EXAMES DO SISTEMA REPRODUTOR

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EXAMES DO SISTEMA REPRODUTOR por Mind Map: EXAMES DO SISTEMA REPRODUTOR

1. Feminino (ginecológico)

1.1. Órgãos externos

1.1.1. Vulva

1.1.1.1. Exame específico externo: observar a região perineal e vulvar, se há alterações de posição, forma, o grau de dilatação, fechamento e tamanho da vulva, se tem edemas, abcessos, hematomas ou ferimentos.

1.1.2. Vestíbulo

1.1.2.1. Observar a mucosa vestibular desde sua coloração, lesões, umidade e se há presença de nódulos.

1.2. Órgãos internos

1.2.1. Cérvix, útero e ovários

1.2.1.1. Palpação retal: auxilia na averiguação do tamanho, espessura, simetria, contratilidade, consistência e se há presença de conteúdo no útero.

1.2.1.1.1. Utilizado na visualização do ovário, determinando o estágio do ciclo estral, possibilitando examinar a evolução do crescimento folicular e a reversão do desenvolvimento do corpo lúteo.

1.2.1.2. Em gatas, cadelas e pequenos ruminantes é sugerido o exame de palpação digital.

1.2.1.3. Vaginoscopia auxilia na complementação do exame ginecológico de palpação retal.

1.2.1.4. Ultrassonografia é utilizada para obter acesso às estruturas fisiológicas e patológicas e para diagnóstico de doenças uterinas, como presença de fluidos intrauterino, cistos e irregularidades ovarianas (neoplasias, hematomas e folículos anovulatórios).

1.2.1.5. Citologia vaginal se utiliza em pequenos animais (gatas e cadelas) devido as descamações do epitélio vaginal que acompanha as mudanças hormonais do ciclo estral.

1.2.1.6. Exames histológicos ajudam no diagnóstico de problemas de infertilidade através de uma amostra uterina.

1.2.1.6.1. Citologia uterina e cervical são bastante utilizadas em grandes animais (bovinos e equinos).

1.2.1.7. Cultura e antibiograma devem ser realizados em casos de suspeitas de infecções genitais específicas ou não específicas.

1.2.1.8. Dosagem hormonal é um método de diagnóstico de distúrbios endócrinos ou de um estado fisiológico, realizado no soro, plasma sanguíneo, leite e fezes (alguns casos).

1.2.1.8.1. Os hormônios progesterona, estrógeno, FSH e LH e tireoidianos são principais averiguados.

2. Identificação

2.1. Raça, tatuagem, sexo, idade, peso, espécie, entre outros.

3. Exame clínico geral

3.1. Frequência cardíaca, respiratória, palpação de linfonodos, observar pele, anexos e mucosas e temperatura retal.

4. Exame laboratorial auxilia a determinar se a inflamação é infecciosa ou não.

4.1. Realizar uma biopsia do tecido, principalmente quando houver ulceração.

5. Masculino (andrológico)

5.1. Órgãos externos

5.1.1. Pênis, prepúcio, escroto, testículos, epidídimo, funículo espermático.

5.1.1.1. Alterações que devem ser observadas

5.1.1.1.1. Dor, irritação, calor local, descamação da mucosa, secreções purulentas, odor fétido abaixo do prepúcio.

5.1.1.1.2. Inflamação da glande do pênis pode ser indicativo de balanite.

5.1.1.1.3. Inflamação do prepúcio pode ser indicativo de postite.

5.1.1.2. Medição da bolsa escrotal

5.1.1.2.1. Avaliada em ruminantes, parâmetro importante relacionado com a sua produção de espermatozoides, quanto maior e pesado o testículo melhor sua produção espermática.

5.1.1.3. O exame se inicia com averiguação do escroto, se há presença de ectoparasitas, lesões e dermatites.

5.1.1.3.1. Seguimento da palpação dos testículos para examinar a presença, aspecto, simetria, sensibilidade e mobilidade.

5.1.1.4. Epidídimo deve estar unido aos testículos, por meio de palpação avalia-se a cabeça, corpo e cauda, para que o aspecto e simetria sejam avaliados.

5.1.1.5. Aumento da temperatura e volume pode ser indicativo de varicocele (termorregulação testicular) ou hérnia (alteração do volume).

5.1.1.6. Funículos espermáticos devem ser palpados para fazer a avaliação simétrica.

5.1.1.6.1. A dor e o aumento do volume pode estar relacionado com a torção do funículo espermático.

5.2. Órgãos internos

5.2.1. Hiperplasia prostática benigna acomete caninos e humanos, apresentam dificuldades em urinar e defecar, incômodo ao se sustentar sobre os membros posteriores e sinais de infecção urinária. Afeta principalmente no envelhecimento, tratando-se basicamente de uma divisão anormal das células e alteração no tamanho do órgão afetado.

5.2.1.1. Exames realizados são de palpação retal e abdominal, além disso, auxilia averiguar o aspecto, simetria e mobilidade da próstata. Também podemos utilizar a radiografia para observar o posicionamento e tamanho do órgão, mas há um desafio em fazer este procedimento devido à gordura e líquido que dificulta a visualização da hiperplasia.

5.2.2. Epidídimo, próstata e vesícula.

5.2.2.1. Epididimite é uma inflamação que acomete o epidídimo decorrente por ferimentos penetrantes. Degeneração ocorre de modo rápido, porém a sua recuperação ocorre de modo bem lento.

5.2.2.1.1. Exames clínicos e laboratoriais são bastante úteis para diagnosticar. A ultrassonografia é usada para visualizar as alterações da vesícula seminal.

5.2.2.2. Vasculite é uma inflamação que ocorre na vesícula seminal, acomete uma ou as duas vesículas, diagnosticada pela presença de gonorreia e pelo aparecimento de hematospermia (sangue no esperma).

5.2.2.2.1. Exame de palpação trasnretal auxilia no diagnóstico, notando a vesícula alargada, irregular, assimétrica e presença de tecido fibrótico.

6. Anamnese

6.1. Auxilia no ato do exame clínico, avalia-se a saúde geral, manejo, alimentação, uso de medicamentos e situação do rebanho.

7. Referência:

7.1. Artigo de ciências Animais- Conduta e orientação clinica (EXAME DO SISTEMA GENITAL DOS ANIMAIS) Autor: Andressa Salmazzo, Silvia Frrari.

7.2. Artigo Semiologia do Sistema Reprodutor (passado pela professora, mestra e Doutora em Medicina Veterinária, reprodução animal, PRISCILA CHEDIEK DALL´ACQUA.

7.3. Artigo sobre Hiperplasia Prostática Benigna- HPB, Autor: Tatiana Lika Franco da Rocha.