1. Conceitos e Nomenclaturas Utilizadas em custos
1.1. Custo de Oportunidade
1.1.1. Custo relacionado ao descarte da oportunidade menos vantajosa
1.2. Gastos
1.2.1. Sacrifício financeiro para obtenção de um produto ou serviço
1.3. Investimentos
1.3.1. São gastos ativados em função de sua vida útil ou benefícios futuros
1.4. Custos
1.4.1. Gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços.
1.5. Despesas
1.5.1. Correspondem ao valor de um determinado bem ou de um determinado serviço, consumido direta ou indiretamente com o objetivo de se obter receitas
1.6. Desembolsos
1.6.1. Representam os pagamentos por um bem ou serviço, de maneira independente de quando o produto ou serviço foi ou será consumido
1.7. Perdas
1.7.1. Representam bens ou serviços consumidos de maneira anormal ou involuntária.
1.8. Classificação dos Custos
1.8.1. À forma de apropriação aos produtos. Ao volume de produção. Ao valor de registro. À forma de acumulação. Ao objeto de custeio.
2. Agregação dos Custos do Produtos
2.1. Custo Primário - Soma de matéria prima com mão de obra direta.
2.2. Custo de Transformação - Soma de todos os custos de produção, exceto custos relativos a matérias-primas e outros componentes.
2.3. Custos de Produção - Representam o valor dos bens e serviços consumidos no processo de transformação da matéria-prima.
2.4. Custos dos Produtos Fabricados
2.5. Custo dos Produtos Vendidos
2.6. Custos Mercadológicos
3. Métodos de Custeio
3.1. Custeio por Absorção
3.1.1. É o método de custeio mais largamente utilizado. A operacionalização do método de custeio por absorção consiste inicialmente em classificar os custos em diretos e indiretos.
3.2. Custeio Direto ou Variável
3.2.1. O custeio direto parte do pressuposto de que a venda é o elemento gerador de riqueza para a firma, ou seja, o custeio direto foi concebido para espelhar o resultado operacional da empresa como uma função da quantidade vendida.
3.3. Custeio Baseado em Atividades (ABC)
3.3.1. Parte da proposição lógica de que se é possível enumerar o conjunto de atividades executadas por uma empresa para obter seus produtos
4. Análise dos Custos
4.1. Oportunidades de Utilização da Análise de Custos
4.1.1. Antes da Execução dos Processos
4.1.1.1. Antes da execução dos processos, a análise de custos visa contribuir para o estudo dos custos antes da produção, tendo como objetivo a determinação dos custos de um determinado produto ou serviço.
4.1.2. Durante a Execução dos Processos
4.1.2.1. Durante a execução dos processos, tem-se como objetivo o acompanhamento da evolução dos custos em cada etapa, verificando se há desvios nas metas financeiras propostas nos orçamentos.
4.1.3. Após a Execução dos Processos
4.1.3.1. Após a execução dos processos, a análise de custos visa descobrir as principais divergências entre o que foi executado e as metas planejadas.
4.2. Administração dos Estoques
4.2.1. Os estoques são parcelas importantes dos recursos organizacionais, exigindo um bom gerenciamento de tais recursos, exigindo cuidados como um eficiente sistema de controle interno e de contabilidade de custos.
4.3. Objetivos da Análise de Custos
4.3.1. Fornecer informações gerenciais para a administração, a fim de subsidiar as tomadas de decisão. Servir como instrumento de controle sobre as atividades operacionais e produtivas de uma organização. Demonstrar as distorções de valores, níveis de produtividade e eficiência da produção de bens e serviços, em relação às metas da empresa e padrões estabelecidos. Contribuir para a apuração de índices econômicos, financeiros e de lucratividade, tais como margem de contribuição de produtos e serviços, rotação de estoques e ponto de equilíbrio. Avaliar a eficácia e eficiência na utilização dos fatores de produção, tais como matérias-primas, mão de obra e equipamentos. Identificar falhas nos processos produtivos e atividades que não agregam valor aos produtos. Fornecer subsídios para a política de terceirização de determinadas atividades. Identificar a capacidade ociosa de produção.
4.4. Ferramentas para Análise de Custos
4.4.1. Comparação com as metas e os padrões estabelecidos. Análise de custos por categoria. Análise de custos por departamentos e divisões. Análise de custos por processos
5. Análise da Margem de Contribuição de Equilíbrio
5.1. Margem de Contribuição - A margem de contribuição é a diferença entre o preço de venda e a soma das despesas e custos variáveis de um determinado produto ou serviço.
5.2. Análise da Margem de Contribuição por Produto - Permite a obtenção de informações muito importantes para a tomada de decisões.
5.3. Análise Custo-Volume-Lucro ou Análise do Ponto de Equilíbrio - A análise da relação custo-volume-lucro busca apresentar o comportamento dos custos (fixos e variáveis) e do lucro em função do nível de atividade (volumes de produção e de vendas).
5.3.1. Ponto de Equilíbrio Contábil - Corresponde à quantidade mínima a ser produzida e vendida para que se possam cobrir todos os custos operacionais em um determinado período.
5.3.2. Ponto de Equilíbrio Contábil - No Ponto de Equilíbrio Econômico o lucro econômico é nulo. Ou seja, é o ponto em que as despesas e custos são cobertos. Só que, neste caso, um outro custo que é incluído, que é o custo de oportunidade.
5.3.3. Ponto de Equilíbrio Financeiro - No Ponto de Equilíbrio Financeiro o lucro financeiro é nulo; ou seja, é o ponto em que as despesas e custos são cobertos.
5.3.4. Margem de Segurança - Margem de segurança significa o quanto das vendas excede o ponto de equilíbrio da organização.
5.4. Alavancagem - É a ferramenta que multiplica a força empregada numa das extremidades, provocando uma força maior na outra, permitindo com que se possa levantar um grande peso aplicando-se uma força pequena.
5.4.1. Alavancagem Operacional - devida aos gastos fixos relacionados aos ativos e às atividades operacionais da empresa, como depreciação, instalações e folha de pessoal administrativo.
5.4.1.1. GAO - Grau de Alavancagem Operaciona - O grau de alavancagem reflete a relação entre variações no lucro operacional devido às vendas.l
5.4.2. Alavancagem Financeira - decorre da existência de gastos fixos relacionados ao passivo da empresa, como juros pagos e dividendos quando pagos como percentual sobre o capital.
6. Formação de Preços
6.1. A definição do preço de um determinado bem ou serviço pode ser baseada:
6.1.1. Nos custos.
6.1.2. No consumidor.
6.1.3. Na concorrência.
6.2. Custos na Formação de Preços - O processo de formação de preços não está somente ligado aos custos, mas também às condições de mercado, ao nível de atividade e à remuneração do capital investido.
6.2.1. Custo Pleno - No custo pleno, os preços são estabelecidos com base nos custos integrais.
6.2.1.1. Custos totais de produção.
6.2.1.2. Despesas de vendas.
6.2.1.3. Despesas financeiras referentes a prazos concedidos (prazos de pagamentos concedidos aos clientes).
6.2.1.4. Descontos sobre a forma de prazos concedidos pelos fornecedores (prazos para pagar os fornecedores).
6.2.1.5. Despesas de administração.
6.2.1.6. Margem de lucro desejada
6.2.2. Método RKW
6.2.2.1. O método consiste em alocar todos os custos à unidade de produto (quantidade), prevendo um determinado volume de atividade.
6.2.2.1.1. P = CPV + DO + ML x P → P – ML x P = CPV + DO → P(1-ML) = CPV + DO → → P = (CPV + DO)/(1-ML)
6.2.2.1.2. Onde:
6.2.3. Custo de Transformação
6.2.4. Custo Marginal
6.2.5. Taxa de Retorno Exigida sobre o Capital Investido - O preço pode ser determinado com base na taxa predeterminada de lucro sobre o capital investido. Esse lucro sobre o capital investido deve ser rateado pela quantidade produzida.
6.2.5.1. P = (CT + R(%)x CI)/V
6.2.5.2. Onde:
6.2.5.2.1. CI = capital investido
6.2.5.2.2. CT = custos totais
6.2.5.2.3. R(%) = lucro percentual desejado sobre o capital investido
6.2.5.2.4. V = volume de vendas
6.2.5.2.5. P = preço sugerido de vendas
6.2.6. Custo Padrão - O custo padrão é o custo determinado como sendo o custo normal de um produto.
6.2.7. Mark-up - Para obtermos o preço que será praticado pode-se utilizar a técnica de Mark-up, que consiste em aplicar um índice sobre os gastos (custos e despesas) de um determinado bem ou serviço.
6.2.8. Aspectos Relativos à Formação de Preços
6.2.8.1. Capacidade e disponibilidade de pagar do consumidor
6.2.8.2. Existência de produtos substitutos a preços mais vantajosos
6.2.8.3. Demanda esperada do produto
6.2.8.4. Mercado de atuação do produto
6.2.8.5. Controle de preços impostos pelo governo
6.2.8.6. Custos e despesas de fabricar, administrar e comercializar o produto
6.2.8.7. Ganhos e perdas de gerir o produto
7. Sistemas de Custos - A capacidade dos computadores de armazenar e recuperar informações rapidamente e de efetuar cálculos complexos faz deles e do gerenciamento de informações ferramentas essenciais para as empresas determinadas a competir no mercado moderno.
7.1. Sistemas de Informações - Um Sistema de Informações Gerenciais (SIG, ou Management Information System – MIS) é um sistema, ou conjunto de regras e procedimentos para o fornecimento preciso e oportuno de informações às pessoas de uma organização.
7.2. Responsabilidades da Gerência
7.2.1. Planejamento
7.2.2. Organização
7.2.3. Alocação de Funcionários
7.2.4. Direção
7.2.5. Controle
7.2.6. Classificação dos gerentes
7.2.6.1. Executivos
7.2.6.2. Nível Médio
7.2.6.3. Supervisores de Linha
7.3. Sistemas de Suporte a Decisão - é um sistema que auxilia o usuário na tomada de decisões. Os sistemas de suporte à decisão são utilizados para analisar dados e criar relatórios.
7.4. Sistemas de Custos
7.4.1. Objetivos
7.4.1.1. Projetar produtos e serviços de acordo com as expectativas do cliente (ou superando tais expectativas) e que possam ser produzidos e vendidos com lucro.
7.4.1.2. Mostrar quais setores da organização devem ter sua qualidade e eficiência aprimoradas por meio do melhoramento contínuo (gestão da qualidade total) ou por meio de reengenharia (com reestruturação abrupta dos processos).
7.4.1.3. Apontar as necessidades de treinamento e aprendizagem dos funcionários de produção.
7.4.1.4. Determinar qual o mix ótimo de produtos da organização.
7.4.1.5. Auxiliar a decisão sobre investimentos.
7.4.1.6. Fornecer subsídios para a escolha de fornecedores.
7.4.1.7. Subsidiar a negociação de preços, requisitos e atributos dos produtos e serviços e prazos com o cliente.
7.4.1.8. Auxiliar a estruturação de processos de distribuição e serviços para os clientes, da maneira mais eficiente e eficaz.
7.5. Custo do Sistema e seu Benefício - Ao se elaborar um sistema, deve ficar claro que cada informação tem seu custo. O custo de elaboração e implantação de um sistema com 10 funcionalidades é bem diferente de um sistema com 100 funcionalidades.
7.6. Roteiro para Implantação de um Sistema de Apuração de Custos
7.6.1. Faz-se necessário conhecer a estrutura administrativa da organização, para que sejam definidos os objetivos a serem atingidos e perseguidos pelo sistema. Tais objetivos serão formulados de acordo com o nível de controles existentes e a necessidade de informações para a tomada de decisões.
7.6.2. Faz-se necessário fazer visitas à organização e fazer entrevistas com o pessoal da produção, para conhecer adequadamente o sistema de produção da organização e seus produtos e serviços. Os pacotes prontos ou "receitas de bolo" nem sempre são adequados, pois podem não suprir as necessidades específicas da organização.
7.6.3. Após o conhecimento dos sistemas de produção, devem ser identificados os centros de custos auxiliares e os produtivos. Essa definição é da maior importância para que haja incorporação adequada de custos aos produtos.
7.6.4. Os produtos deverão ser decompostos para a identificação de todos os custos que ocorrem na produção. Este geralmente são: mão-de-obra, matéria-prima e custos indiretos de produção. O nível de detalhes de cada um desses custos depende do sistema a ser implantado e dos objetivos propostos.
7.6.5. Deverão ser identificados os custos indiretos e diretos, que serão apropriados aos produtos.
7.6.6. Devem-se identificar os custos mais importantes, utilizando-se o critério de custo-benefício: os custos mais importantes devem ser melhor controlados.
7.6.7. A definição dos critérios de rateio demanda uma atenção maior, pois, se o custo for alocado indevidamente, pode distorcer, além do resultado de determinado produto, a precificação do mesmo. Deve-se ter o máximo de atenção na determinação dos critérios de rateio.
7.6.8. Em função dos objetivos e do nível de detalhamento do sistema a ser implantado, deverão ser definidos os controles e as informações necessários, assim como apontamentos da produção em termos de: mão de obra consumida, quantidades produzidas, material aplicado.
7.6.9. O controle de estoque poderá ser: manual ou informatizado; exigir controles paralelos; ser avaliado em várias moedas; ser baseado em custo histórico ou padrão; ser avaliado pelo custo médio, PEPS, ou outro critério considerado adequado.
7.6.10. Os formulários do sistema deverão: ser de fácil preenchimento; ser preenchidos e aprovados por pessoal devidamente treinado para as funções; ser de fácil controle; conter somente informações relevantes e ser de fácil entendimento.
7.6.11. Deve-se definir: se o sistema será ou não integrado à contabilidade; se a contabilidade utilizará Razão Analítico; se será garantido que todas as informações contábeis do Razão estejam correspondidas nos relatórios auxiliares; se será efetuada conciliação das contas entre o Razão e os relatórios auxiliares e de que forma.
7.6.12. Deve-se ainda definir: quais relatórios de controle gerencial serão emitidos; qual seu conteúdo; quem serão os usuários; quais os prazos de apresentação e qual o tipo de acompanhamento e qual o nível de integração do relatório com as demais informações e relatórios disponibilizados na organização.