1. Condicionantes do processo de alfabetização:
1.1. A língua escrita não é uma mera representação da língua oral.
1.2. O processo de alfabetização não é neutro. Há fatores políticos inseridos nesse processo.
1.3. A formação do alfabetizador exige uma preparação que leve em consideração os facetas psicológica, psicolinguística e linguística, em seus condicionamentos sociais, culturais e políticos.
2. Alfabetização e cidadania
2.1. O acesso à leitura e à escrita não é imprescindível ao exercício da cidadania, nem mesmo à sua conquista.
3. Língua escrita, sociedade e cultura: relações dimensões e perspectivas:
3.1. Não basta saber ler e escrever. É necessário fazer uso social dessa tecnologia.
3.2. Alfabetismo: dimensões e relações
3.2.1. Dimensão individual: Traduzi sílabas em sons. As habilidades e conhecimentos de escrita estendem-se a habilidade de simplesmente transcrever sons até a capacidade de comunicar-se adequadamente.
3.2.2. Dimensão social: O alfabetismo não é apenas, nem essencialmente, um estado ou condição pessoal; é, sobretudo, uma prática social; o alfabetismo é o que as pessoas fazem com as habilidades e conhecimentos de leitura e escrita.
3.2.3. O conceito de alfabetismo depende de como a leitura e escrita são concebidas e práticas em determinado contexto social.
3.2.3.1. Alternativas revolucionárias
3.2.4. O estudo do alfabetismo tem de ser multidisciplinar.
3.3. O alfabetismo tem o poder de promover o progresso social e individual.
3.3.1. O alfabetismo torna-se responsável pelo desenvolvimento cognitivo e econômico, pela mobilidade social, pelo progresso profissional e pela promoção de cidadania.
4. O foco em elementos instrumentais
4.1. É preciso cochecer o valor da língua escrita para as camadas populares, para que se possa compreender o significado que tem, para as crianças pertencentes a essas camadas.
5. Alfabetização
5.1. Dois pontos de vista:
5.1.1. Decodificação mecânica:
5.1.1.1. Representação de fonemas em grafemas
5.1.1.2. Representação em grafemas de fonemas
5.1.2. Método global:
5.1.2.1. Processo de compreensão e expressão de significados por meio do código escrito.
5.1.2.1.1. A língua escrita não é uma mera representação da língua oral.
5.1.2.1.2. O conceito de alfabetização depende de características culturais, econômicas e tecnológicas.
5.2. A natureza do processo de alfabetização
5.2.1. Alfabetização não é uma habilidade, mas sim um conjunto de habilidades.
5.2.1.1. Vários pesquisadores têm estudado a alfabetização à luz dos processos de aquisição de conhecimento.
5.2.1.1.1. Perspectiva cognitiva
5.2.1.1.2. Perspectiva sociolinguística
5.2.2. O processo de alfabetização significa, do ponto de vista linguístico, um progressivo domínio de regularidade e irregularidades.
5.3. Em busca da qualidade em alfabetização: em busca... de quê?
5.3.1. Avalia-se o desempenho da criança em comportamentos de leitura e escrita, e considera-se esse desempenho como indicador de qualidade do processo de alfabetização.
5.3.2. Ninguém está no "nível zero" da aprendizagem.
6. O fracasso em alfabetizar
6.1. Perspectiva funcional voltada para as funções sociais da escrita
6.1.1. As diferenças entre o dialeto padrão e os dialetos não padrão têm sido apontados como causas do fracasso escolar das crianças das camadas populares.
6.1.2. O processo de aquisição da língua escrita, na escola, é desde o primeiro momento, um processo de desaprendizagem da escrita com as funções de interação autor/leitor.