DOENÇA RENAL CRÔNICA EM CÃES

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DOENÇA RENAL CRÔNICA EM CÃES por Mind Map: DOENÇA RENAL CRÔNICA EM CÃES

1. Manifestações clínicas: anorexia, perda de peso, emese, desidratação, úlceras orais, palidez de mucosas, pelo seco e opaco, osteodistrofia fibrosa.

2. É dividida em 4 estágios de evolução

2.1. Estágio I = não azotêmico mas com alteração

2.2. Estágio II = discreta azotemia em avaliações seriadas

2.3. Estágio III = azotemia moderada

2.4. Estágio IV = azotemia intensa

3. Diagnóstico: anamnese, exame físico, achados laboratoriais e lesões estruturais

4. No estágio II pode ter presença da desidratação e com ela, manifestações como disorexia, letargia, fraqueza e constipação

4.1. Ainda nesse estágio pode haver acidose metabólica

4.2. É indicado determinar o valor de bicarbonato sanguíneo para estabelecer medidas terapêuticas necessárias.

4.3. Hipertensão arterial também pode estar presente, recomenda-se o uso de anti hipertensivos

5. No estágio III estão presentes todas as alterações dos estágios I e II de formas mais marcantes

5.1. Pacientes podem apresentar azotemia pré renal associada

5.2. Favorece o desenvolvimento de lesão renal por má perfusão, originada por causas de desidratação

5.3. Causas como vômito, diarreia, febre, limitação do acesso a ingestação de água, estresse e etc.

5.4. Essencial correção com fluidoterapia de manutenção pela via parenteral com uso de cristalóides

6. O tratamento consiste inicialmente em dietas terapêuticas = restrição de fósfoto e sódio, diminuição da quantidade de proteína, adição de vitaminas do complexo B e ácidos graxos.

7. Nutrição e dieta: importante manter suporte nutricional. Restrição de proteína na dieta, aumentar qualidade e digestibilidade.

8. Para o controle das lesões do TGI utilizam-se antagonistas como a ranitidina.

9. Tratamento da hiperfosfatemia é resultante da ingestão excessiva de fósfoto, redução da excreção renal e do fósforo e o estado de remodelação óssea

9.1. Restrição de fósforo na dieta é importante para retardar progressão da DRC

10. Hemodiálise: método terapêutico que utiliza circulação extracorpórea a fim de aliviar a azotemia e normalizar anormalidades hídricas, eletrolíticas e ácido-base

10.1. Pode ser feita de 3 vezes por semana por tempo indeterminado

10.2. Aliviar sintomas de uremia e dar melhor qualidade de vida

10.3. Sessões: cada uma pode eliminar pequenas moléculas dialisáveis como ureia, creatinina, fósforo, eletrolíticos, certas drogas e toxinas

11. Transplante renal: com o intuito e esperança de obter novamente a função renal

11.1. Importante: após o procedimento ainda há possibilidade de ocorrer rejeição

11.2. Procedimento ainda em análise e reflexão

12. Avaliação clínica e laboratorial nos diferentes estágios auxiliam na melhor escolha de terapia de prevenção e manutenção

13. Doença degenerativa que se caracteriza pela deficiência estrutural ou funcional dos rins

14. Objetivo do tratamento: promover um retardo na progessão da doença e uma melhor qualidade de vida

15. Tratamento: deve se basear de acordo com o estadiamento da doença e o estágio

15.1. Recomenda-se uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (iECA)

15.2. Bloqueadores do canal de cálcio podem ser associados ao iECA quando necessário

16. Tratamento da proteinúria é realizado com a restrição de proteína dietética.

17. Tratamento da hipertensão arterial sistêmica: todos os pacientes devem ter a pressão arterial aferida periodicamente

18. Importante fazer a correção de distúrbios eletrolíticos

19. Diálise peritoneal: geralmente indicada para injúria renal aguda mas também para pacientes crônicos

19.1. Consiste na introdução do dialisato na cavidade abdominal e, por meio de difusão e convecção, o peritônio funciona como membrana semipermeável

19.2. Contraindicação: trauma da parede abdominal, infecções, aderências peritoneais, estado catabólico severo, cirurgia abdominal e ascite grave

20. Terapia de imunossupressão pós transplante pode predispor ao desenvolvimento de infecções e neoplasias

20.1. Necessário avaliar aspecto ético sobre o doador

21. Evolução final se dá no estágio IV, fase em que o número de néfrons está reduzido comprometendo as funções dos rins

21.1. Possibilidade dos néfrons remanescentes hiperfuncionantes preservar a função renal é remota

21.2. Indicação de hemodiálise na crise urêmica mas com ciência de ocorrer melhora temporária

22. Hidratação: animal deve ter acesso livre à água de boa qualidade em todo tempo.

22.1. Fluidos cutâneos podem ser administrados pelos proprietários e fluidoterapia intravenosa em ambiente hospitalar também pode ser benéfica

22.2. Deve ser calculada com base na manutenção, reposição e perdas adicionais.

23. Com o progredir da DRC como reflexo da uremia há comprometimento da condição corporal e do peso, disorexia, anorexia e perda da qualidade de vida

23.1. Desnutrição é a maior causa de morbidade e mortalidade em cães no estágio III e IV

23.2. Necessário introduzir uma dieta terapêutica