1. Otite Média Aguda
1.1. Etiologia principalmente bacteriana: H. influenzae, Streptococcus pneumoniae, Moraxella Catarrhalis e Streptococcus beta hemolítico do grupo A. Pode ter coinfeccção viral
1.2. Diagnóstico: geralmente precede rinofaringite aguda, exsudato purulento,febre recorrente, prostração, otalgia. Em lactentes tem irritabilidade e dificuldade pra dormir.
1.3. Tratamento
1.3.1. Indicar ATB quando tem OMA com otorreia independente da idade; OMA uni ou bilateral com toxemia, otalgia persistente por + de 48hrs, febre >39°C ou incerteza de seguimento independente da idade; OMA bilateral sem otorreia em crianças < 2 anos
1.3.1.1. Usar Amoxicilina 50mg/kg/dia 3x ao dia ou 80-90mg/kg/dia 2x ao dia se não usou atb no último mês.
1.3.1.1.1. Duração: 10 dias em menores de 2 anos e de 5 a 7 dias em menores de 2 anos
1.3.1.1.2. Usar amoxicilina+clavulanato em caso de uso de ATB no último mês, falha com amoxicilina ou na OMA com conjutivite purulenta.
1.3.2. Observação por 24 a 72 horas quando em garantia de seguimento clínico: OMA unilateral sem otorreia em >6 meses; OMA bilateral sem otorreia >2 anos
2. Laringite/Laringotraqueíte
2.1. Diagnóstico: rouquidão, tosse ladrante, estridor inspiratório e graus variados de desconforto respiratório, rinorreia clara, faringite, febre baixa. Resolução em 3 a 7 dias. Casos graves podem tem 14 dias
2.2. Tratamento: manutenção das vias aéreas patentes, manter a criança calma. Usar dexametasona e epinefrina inalatório em casos moderados ou graves. Se não melhorar pode ter evoluído para traqueíte bacteriana.
3. Rinossinusite Aguda
3.1. Etiologia: + de 100 sorotipos de rinovírus (50%). Também VSR, parainfluenza, adenovirus, coronavirus, enterovirus não polio e metapneumovirus humano.
3.2. Diagnóstico clínico: característico resfriado comum, dor de garganta, em escolares e adolescentes tem rinorreia, obstrução nasal, irritação faríngea, mal estar, tosse e secreção retrofaríngea. A descarga nasal começa clara e aquosa, depois fica espessa e mucoide e depois fica espessa e opaca
3.3. Tratamento para casos virais é hidratação, fluidificação e remoção de secreções.
4. Rinofaringite
4.1. Etiologia: rinovírus (50%), coronavírus, VSR, parainfluenza, influenza A e B, adenovírus, bocaviru, metapneumovirus e enterovirus (Coxsackie e echovirus)
4.2. Diagnóstico é clínico. Exame da orofaringe apresenta sinais inflamatórios em amigdalas. Otoscopia: sinal inflamatório na membrana timpânica. Na faringite bacteriana: detecção de antígenos e/ou cultura de orofaringe.
4.3. Tratamento: medidas gerais em quadros virais. Em casos bacterianos usar ATB de amplo espectro como amoxicilina
5. Faringoamigdalite
5.1. Etiologia
5.1.1. Viral: vírus causadores de resfriado comum (adenovírus, rinovírus, influenza, coronavírus, vírus sincicial respiratório) e também EBV, VHS.
5.1.1.1. Bacteriana:Estreptococo β-hemolítico do grupo A e também S. aureus, S. pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae e Chlamydia pneumoniae
5.2. Diagnóstico: é importante diferenciar a etiologia viral da bacteriana.
5.2.1. Viral: atinge crianças <5 anos; início insidioso; bom estado geral; febre variável, rouquidão, odinofagia, tosse, obstrução nasal, mialgia, adenopatia múltipla reacional, faringite vesicular.
5.2.1.1. Bacteriana: entre 5 a 15 anos; início abrupto, mal estar, febre alta recorrente, odinofagia, halitose, cefaleia, prostração, náusea, vômito, dor abdominal, adenomegalia dolorosa, petéquias em palato, exantema escalartiforme.
5.3. Tratamento
5.3.1. Viral: medidas gerais
5.3.2. Bacteriano: penicilina bezantina dose única IM (<27kg: 600.000 UI; >27 kg: 1.200.000 UI). Ou amoxicilina 50mg/kg/dia de 12-12 horas por 10 dias.
5.3.2.1. Alérgicos à penicilina: cefalexina ou cefadroxila.
5.3.2.1.1. Alérgicos à penicilina e cefalosporina: clindamicina, azitromicina ou claritromicina