1. Abomaso
1.1. É o “estômago verdadeiro”. Tem uma mucosa mais úmida do que os outros pré-estômagos, com pregas longas e altas. Está localizado ventralmente ao omaso, do lado direito do rúmen.
1.2. Faz a digestão química através do suco gástrico.
1.3. É onde ocorre a digestão de proteínas e bactérias vindas do rúmen.
1.4. Secreta ácido clorídrico e enzimas digestivas que iniciam a digestão do alimento ingerido.
2. Omaso:
2.1. Localiza-se do lado direito do retículo-rúmen, apresenta formato esférico.
2.2. Faz a absorção de água, minerais e ácidos graxos voláteis e reduz partículas alimentares.
2.3. É um órgão selecionador.
2.4. Faz contrações omasais que comprimem e trituram o alimento, fazendo a passagem para o abomaso.
3. Intestino Delgado:
3.1. É constituído por 3 porções sendo duodeno (porção ativa de digestão e absorção), jejuno (porção para absorção) e íleo (porção para absorção e reabsorção).
3.2. Onde ocorre a maior parte da digestão e absorção dos nutrientes. As paredes internas são revestidas por inúmeras projeções papilares chamadas vilosidades, que servem para aumentar a superfície de absorção destes nutrientes.
3.3. Intensa atividade metabólica.
3.4. Passagem do que não foi absorvido para o intestino grosso.
3.5. Onde termina a digestão química.
4. Intestino Grosso
4.1. Compreende o ceco, cólon, reto e anûs. O ceco tem características gerais do intestino grosso, o colón é maior que todo o intestino delgado e o reto apresenta muitas células caliciformes, já o ânus é uma junção muco-cutânea.
4.2. O processo de decomposição, síntese e conversão são mediadas por enzimas bacterianas.
4.3. Sua principal função é a absorção de água e eletrólitos.
4.4. Fermentação de substrato restante.
4.5. Forma o bolo fecal.
5. Reto e ÂNUS
5.1. Porção final do intestino grosso, apresenta uma dilatação cranial a sua abertura (ânus) que se chama ampola retal.
5.2. Elimina o bolo fecal
6. Boca:
6.1. Local de apreensão e preparo do alimento após a ingestão.
6.2. Tem importância vital para a digestão em ruminantes porque reduz o material vegetal a partículas menores, permitindo assim o ataque microbiano do rúmen aos carboidratos estruturais.
6.3. Tem o limite dorsalmente até o palato duro.
6.4. Presença de papilas cônicas na parte interna da bochecha que ajudam a segurar o alimento.
6.5. Auxilia a trituração, além de segurar e misturar o alimento com a saliva.
7. Cavidade Oral:
7.1. Língua:
7.1.1. Impede a volta do alimento devido a aspereza lingual com papilas.
7.1.2. Faz a deglutição do alimento por meio do esôfago até o rúmen.
7.1.3. Principal órgão prensor, tendo em vista que os ruminantes não possuem dentes caninos nem incisivos superiores, a língua funciona como um êmbolo, apreendendo e conduzindo o alimento até a boca.
7.1.4. Faz uma nova deglutição do bolo alimentar por meio do esôfago até o omaso.
7.1.5. Importância vital para os ruminantes, visto que é o órgão que apreende o alimento, então em caso de infecção ou um simples corte, o animal terá problemas na ingestão de alimentos, ocasionando assim futuros problemas.
7.2. Dentes:
7.2.1. Estruturas complexas que estão em constante erupção.
7.2.2. Responsáveis pela mastigação dos alimentos, que tem como finalidade a redução dos alimentos e mistura-las com a saliva para facilitar a deglutição.
7.2.3. Se algum alimento estiver com partículas grandes, ocorre a regurgitação, que acontece do retículo até a boca novamente.
7.2.4. Na regurgitação ocorre a produção de saliva e regulação do ph.
7.2.5. Importância se deve pelo fato de que alimento com partículas menores apresenta um espaço maior de sucos digestivos, assim facilitando a digestão.