Câncer do Sistema Nervoso Central

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Câncer do Sistema Nervoso Central por Mind Map: Câncer do Sistema Nervoso Central

1. O que aumenta o risco?

1.1. É uma doença multifatorial, causada pela soma de várias alterações genéticas.

1.2. Algumas dessas alterações são adquiridas durante a vida, por predisposição ou por exposição. Outras são hereditárias (neurofibromatose).

1.3. Fatores que aumentam o risco:

1.3.1. 1- Exposição a radiação ionizante

1.3.2. 2- Deficiência do sistema imunológico.

1.3.3. 3- Em estudo: traumatismo craniano, várias substâncias químicas, consumo de aspartame (tipo de adoçante artificial)

1.3.4. 4- Exposição a arsénico, chumbo, mercúrio, óleo mineral e HPA.

1.3.5. 5- Trabalhar na indústria petroquímica (combustíveis), nas indústrias da borracha, plástico, gráfica, papel, têxtil, e de agrotóxicos; refinaria, usina nuclear, produção e reparo de veículos a motor, na prestação de serviços elétricos e de telefonia e na agricultura.

1.3.6. 6- Campos magnéticos de muita baixa frequência (<3 mG) parecem estar ligados a glioblastomas em homens, mas não nas mulheres.

2. Detecção Precoce

2.1. Não existe exame de rotina padronizado para detecção precoce.

2.2. Investigar Sinais e Sintomas, tais como:

2.2.1. - Perda de funções neurológicas;

2.2.2. - Dores de cabeça;

2.2.3. - Náuseas e vômitos;

2.2.4. -Convulsões;

2.2.5. - Dificuldades de equilíbrio;

2.2.6. - Visão turva;

2.2.7. - Mudanças de comportamento;

2.2.8. - Sonolência acentuada e coma.

3. Tratamento

3.1. Os tumores do Sistema Nervoso Central têm tratamento complexo e que envolve vários profissionais de saúde diferentes, como fisioterapeuta, enfermeiro, fonoaudiólogo e nutricionista. O tratamento começa com o neurocirurgião e envolve algum procedimento neurocirúrgico para remoção do tumor ou de fragmento de tecido para biópsia. O material retirado na cirurgia é examinado pelo médico patologista para chegar ao diagnóstico definitivo, que vem por escrito no laudo histopatológico. Os próximos passos e a evolução vão depender do tipo específico do tumor, que consta no laudo da patologia. A partir daí, o tratamento geralmente envolve o oncologista clínico, com o planejamento da quimioterapia, e o radioterapeuta, com as sessões de radioterapia. Todo o seguimento e acompanhamento serão feitos em conjunto pelo neurocirurgião, pelo oncologista clínico e pelo radioterapeuta. Outras especialidades médicas podem ser necessárias também durante o acompanhamento.

4. Estatisticas

4.1. Estimativas de novos casos

4.1.1. 11.090, sendo 5.780 homens e 5.220 mulheres (2020-Inca)

4.2. Número de mortes

4.2.1. 9.309, sendo 4.803 homens e 4.506 mulheres (2018 - Atlas de Mortalidade por Câncer - SIM).

5. Tipo do Câncer

5.1. Os tumores do SNC devem-se ao crescimento de células anormais nos tecidos do cérebro e medula espinhal.

5.2. Representa de 1,4 a 1,8% de todos os tumores malignos no mundo.

5.3. Cerca de 88% dos tumores são no cérebro.

6. Sinais e Sintomas

6.1. Perda de funções neurológicas: (déficits focais) quando a perda de força ou tato nos membros; de visão ou de audição; alterações da fala ou da capacidade intelectual; ou de comportamento em relação ao padrão normal da pessoa.

6.2. Dor de cabeça com alarmes: surgimento de uma dor de cabeça nova, mudança do tipo de dor de cabeça, piora da intensidade, aumento da frequência, ou quando a dor é fixa.

6.3. Epilepsia ou outras crises convulsivas

7. Como prevenir?

7.1. Até o momento, não existem medidas definidas para a prevenção específica dos tumores de SNC.

8. Diagnóstico

8.1. As informações dadas pelo paciente e pelos familiares, aliadas aos exames físico e neurológico realizados na consulta médica serão fundamentais para as suspeitas de tumor do SNC.

8.2. Os exames de imagem com Tomografia Computadorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM) com contraste são os principais na investigação dessas doenças. Existem estudos especiais, mais aprofundados, realizados com a TC e a RM, tais como: a AngioTC e a AngioRM, a espectroscopia, permeabilidade, difusão, perfusão e outros.