1. Manifestações clínicas: anorexia, perda de peso, emese, desidratação, úlceras orais, palidez de mucosas, pelo seco e opaco, osteodistrofia fibrosa.
2. É dividida em 4 estágios de evolução
2.1. Estágio I = não azotêmico mas com alteração
2.2. Estágio II = discreta azotemia em avaliações seriadas
2.3. Estágio III = azotemia moderada
2.4. Estágio IV = azotemia intensa
3. Diagnóstico: anamnese, exame físico, achados laboratoriais e lesões estruturais
4. No estágio II pode ter presença da desidratação e com ela, manifestações como disorexia, letargia, fraqueza e constipação
4.1. Ainda nesse estágio pode haver acidose metabólica
4.2. É indicado determinar o valor de bicarbonato sanguíneo para estabelecer medidas terapêuticas necessárias.
4.3. Hipertensão arterial também pode estar presente, recomenda-se o uso de anti hipertensivos
5. No estágio III estão presentes todas as alterações dos estágios I e II de formas mais marcantes
5.1. Pacientes podem apresentar azotemia pré renal associada
5.2. Favorece o desenvolvimento de lesão renal por má perfusão, originada por causas de desidratação
5.3. Causas como vômito, diarreia, febre, limitação do acesso a ingestação de água, estresse e etc.
5.4. Essencial correção com fluidoterapia de manutenção pela via parenteral com uso de cristalóides
6. O tratamento consiste inicialmente em dietas terapêuticas = restrição de fósfoto e sódio, diminuição da quantidade de proteína, adição de vitaminas do complexo B e ácidos graxos.
7. Nutrição e dieta: importante manter suporte nutricional. Restrição de proteína na dieta, aumentar qualidade e digestibilidade.
8. Para o controle das lesões do TGI utilizam-se antagonistas como a ranitidina.
9. Tratamento da hiperfosfatemia é resultante da ingestão excessiva de fósfoto, redução da excreção renal e do fósforo e o estado de remodelação óssea
9.1. Restrição de fósforo na dieta é importante para retardar progressão da DRC
10. Hemodiálise: método terapêutico que utiliza circulação extracorpórea a fim de aliviar a azotemia e normalizar anormalidades hídricas, eletrolíticas e ácido-base
10.1. Pode ser feita de 3 vezes por semana por tempo indeterminado
10.2. Aliviar sintomas de uremia e dar melhor qualidade de vida
10.3. Sessões: cada uma pode eliminar pequenas moléculas dialisáveis como ureia, creatinina, fósforo, eletrolíticos, certas drogas e toxinas
11. Transplante renal: com o intuito e esperança de obter novamente a função renal
11.1. Importante: após o procedimento ainda há possibilidade de ocorrer rejeição
11.2. Procedimento ainda em análise e reflexão
12. Avaliação clínica e laboratorial nos diferentes estágios auxiliam na melhor escolha de terapia de prevenção e manutenção
13. Doença degenerativa que se caracteriza pela deficiência estrutural ou funcional dos rins
14. Objetivo do tratamento: promover um retardo na progessão da doença e uma melhor qualidade de vida
15. Tratamento: deve se basear de acordo com o estadiamento da doença e o estágio
15.1. Recomenda-se uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (iECA)
15.2. Bloqueadores do canal de cálcio podem ser associados ao iECA quando necessário
16. Tratamento da proteinúria é realizado com a restrição de proteína dietética.
17. Tratamento da hipertensão arterial sistêmica: todos os pacientes devem ter a pressão arterial aferida periodicamente
18. Importante fazer a correção de distúrbios eletrolíticos
19. Diálise peritoneal: geralmente indicada para injúria renal aguda mas também para pacientes crônicos
19.1. Consiste na introdução do dialisato na cavidade abdominal e, por meio de difusão e convecção, o peritônio funciona como membrana semipermeável
19.2. Contraindicação: trauma da parede abdominal, infecções, aderências peritoneais, estado catabólico severo, cirurgia abdominal e ascite grave
20. Terapia de imunossupressão pós transplante pode predispor ao desenvolvimento de infecções e neoplasias
20.1. Necessário avaliar aspecto ético sobre o doador
21. Evolução final se dá no estágio IV, fase em que o número de néfrons está reduzido comprometendo as funções dos rins
21.1. Possibilidade dos néfrons remanescentes hiperfuncionantes preservar a função renal é remota
21.2. Indicação de hemodiálise na crise urêmica mas com ciência de ocorrer melhora temporária
22. Hidratação: animal deve ter acesso livre à água de boa qualidade em todo tempo.
22.1. Fluidos cutâneos podem ser administrados pelos proprietários e fluidoterapia intravenosa em ambiente hospitalar também pode ser benéfica
22.2. Deve ser calculada com base na manutenção, reposição e perdas adicionais.
23. Com o progredir da DRC como reflexo da uremia há comprometimento da condição corporal e do peso, disorexia, anorexia e perda da qualidade de vida
23.1. Desnutrição é a maior causa de morbidade e mortalidade em cães no estágio III e IV