ENTEROPARASITOSES

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ENTEROPARASITOSES por Mind Map: ENTEROPARASITOSES

1. TRICURÍASE

1.1. Agente causador

1.1.1. infecção causada por Trichuris trichiura

1.2. Ciclo Biológico

1.2.1. 1) início quando os ovos desse parasita são liberados nas fezes para o ambiente. 2) No solo, os ovos passam por um processo de maturação, até que se tornam infectantes. 3) ovos maduros podem ser ingeridos pelas pessoas através do consumo de água e alimentos contaminados e eclodem no intestino, onde sofrem processo de maturação e diferenciação entre macho e fêmea, que reproduzem-se e dão origem a novos ovos. 4)Na fase adulta, esse parasita fica aderido à mucosa do intestino, não sendo eliminado nas fezes.

1.3. Epidemiologia

1.3.1. Afecção por nematódeos de distribuição cosmopolita, frequentemente associada a outras verminoses, como ascaridíase. É a 3ª infecção parasitária mais comum. Estima-se que 604 a 795 milhões de pessoas estejam infectadas em todo o mundo.

1.4. Manifestações clínicas

1.4.1. Diarreia crônica, que pode ou não vir acompanhada de muco ou sangue misturado às fezes. Distensão abdominal, enjoos, perda de peso, flatulência e anemia Um sinal físico comum é o baqueteamento digital, que é um alargamento da ponta dos dedos e da unha. Outro sinal típico, geralmente presente em crianças com contaminação maciça, é o prolapso retal, uma protusão de parte do reto através do ânus. .

1.5. Profilaxia

1.5.1. Medidas básicas de higiene como lavar as mãos antes de preparar refeições, antes de comer, e sempre antes e depois de ir ao banheiro, além de ser recomendado evitar molhar-se em água que possa estar contaminada

2. ASCARIDÍASE

2.1. Agente causador

2.1.1. parasita chamadoAscaris lumbricoides

2.2. Ciclo Biológico

2.2.1. 1- A ingestão de água ou alimento (frutas e verduras) contaminados pode introduzir ovos de lombriga no tubo digestório humano. 2- No intestino delgado, cada ovo se rompe e libera uma larva. 3- Cada larva penetra no revestimento intestinal e cai na corrente sanguínea, atingindo fígado, coração e pulmões, onde sofre algumas mudanças de cutícula e aumenta de tamanho. 4- Permanece nos alvéolos pulmonares podendo causar sintomas semelhantes ao de pneumonia. 5- Ao abandonar os alvéolos passam para os brônquios, traqueia, laringe (onde provocam tosse com o movimento que executam) e faringe. 6- Em seguida, são deglutidas e atingem o intestino delgado, onde crescem e se transformam em vermes adultos. 7- Após o acasalamento, a fêmea inicia a liberação dos ovos. Cerca de 15.000 por dia. Todo esse ciclo que começou com a ingestão de ovos, até a formação de adultos, dura cerca de 2 meses. 8-Os ovos são eliminados com as fezes. Dentro de cada ovo, dotado de casca protetora, ocorre o desenvolvimento de um embrião que, após algum tempo, origina uma larva. 9- Ovos contidos nas fezes contaminam a água de consumo e os alimentos utilizados pelo homem.

2.3. Epidemiologia

2.3.1. Está entre os helmintos intestinais mais prevalentes em seres humanos. Estima-se que cerca de 22% da população mundial (mais de 1 bilhão de pessoas) estejam infectados e 10% do total de indivíduos parasitados encontrem-se na América Latina

2.4. Manifestações clínicas

2.4.1. Dor de barriga, diarreia, náuseas, falta de apetite ou nenhum sintoma. Quando há grande número de vermes pode haver quadro de obstrução intestinal. A larva pode contaminar as vias respiratórias, fazendo o indivíduo apresentar tosse, catarro com sangue ou crise de asma. Se uma larva obstruir o colédoco pode haver icterícia obstrutiva.

2.5. Profilaxia

2.5.1. Medidas de saneamento básico Tratamento de todos os portadores da doença.

3. AMEBÍASE

3.1. Agente causador

3.1.1. protozoário unicelular Entamoeba histolytica

3.2. Ciclo Biológico

3.2.1. 1) Ingestão de cistos do parasita por meio de alimentos ou água contaminada; 2) Cisto maduro; 3) Degradação do cisto dentro do intestino; 4) Geraçao de trofozoítos (estágio adulto do protozoário) que migram para o intestino grosso; 5) Reprodução dos trofozoítos por fissão binária ou bipartição (reprodução assexuada dos organismos unicelulares); 6) Trofozoítos atravessam a parede do intestino grosso invadindo a mucosa intestinal; 7) na corrente sanguínea atacam outros órgãos como o fígado, os pulmões e o cérebro; 8) Enquistamento (conversão em cistos); 9) Cisto imaturo; 10) Cisto com 4 núcleos; 11) Os cistos saem do hospedeiro através das fezes.

3.3. Epidemiologia

3.3.1. Estima-se que mais de 10% da população mundial está infectada por E. dispar e E. histolytica, que são espécies morfologicamente idênticas, mas só a última é patogênica, sendo a ocorrência estimada em 50 milhões de casos invasivos/ano. No Pará, a amebíase é considerada um importante problema de saúde pública, visto que numerosos casos de formas invasivas, inclusive amebíase hepática

3.4. Manifestações clínicas

3.4.1. 1.Amebíase intestinal, onde se evidencia a colite não-disentérica; colite disentérica (disenteria amebiana) com dor abdominal, dez ou mais evacuações diárias de fezes líquidas muco sanguinolentas, náuseas, vômitos, tenesmo e febre; colite fulminante e colite amebiana crônica; 2.Amebíase extra-intestinal, com maior frequência dos abscessos hepáticos. Outros sítios extra-intestinais de envolvimento são o pericárdio, sistema nervoso central, pulmão e pele.

3.5. Profilaxia

3.5.1. saneamento básico, ingestão de água tratada ou fervida e de frutas e verduras bem lavadas, higiene pessoal e tratamento dos doentes

4. GIARDÍASE

4.1. Agente causador

4.1.1. Protozoário flagelado - Giardia duodenalis (G.lamblia, G. intestinalis)

4.2. Ciclo Biológico

4.2.1. 1)Inicia com a eliminação de cistos nas fezes e posteriormente contaminação do novo hospedeiro; 2) Após a contaminação inicia o desencistamento no estômago, que se completa no duodeno e jejuno; 3) Multiplica-se no jejuno e logo inicia-se o encistamento para ser eliminado pelas fezes; 4) Esses cistos permanecem no solo ou na água, até mesmo em piscinas, por mais de 3 meses

4.3. Epidemiologia

4.3.1. - A giardíase está distribuída por todo o planeta, sobretudo em regiões tropicais e subtropicais. No Brasil sua prevalência varia de 12,4% a 50%, dependendo do estudo, da região e da faixa etária pesquisada, predominando nas crianças entre zero e seis anos.

4.4. Manifestações clínicas

4.4.1. - diarreia aquosa fétida, cólicas e distensão abdominais, flatulência e eructação, náuseas intermitentes, desconforto epigástrico e, algumas vezes, leve grau de mal-estar e anorexia

4.5. Profilaxia

4.5.1. acesso a adequadas condições de saneamento, ingestão de água tratada ou fervida, cuidados com a higiene pessoal e adequada preparação e conservação dos alimentos. Além disso, são importantes o controle de insetos e o adequado diagnóstico e tratamento dos doentes, visando interromper a cadeia de transmissão