Transtorno do Pânico

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Transtorno do Pânico por Mind Map: Transtorno do Pânico

1. É caracterizado pela presença de ataques de pânico recorrentes que consistem em uma sensação de medo ou mal-estar intenso acompanhada de sintomas físicos e cognitivos e que se iniciam de forma brusca, alcançando intensidade máxima em até 10 minutos.

2. Estudos de famílias com TP demonstraram um padrão familiar, com um risco de TP, em parentes de primeiro grau dos pacientes com esse transtorno, cerca de oito vezes maior do que o do grupo-controle. Estudos com gêmeos também corroboram esses achados, mostrando maior concordância do TP em gêmeos monozigóticos em comparação aos dizigóticos, com uma herdabilidade estimada de aproximadamente 43%16.

3. O manejo emergencial das crises de pânico baseia-se principalmente na tranquilização do paciente mediante a informação de que os seus sintomas são provenientes de um ataque de ansiedade, não configurando uma condição clínica grave com risco de morte iminente.

3.1. Deve-se reforçar o caráter passageiro (cerca de 10-30 minutos) do ataque e, especialmente, instruir ao paciente para que ele respire pelo nariz e não pela boca, enfatizando a importância de ele tentar controlar a frequência de inspirações no intuito de não hiperventilar. Algumas técnicas de relaxamento também podem ser utilizadas.

3.1.1. Se a crise for muito intensa ou de tempo prolongado, o uso de psicofármacos pode ser aconselhado. Os benzodiazepínicos de ação curta são a primeira escolha nesses casos e, apesar de carecerem de evidências que suportem afirmações mais encorajadoras, esses psicofármacos são bastante utilizados na prática clínica.

3.1.1.1. A terapia cognitivo-comportamental (TCC) é a terapia com os resultados mais consistentes para o TP, sendo superior a terapias de controle de atenção psicossocial e a placebo na maioria dos estudos e apresentando uma boa aceitabilidade e aderência, rápido início de ação e uma boa relação de custo efetividade.

4. É sabido que um dos principais fatores de risco para transtornos de ansiedade na vida adulta é a presença de transtornos ou traços de ansiedade durante a infância e a adolescência

5. pesquisas atuais vêm se focando no tratamento precoce dos transtornos de ansiedade ou mesmo na prevenção em crianças de risco, como os filhos de pais com transtornos de ansiedade, por exemplo.

6. A prevalência do TP, é menos comum, já que, ao longo da vida, 5% dos respondentes preencheram critérios para o transtorno, alcançando cerca de 1% no último ano. Um estudo realizado na cidade de São Paulo (SP) encontrou uma prevalência de 1,6% para o TP ao longo da vida e de 1% em 1 ano. Não parece haver uma variação na prevalência ao redor do mundo, mas isso não se pode afi rmar ao certo em função das diferentes abordagens metodológicas dos diversos estudos.

6.1. O TP é cerca de duas vezes mais comum em mulheres e, geralmente, inicia no fi nal da adolescência ou no início da vida adulta, com média de aparecimento entre os 20 e 30 anos; raramente, há casos de aparecimento na infância.

7. O ataque de pânico inicial é um alarme falso que pode ser ativado quando ocorre um aumento momentâneo de estresse na vida de indivíduos com vulnerabilidades biológicas e/ou psicológicas. Após o primeiro ataque, a pessoa torna-se apreensiva em relação a ataques futuros. Para Barlow, o medo primário no TP é o medo das sensações físicas, particularmente as associadas à ativação autonômica, com influência de fatores socioculturais para o surgimento da agorafobia

8. O diagnóstico do TP é essencialmente clínico. Diversos autores propuseram subtipos de TP baseados na apresentação sintomática do ataque (tipo cardiorrespiratório, autonômico/somático, cognitivo), período do dia em que o ataque ocorre (diurno, noturno), idade de início (precoce e tardio), curso (limitado, crônico), etc.

8.1. O diagnóstico diferencial é essencial nas emergências médicas e deve ser guiado segundo a apresentação clínica. A avaliação de doenças clínicas de acordo com a sintomatologia apresentada é essencial para um bom manejo dos ataques. O abuso de estimulantes, deve ser avaliado na anamnese como possível responsável dos ataques. Caso o ataque não possa ser mais bem explicado por nenhuma condição clínica ou pelo uso ou abstinência de substâncias, deve-se proceder à investigação diagnóstica para transtornos psiquiátricos, com atenção especial para os transtornos de ansiedade e, principalmente, para o TP.