1. Precursores
1.1. Alemanha e França
1.1.1. Wilhelm Wundt "a mente como um fenômeno histórico, um produto da cultura e da linguagem de um determinado povo, que não poderia ser explicada em termos individuais, mas sim em termos coletivos."
1.1.2. Émile Durkein Considerado um dos fundadores da sociologia, ele desenvolve o conceito de representações coletivas, que exerceu significativa influência sobre a psicologia social europeia. As representações coletivas constituem-se em um fenômeno ao nível da sociedade e distinto das representações individuais.
1.1.3. Gabriel de Tarde Defende que a vida social tem a imitação como mecanismo básico. Ele ressalta que as pessoas de status inferior costumam imitar as de maior status.
1.1.4. Gustav Le Bon Defende a tese de que as massas ou multidões constituem-se em seres psíquicos de características diferentes dos indivíduos que as compõem. Nesse sentido, quando eles se juntam às massas, perdem suas características superiores e sua autonomia, passando a ser regidos pelo coletivo.
1.2. Inglaterra
1.2.1. Darwin Acreditava que um animal social que desenvolveu maior capacidade de se adaptar física, social e mentalmente às mudanças ambientais e sociais.
1.2.1.1. Herbert Spencer Cria o temo "darwinismo social". Ele aplica as ideias de Darwin sobre o desenvolvimento da espécie humana ao desenvolvimento de grupos.
2. O primeiro experimento em psicologia social ocorreu ainda no século XIX, tendo sido conduzido por Tripplett, em 1897.
3. PS Sociológica Estudar o comportamento do indivíduo e as relações entre os grupos, tomando por base a filiação ou posição grupal (nível posicional) ou ideologias, representações e valores predominantes na sociedade (nível societal ou ideológico).
3.1. Voltado para o coletivo, níveis intergrupais e coletivos
3.1.1. Europa passou a adquirir sua própria identidade em relação a PS e a demontrar maior preocupação com a estrutura social. Principais focos de resistência ao enfoque individualista americano foram grupos em torno de Henri Tajfel, na Inglaterra, e Serge Moscovici, na França.
4. PS Psicológica Explicar como o indivíduo processa e organiza as informações e experiências que tem em contato com o mundo social (nível pessoal) ou como a dinâmica dessas interações afeta seus modos de agir, sentir e pensar (nível interpessoal).
4.1. EUA 1908
4.2. Voltado para o indivíduo, níveis pessoais e interpessoais
4.3. Início do sec XX, o polo da Psicologia social começa a mudar da Europa para os Estados Unidos.
4.3.1. A PS começa a adquirir status de disciplina independente
4.3.1.1. Percebia-se uma PS eminentemente experimental e focada no indivíduo
4.4. 1940
4.4.1. Com a escalada do nazismo na Europa e a Segunda Guerra Mundial, muitos cientistas imigraram para os Estados Unidos. Entre os psicólogos sociais europeus que desenvolveram trabalhos influenciados pelas ideias do gestaltismo destacam-se Muzar Sheriff, Kurt Lewin, Fritz Heider e Solomon Asch. Desse modo, nas duas décadas seguintes à Segunda Guerra Mundial, a psicologia social psicológica converte-se em um campo científico produtivo, com bases solidamente estabelecidas
4.4.2. 1970
4.4.2.1. Crise da Psicologia Social
4.4.2.1.1. Principais Críticas
5. América Latina
5.1. Até 1970 era fortemente influenciada pela PSP estadunidense
5.2. muitos dos psicólogos sociais latino- americanos iniciam um forte movimento de questionamento à psicologia social psicológica norte- americana em prol de uma psicologia social mais contextualizada e mais voltada para os problemas políticos e sociais que a região vinha enfrentando.
5.3. Nasce então a psicologia social crítica ou psicologia social histórico- crítica.
5.4. No Brasil
5.4.1. Segundo Bomfim (2004), Pinel (2005), Camino (2006) e Lima (2009), a psicologia social brasileira foi marcada por duas tendências em oposição: 1. Aroldo Rodrigues e José Augusto Dela Coleta (empirista, adotando uma abordagem mais de experimental-cognitiva, preocupada com processos individuais que se relacionam com o contexto social); 2. Silvia Lane (marxista e sócio- histórica).
5.4.1.1. Para Camino (2006), esse debate tem tomado a forma de dualismos: - subjetividade-objetividade; - natureza-cultura; - explicação-compreensão; - individual-social; - quantitativo-qualitativo.
5.4.1.1.1. Nesse debate, escolher um polo dos dualismos significa necessariamente negar a relevância ou o poder do outro.