1. ESTRUTURA:
1.1. • Avaliar o humor; • estabelecer a agenda; • revisar o problema e obter atualização da avaliação; • identificar problemas e estabelecer metas; • educar o paciente sobre o modelo cognitivo; • avaliar as expectativas do paciente quanto à terapia; • educar o paciente sobre o seu transtorno; • estabelecer tarefa de casa; • resumir a sessão e obter feedback.
2. Estrutura padrão das sessões
2.1. • Avaliar o humor; • breve atualização (medicação, uso de drogas, sintomas do transtorno); • realizar uma ponte com a sessão anterior; • estabelecer a agenda; • revisar a tarefa de casa; • discutir os tópicos da agenda e utilizar ferramentas terapêuticas; • estabelecer nova tarefa de casa; • resumir a sessão e dar e solicitar feedback;
3. Primeira sessão
3.1. O principal objetivo da primeira sessão é motivar o paciente a vir à sessão seguinte, dando-lhe esperança quanto ao sucesso da terapia. Beck (1997) apresenta como metas do terapeuta para a sessão inicial;
3.1.1. Estabelecer confiança e rapport;
3.1.2. socializar o paciente à terapia cognitiva;
3.1.3. educar o paciente sobre o seu transtorno, modelo cognitivo e processo da terapia;
3.1.4. regularizar as dificuldades do paciente e instaurar esperança;
3.1.5. avaliar quais são as expectativas do paciente quanto à terapia;
3.1.6. coletar informações sobre dificuldades do paciente;
3.1.7. utilizar essas informações na lista de metas.
4. 1- Anamnese/Avaliação Psicológica
4.1. Mesmo que seja considerada a primeira sessão, é importante destacar que as sessões da TCC começam após até 3 ou 4 sessões de avaliação psicológica, para que se tenha um diagnóstico do paciente;
4.2. Esse diagnóstico é importante para definir uma conceitualização inicial (como é o processamento da informação para esse paciente)
4.3. e o plano de tratamento, além de orientar sobre o que e como educar o paciente sobre o transtorno.
5. 2 - Conceitualização/Formulação de Caso
5.1. “A formulação de caso é uma teoria sobre um caso específico”. Sugere que a formulação seja entendida como o equivalente a uma soma de avaliação, diagnóstico, tratamento e plano de tratamento. Dessa forma, entendemos que a formulação é uma soma das informações coletadas, das conclusões às quais podemos chegar a partir destas primeiras, do plano de como resolver os problemas levantados e da própria execução desse plano. Essa visão, ao citar o tratamento entre os fatores incluídos na soma dois quais resulta a formulação, caracteriza a importância da formulação não só no início do tratamento, mas ao longo de todo ele.
5.2. ESTRUTURA DE UMA FORMULAÇÃO DE CASO:
5.2.1. diagnóstico e sintomas;
5.2.2. contribuições das experiências da infância e outras influências do desenvolvimento;
5.2.3. questões situacionais e interpessoais;
5.2.4. fatores médicos, biológicos e genéticos;
5.2.5. pontos fortes e qualidades;
5.2.6. padrões típicos de pensamentos automáticos, emoções e comportamentos;
5.2.7. esquemas subjacentes.
5.3. COMPONENTES DA FORMULAÇÃO DE CASO:
5.3.1. Identificação do paciente; Lista de problemas; Diagnóstico; Conceitualização Cognitiva; Hipótese de trabalho; Pontos fortes e recursos; Plano de tratamento.
5.4. CONCEITUALIZAÇÃO COGNITIVA
5.4.1. 1. Diagnóstico clínico e sintomas;
5.4.2. 2. aprendizagens e experiências da infância e outras influências do desenvolvimento que contribuem para os
5.4.3. problemas atuais;
5.4.4. 3. problemas atuais e os fatores estressores, questões situacionais e interpessoais;
5.4.5. 4. fatores biológicos, genéticos e familiares;
5.4.6. 3. pensamentos automáticos, crenças intermediárias e crenças centrais, emoções e comportamentos;
5.4.7. 6. visão de si, dos outros e do mundo.