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ARRITMIAS por Mind Map: ARRITMIAS

1. 1 - Estabilização do paciente: MOVE 2 - Diagnóstico: realizar ECG 3 - Avaliar sinais de instabilidade clínica: estado mental, dor torácica, choque, hipotensão, sinais de ICC aguda. 4 - Investigar causas: embolia pumonar, infecção, sangramento, choque, distúrbios hidroeletrolíticos, históricos de doença cardíaca ou pulmonar, uso de medicações e drogas ilícitas. 5 - Realizar exames laboratoriais direcionados (enzimas cardíacas, gasometria, eletrólitos, função renal). 6 - CVE: se necessário. Reverte taquicardias instáveis e está indicada para revefsão imediata da arritmia. 7 - Tratamento clínico: tratar causas bases (por exemplo administração de volume necessário em caso de choque).

2. TRATAMENTO

2.1. FIBRILAÇÃO VENTRICULAR

2.1.1. Desfribilação elétrica

2.2. ASSISTOLIA

2.2.1. Adrenalina

2.3. TAQUICARDIA VENTRICULAR

2.3.1. Estáveis hemodinamicamente: antiarrítmicos

2.3.2. Não estáveis: cardioversão elétrica

2.4. TAQUICARDIA POR REENTRADA NODAL

2.4.1. Manobras vagais ou adenosina.

2.5. FIBRILAÇÃO ATRIAL E FLUTTER ATRIAL

2.5.1. Se duração <48hrs e paciente estável: inicia controle da FC com betabloqueador ou bloqueador do canal de cálcio. Se duração >48 hrs e paciente estável: betabloqueador ou bloqueador do canal de cálcio e anticoagulação com heparina.

2.6. EXTRASSÍSTOLES ATRIAIS

2.6.1. Clínico com a remoção do fator extra cardíaco.

2.7. TAQUICARDIA SINUSAL

2.7.1. Se houver causa orgânica, tratar ela primeiro.

3. CONDUTA INICIAL

4. DEFINIÇÃO

4.1. Arritmias e taquicardias são alterações cardíacas definidas pela FC > 100bpm.

5. TAQUICARDIA

5.1. CAUSAS

5.1.1. CARDÍACAS

5.1.1.1. Arritmias, insuficiência cardíaca, miocardites e miocardiopatias.

5.1.2. NÃO CARDÍACAS

5.1.2.1. Hipertensão arterial, hipertireoidismo, anemia, esforço físico, emoções, Síndrome do Pânico e tóxicas (café, medicações e outros)

5.2. TIPOS

5.2.1. Palpitações de Esforço

5.2.1.1. Começam com os esforços e desaparecem após um repouso

5.2.2. Palpitações relacionadas à Alteração de Ritmo Cardíaco

5.2.2.1. São as arritmias, que poderão ser diferenciadas apenas pela forma que o paciente descreve como ela acontece. Por exemplo: se o paciente relatar que há falhas, arrancos e tremores, a arritmia é a extrassístólica. Quando ele descreve que inicia e termina abruptamente, provavelmente estaremos diante de um quadro de Taquicardia Paroxística. E aquelas que possuem início súbito e gradual, indicam quadro de taquicardia sinusal, comum em quadros de ansiedade.

5.2.3. Palpitações relacionadas Transtornos emocionais

5.2.3.1. Acompanhada por outros sintomas como precordialgia e dispneia suspirosa - sendo um quadro típico de paciente com ansiedade e/ou depressão, na qual a Síndrome da Astenia Neurocirculatória é caracterizada.

5.3. DIAGNÓSTICO

5.3.1. ANAMNESE

5.3.1.1. -Qual a frequência? *Se forem sustentadas, rápidas e irregulares podem nos levar a suspeitar de uma Fibrilação Atrial ou Flutter Atrial. -Como é o ritmo? -Qual horário ela aparece? *Se forem pela manhã avaliar risco de apneia do sono e fibrilação atrial por exemplo, na qual o paciente acorda com palpitações. -Como é a instalação e o desaparecimento? -Foi feito uso de café/chá/medicamento/drogas?

5.3.2. EXAME FÍSICO

5.3.2.1. -Avaliar coloração da pele e mucosas (se está pálida ou não) e se existem sinais de hipertireoidismo, como: pele quente e úmida, exoftalmia. -Aferir FC e avaliar o ritmo *O ritmo sinusal, é o mais frequente nos quadros de palpitação -Aferir a Pressão Arterial -Palpar o pulso venoso jugular -Exame cardíaco: a ausculta será fundamental par avaliar bulhas e sopros. A presença desses sinais, sugerem doença cardíaca estrutural, e pode nos ajudar a pensar em taquiarritmias.

5.3.3. ELETROCARDIOGRAMA

5.3.3.1. Auxiliará na avaliação das arritmias, sobrecargas de câmeras, bloqueios de ramos.

5.4. SINAIS DE ALERTA

5.4.1. Sinais de intabilidade: palidez cutânea, sudorese, agitação, cianose, rebaixamento do nível de consciência, pulsos filiformes, tempo de preenchimento capilar alargado.

5.4.2. 4Ds de gravidade: Dizziness (tontura), Dispneia, Dor torácica, Down pressure (hipotensão)

5.4.3. História familiar, FC > 120bpm e < 45.

6. ELETROCARDIOGRAMA NORMAL

6.1. ONDA P: Despolarização dos atrios. Deve preceder o complexo QRS. Amplitude máxima é 2,5mm e duração deve ser <110 milisegundos.

6.2. INTERVALO PR: Condução através do nó sinuatrial até chegar ao nó atrioventricular e começa a ser conduzido aos ventrículos. A duração é de 0,12-0,20s.

6.3. COMPLEXO QRS: Despolarização ventricular. Duração de 0,08 até 0,012s (3 quadradinhos em adultos).

6.4. SEGMENTO ST: Fase inicial da repolarização ventricular.

6.5. ONDA T: Repolarização ventricular.

6.6. Ver se tem qualidade: ondas P normais, QRS estreito ou alargado, se onda P é seguida do QRS, se o ritmo é regular ou irregular.

6.7. SISTEMA DE CONDUÇÃO CARDÍACA: nó sinusal. Nó atrioventricular, feixe de His, ramos direito e esquerdo e fibras de Purkinje. Tais estruturas tem a característica intrínseca de se despolarizarem automaticamente a uma frequência própria (cronotropismo).