Mecanismos de ação dos antimicrobianos

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Mecanismos de ação dos antimicrobianos por Mind Map: Mecanismos de ação dos antimicrobianos

1. Vários são os possíveis alvos para os agentes anti microbianos. O conhecimento dos mecanismos de ação destes agentes permite entender sua natureza e o grau de toxicidade seletiva de cada droga.

2. inibição da tradução

2.1. São geralmente bastante seletivos. Correspondem a um dos principais grupos de agentes antimicrobianos, uma vez que a síntese protéica corresponde a processo altamente complexo, envolvend várias etapas e diversas moléculas e estruturas.

2.2. Estreptomicina e gentamicina: ligam-se à subunidade ribossomal 30S, bloqueando-a e promovendo erros na leitura do mRNA. Interferem com a formação do complexo de iniciação.

2.3. Tetraciclina: liga-se à subunidade ribossomal 30S (sítio A), impedindo a ligação do aminoacil-tRNA.

2.4. Cloranfenicol: liga-se à subunidade ribossomal 50S e inibe a ligação do tRNA e da peptidil transferase, inibindo a elongação.

2.5. Eritromicina: liga-se à subunidade ribossomal 50S e inibe a elongação.

3. Antagonismo metabolico

3.1. Geralmente ocorre por um mecanismo deinibição competitiva.

3.2. Sulfas e derivados: inibição da síntese do ácido fólico, pela competição com o PABA.

3.3. Trimetoprim: bloqueio da síntese do tetrahidrofolato, inibindo a dihidrofolato redutase.

3.4. Isoniazida: afeta o metabolismo do NAD ou piridoxal, inibe a síntese do ácido micólico - "fator corda".

4. Como evitar a resistência aos antimicrobianos?

4.1. nunca use antibióticos sem a indicação do médico ou dentista;

4.2. use a dose que foi prescrita e nos horários corretos (usar doses maiores não acelera a cura);

4.3. nunca pare o tratamento antes do prazo indicado, mesmo que os sintomas tenham melhorado;

4.4. não use antibióticos fora do prazo de validade (podem não fazer efeito e causar resistência bacteriana);

4.5. evite guardar sobras de antibióticos em casa, pois a quantidade geralmente não é suficiente para um novo tratamento.

5. Ligação à Membrana Citoplasmática

5.1. São agentes antimicrobianos que muitas vezes exibem menor grau de toxicidade seletiva.

5.2. Polimixinas: Ligam-se à membrana, entre os fosfolipídeos, alterando sua permeabilidade (detergentes). São extremamente eficientes contra Gram negativos, pois afetam tanto a membrana citoplasmática como a membrana externa.

5.3. Ionóforos: Moléculas hidrofóbicas que se imiscuem na membrana citoplasmática, permitindo a difusão passiva de compostos ionizados para dentro ou fora da célula.

6. Inibição da síntese de ácidos nucléicos

6.1. Seletividade variável.

6.2. Novobiocina: se liga a DNA girase, afetando o desenovelamento do DNA, impedindo sua replicação.

6.3. Quinolonas: inibem a DNA girase, afetando a replicação, transcrição e reparo.

6.4. Rifampicina: ligação à RNA polimerase DNA-dependente, bloqueando a transcrição.

7. Inibição da síntese da Parede Celular

7.1. Estes agentes antimicrobianos correspondem aos mais seletivos, apresentando um elevado índice terapêutico.

7.2. Penicilinas, ampicilina e cefalosporinas: contém em sua estrutura um anel b-lactâmico, que interage com proteínas denominadas PBPs (Penicillin Binding Protein), inibindo a enzima envolvida na transpeptidação, responsável pela ligação entre as cadeias de tetrapeptídeos do peptideoglicano. Com isso, há o impedimento da formação das ligações entre os tetrapeptídeos de cadeias adjacentes de peptideoglicano, ocasionando uma perda na rigidez da parede celular. Acredita-se também que tais drogas podem atuar promovendo a ativação de enzimas autolíticas, resultando na degradação da parede.

7.3. Bacitracina: interfere com a ação do carreador lipídico que transporta os precursores da parede pela mebrana. Resulta na não formação das ligações entre o NAM e NAG.

7.4. Vancomicina: liga-se diretamente à porção tetrapeptídica do peptideoglicano. É ainda a droga de escolha para linhagens resistentes de S. aureus.

8. Peça sempre orientação ao profissional de saúde!

8.1. alguns antibióticos são mais bem tolerados quando tomados com as refeições; outros devem ser tomados com o estômago vazio. O profissional de saúde orientará sobre a melhor maneira de usá-los para que a cura ocorra com o mínimo de efeitos colaterais;

8.2. certas pessoas têm alergia a alguns tipos de antibióticos, por isso, lembre-se sempre de contar ao profissional de saúde sobre as alergias que já teve;

8.3. a maioria dos casos de dor de garganta, gripe e diarréia não necessita de tratamento com antibióticos, pois geralmente são causados por vírus.