Promoção da saúde e prevenção de incapacidades funcionais dos idosos na estratégia de saúde da f...

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Promoção da saúde e prevenção de incapacidades funcionais dos idosos na estratégia de saúde da família: a contribuição da fisioterapia. por Mind Map: Promoção da saúde e prevenção de incapacidades  funcionais dos idosos na estratégia de saúde da família: a  contribuição da fisioterapia.

1. A proposta dos NASF enseja a incorporação efetiva de novas práticas – destaquemos a fisioterapia, a nutrição e a psicologia –, que estão excluídas do desenho organizacional da proposta de equipes de atenção básica da ESF, e possibilita pensar e estimular a inserção qualificada dos fisioterapeutas, que, atuando na lógica da promoção da saúde, e por meio do apoio matricial, pode qualificar sua atuação, rompendo com as amarras convencionais que os colocam sempre no ‘lugar’ da reabilitação física. Estas são perspectivas que permitem pensar uma transformação qualitativa das ações de saúde e um redesenho e uma realocação do próprio núcleo de atuação que ainda predomina na formação desses profissionais, ensejando possibilidades de transformação da atenção à saúde da população brasileira, e, em especial, dos idosos.

2. Fisioterapia

3. Cabe mencionar, ainda, que 5% das quedas resultam em fraturas; 5% a 10% resultam em ferimentos importantes, necessitando cuidados médicos, e, quando hospitalizados, permanecem internados o dobro do tempo se comparados aos que são admitidos por outra razão. Sendo assim, a medida da capacidade funcional tem sido utilizada, progressivamente, como um novo indicador de saúde.

3.1. Estudos comprovam que a realização de exercícios físicos pode prevenir e/ou amenizar não só o enfraquecimento, mas também o encurtamento muscular, melhorando, assim, a capacidade funcional de idosos, por exemplo, treinaram idosos com idades até 72 anos, durante 12 semanas.

3.1.1. Obtiveram como resultado um aumento de 5%, em média, da força muscular por dia de treinamento. Esta taxa de aumento da força muscular, por sessão, é semelhante ao ganho de força de jovens com idades de 28 anos, em média, após semelhante protocolo de treinamento. Avaliaram o ganho de força pós programa de fortalecimento de participantes com idades muito avançadas (85 a 97 anos). Eles realizaram um treinamento de resistência progressivo por 12 semanas e puderam verificar que a força máxima do músculo treinado aumentou 107%, ou seja, mesmo em indivíduos muito idosos, há respostas positivas quanto ao aumento na força pós-treinamento. Outros estudos constataram que o aumento na flexibilidade e na força promove melhora na capacidade funcional de idosos.

4. Introdução

4.1. O envelhecimento da população é um fenômeno de amplitude mundial crescente. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo, prevê que em 2025 existirão 1,2 bilhões de pessoas na terceira idade, sendo que os muito idosos (com 80 ou mais anos) constituem o grupo etário de maior crescimento (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2001). No caso brasileiro, este é um fenômeno de magnitude e importância crescentes, pois a população com idade igual ou superior a 60 anos já é da ordem de 15 milhões de habitantes e se prevê que este número praticamente dobre antes de decorrida mais uma década.

5. Queda da força muscular e incapacidade funcional.

5.1. Há várias alterações estruturais associadas ao processo de envelhecimento (EVANS, 1999), que incluem, além da degeneração dos processos homeostáticos como digestão e absorção, mudanças em componentes físicos como força muscular, equilíbrio e audição. Dentre as principais alterações musculares, uma das mais graves é a queda ou diminuição na força muscular. A capacidade da musculatura esquelética de gerar força declina progressivamente com a idade, embora não seja devida ao processo de envelhecimento; inicia-se, na verdade, por volta dos 20 anos de idade. Entre 20 e 80 anos, há uma queda de 35% a 40% da massa muscular. A queda na produção de força do idoso é consequência da perda de massa muscular (sarcopenia) que ocorre principalmente com as fibras de contração rápida (Tipo II), gerando atrofia, ou seja, diminuição no diâmetro e no comprimento muscular (flexibilidade). Portanto, a massa muscular do idoso é menos flexível, mais lenta e mais fraca, gerando déficits funcionais.

5.2. A redução da força muscular em idosos é a maior causa do aumento na prevalência de incapacidades funcionais definem incapacidade funcional como a presença de dificuldade no desempenho de atividades da vida cotidiana. A fraqueza muscular resulta em riscos aumentados de sofrimento de quedas.

6. Considerações Finais

6.1. As práticas de saúde ainda são predominantemente centradas na assistência e não na prevenção. O envelhecimento e, em especial, suas sequelas físicas são fortemente suscetíveis às práticas de promoção e de prevenção. Ao considerarmos o enorme potencial da incorporação de ações de promoção da atividade física e laboral nas ações das equipes de saúde da família, isto é, ao vislumbrarmos o potencial de gerar ações voltadas para a prevenção a partir das experiências individuais de sofrimento, daremos passos importantes para a consolidação das mudanças nas práticas e nos arranjos dos serviços.