicitante (com ensaios e pesquisas clínicas que justifique). Caso seja necessário a compra de um medicamento não padronizado, deve ser elaborado um formulário que justifique a razão da compra, seja por falha terapêutica, doenças raras, reações adversas ao medicamento padronizado, etc.

5. Assim, a CFT viabiliza e instiga o Uso Racional de Medicamentos, analisando parâmetros de segurança, eficácia e custos de assistência, que promovam uma terapêutica excelente com um menor número de fármacos e melhor custo benefício.

6. Comissão responsável por organizar, otimizar e determinar um certo equilíbrio de parâmetros de medicamentos utilizados, em busca da padronização de medicamentos que visam a melhorara da funcionalidade da farmacoterapêutica hospitalar. Padronizando o arsenal de medicamentos, divulgar alterações e elaborações, e ainda manter arquivo e documentações pertinentes a alterações.

7. Vantagens da padronização: - diminuir o custo de terapias com a mesma eficácia; - racionaliza o custo e uso de medicamentos; - facilita logística (planejamento, armazenamento, distribuição e controle); - auxilia a disciplina uniformizada do receituário médico; - aumenta a qualidade terapêutica e facilita a farmacovigilância; - permite a inclusão e exclusão de medicamentos; - uniformiza apenas um nome designado para medicamentos (genérico); - proporciona uma sistematização de informações sobre o arsenal terapêutico, sendo este um guia para a farmacoterapêutica.

8. Suas estratégias devem consistir em pesquisas pelas necessidades básicas em maior número e identificar suas principais características, como quais patologias são mais recorrentes, o tipo de estrutura hospitalar, etc. Onde, na padronização, os medicamentos devem ser agrupados por grupos farmacológicos ou aparelho alvo, nome genérico, apresentação e dosagem, com índice geral e remissivo, com boa divulgação.

9. A padronização deve ocorrer sempre pelo nome genérico, facilitando aquisição e armazenamento e evitando duplicidade terapêutica. Padronizar, geralmente, um único princípio ativo, pois associações devem ser utilizadas em raras exceções. Devem ser padronizadas as formas que resguardem eficácia e segurança e formas que permitam a individualização por pacientes na distribuição, como: comodidade, faixa etária, facilidade de cálculo para ajustes de dose e facilidade para fracionamento ou multiplicação das doses.