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CPC 12 por Mind Map: CPC 12

1. AVP: tem como objetivo efetuar o ajuste para demonstrar o valor presente de um fluxo de caixa futuro. Esse fluxo de caixa pode estar representado por ingressos ou saídas de recursos (ou montante equivalente; por exemplo, créditos que diminuam a saída de caixa futuro seriam equivalentes a ingressos de recursos). Para determinar o valor presente de um fluxo de caixa, três informações são requeridas: valor do fluxo futuro (considerando todos os termos e as condições contratados), data do referido fluxo financeiro e taxa de desconto aplicável à transação.

2. Valor Presente é a estimativa do valor corrente de um fluxo de caixa futuro. no curso normal das operações da entidade.

3. Por que tenho que fazer o ajuste a valor presente?

3.1. As entidades, via de regra, vinham dando às transações a prazo o mesmo tratamento contábil das operações à vista, ignorando o custo do dinheiro ao longo do tempo, deixando de reconhecer despesas e receitas financeiras incluídas nas transações e apurando resultados distorcidos.

3.2. Assim, quanto maior for a taxa de juros embutida e o prazo de vencimento da operação, maior tenderia a ser a distorção causada pela falta do ajuste a valor presente.

3.3. Para corrigir isso, está previsto na Lei nº 11.638-07 que todos os elementos integrantes do ativo (e também do passivo), quando decorrentes de operações de longo prazo, sejam ajustados ao seu valor presente. Havendo efeitos relevantes, devem também ser ajustados os ativos e passivos decorrentes de operações de curto prazo.

4. Como exemplo, ativos e passivos são, normalmente, ajustados a valor presente:

4.1. Operações de Vendas a clientes e compras de fornecedores em prazos superiores ao ciclo operacional da empresa;

4.2. Operações de parcelamento de impostos com parcelas prefixadas;

4.3. Contingências passivas com liquidação em data futura.

5. VP = VF / (1+i)n

6. Não Ajustados a Valor presente

6.1. Impostos diferidos

6.2. Operações de vendas a clientes e compras de fornece dores em prazos condizentes com o ciclo operacional da empresa (30, 60, 90 dias);

6.3. Saldos credores de impostos, disponíveis para imediata compensação, mesmo que a realização seja prevista para data futura (ex., IR, IRRF, CSLL, PIS, COFINS, ICMS)

6.4. Operações com parcelamento de impostos cujas parcelas sejam atualizadas pela SELIC

6.5. REFIS e outros parcelamentos com liquidação atrela da a faturamento futuro;

6.6. Financiamentos dom BNDES e taxas inferiores das praticadas por outros bancos em outras modalidades de empréstimos;

6.7. Operações de mútuos entre empresas.

7. Mensuração

7.1. Ativos e passivos monetários com juros implícitos ou explícitos embutidos devem ser mensurados pelo seu valor presente quando do seu reconhecimento inicial, por ser este o valor de custo original dentro da filosofia de valor justo (fair value). Por isso, quando aplicável, o custo de ativos não monetários deve ser ajustado em contrapartida; ou então a conta de receita, despesa ou outra conforme a situação. A esse respeito, uma vez ajustado o item não monetário, não deve mais ser submetido a ajustes subsequentes no que respeita à figura de juros embutidos. Ressalte-se que nem todo ativo ou passivo não-monetário está sujeito ao efeito do ajuste a valor presente; por exemplo, um item não monetário que, pela sua natureza, não está sujeito ao ajuste a valor presente é o adiantamento em dinheiro para recebimento ou pagamento em bens e serviços.