BIOÉTICA E A DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTEpor Tayná Penvosk
1. DE GASES A VÍRUS, O VENENO QUE É ESPALHADO PELO DERRETIMENTO DAS GELEIRAS
1.1. Mas o metano e o CO2 não são as únicas coisas que estão sendo liberadas do solo outrora congelado. No verão de 2016, um grupo de pastores de renas nômades começou a adoecer devido a uma doença misteriosa. Começaram a circular boatos sobre a “praga da Sibéria”, vista pela última vez na região em 1941. Depois que um menino e 2,5 mil renas morreram, a causa foi identificada: antraz.
2. O Boletim do Ártico de 2018 especula que "doenças que foram erradicadas, como gripe espanhola, varíola e peste, podem estar congeladas no permafrost".
3. O mercúrio também está entrando na cadeia alimentar devido ao degelo do permafrost. O Ártico é o lugar com a maior quantidade de mercúrio do planeta. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que haja um total de 1.656.000 toneladas de mercúrio retido no gelo polar e no permafrost: aproximadamente o dobro da quantidade global em todos os outros solos, oceanos e atmosferas
4. Um estudo francês de 2014 pegou um vírus de 30 mil anos congelado no permafrost, e o aqueceu novamente em laboratório. Ele voltou à vida na mesma hora, 300 séculos depois
4.1. O permafrost – solo composto por terra, sedimentos e rochas (até então) permanentemente congelado – está derretendo e revelando seus segredos ocultos. Além de fósseis do Pleistoceno, o degelo está liberando grandes emissões de carbono e metano, mercúrio tóxico, vírus e bactérias causadores de doenças antigas.
5. Um estudo recente sobre micropartículas marinhas mostrou que as concentrações eram mais altas na Bacia do Ártico do que em todas as outras bacias oceânicas do mundo.