1. Indicações: Dentes c/ tratamento endodôntico, nas seguintes situações:
1.1. Dentes c/ raízes fragilizadas
1.2. Dentes c/ grande perda tecidual e que são guias de desoclusão
1.3. Dentes c/ grande perda tecidual e que são pilares p/ prótese parcial fixa (PPF)
1.4. Dentes anteriores c/ grande perda tecidual
1.5. Dentes posteriores c/ grande perda tecidual e necessidade de ancoragem intra-radicular p/ retenção da restauração
2. Materiais:
2.1. Pinos fibra de vidro: Constituídos de aproximadamente 42% de fibras de vidro longitudinais envoltas em uma matriz de resina epóxica (29%) e partículas inorgânicas (29%)
2.2. Pinos metálicos: Confeccionados em ligas de aço inoxidável, titânio, ligas nobres ou ligas alternativas
2.3. Pinos cerâmicos: Confeccionados à base de cerâmicas fundíveis e/ou prensadas, possuem grande rigidez
2.4. Pinos fibra de vidro: Constituídos de aproximadamente 42% de fibras de vidro longitudinais envoltas em uma matriz de resina epóxica (29%) e partículas inorgânicas (29%)
3. Objetivos da restauração com pino intra-radicular:
3.1. Retenção e estabilidade dos materiais restauradores coronários
3.2. Permitir melhor distribuição de forças
3.3. Retenção p/ núcleo de preenchimento
4. Definição:
4.1. Os retentores indiretos podem ser cerâmicos ou fundidos.
4.2. Para os dentes unirradiculares, pode-se confeccionar o RIR moldando-se todo o conduto desobturado com resina acrílica preparada, usando-se esta mesma resina para a confecção do núcleo.
4.3. Para os dentes multirradiculares pode-se obter o RIR separando-o em duas partes (núcleo bipartido), cimentando-o em duas etapas.
4.4. Outra maneira seria o RIR transfixado, onde o pino do canal de maior volume irá transpassar a porção coronária do núcleo.
4.5. O RIR pode ser confeccionado pela técnica indireta, moldando-se os condutos com silicona e confeccionando-se o núcleo em laboratório, podendo este ser bipartido ou transfixado, tendo sido esta técnica utilizada por nós para a confecção de coroa metalo-cerâmica sobre RIR fundido.
5. Métodos:
5.1. Realização de moldagem, confecção do provisório e enviar a moldagem para laboratório de prótese
5.2. Realizar cimentação do provisório
5.3. Em outra sessão, realizar prova e cimentação da restauração indireta
5.4. Indiretos: Feitos em 2 sessões clínicas, interpostas por 1 sessão laboratorial. São anatômicos (reproduzem melhor a morfologia interna do canal), podem ser metálicos, cerâmicos e fibra de vidro.
5.5. Semidiretos: Feitos em 1 sessão clínica. Demandam modelagem do canal com o próprio pino, acrescido de resina composta, são de fibra de vidro.
5.6. Diretos: São pré-fabricados (estão disponíveis em diversos tamanhos, formatos e materiais), podem ser metálicos, cerâmicos, fibra de vidro e fibra de carbono.