Ética, Economia e Negócios

Começar. É Gratuito
ou inscrever-se com seu endereço de e-mail
Ética, Economia e Negócios por Mind Map: Ética, Economia e Negócios

1. O Homem Econômico Racional

1.1. Economia neoclássica: consumidor é um individuo racional que tenta maximizar a utilidade.

1.1.1. Para Jeremy Bentham, o principio que governa a ação humana é o de aumentar o prazer e diminuir o sofrimento.

1.1.2. Alfred Marshall: Aspecto central da economia moderna não era o egoísmo, mas de liberação.

1.1.3. Gianetti da Fonseca: "Demanda a normalização absoluta da conduta humana na vida econômica, de modo a torna-la semelhante à máquina, no sentido de exigir respostas automáticas e uniformes dos agentes aos sinais dos preços na economia, independentemente das opiniões morais e estéticas que esses agentes possam ter".

1.1.3.1. Eliminação de todo espaço para a autonomia e responsabilidade nas transações económicas; o homem "não é um agente moral nas suas transações, e sim um jogador".

2. O Mercado e a Liberdade de Escolha

2.1. Problemas Econômicos

2.1.1. Sociedade formada com muitos indivíduos pode ocorrer problema económico da coordenação.

2.1.2. Escassez, diz respeito a indisponibilidade de todos os bens e serviços desejados pelo individuo.

2.1.3. Os indivíduos precisam fazer escolhas, precisam ordenar suas preferenciais, o que produzir e o que trocar.

2.1.4. Estabilidades dos mecanismos e das regras de mercado, condição indispensável para assegurar as condições que estão na base das trocas e dos acordos não sejam afetados.

2.2. Apresentam diversas "imperfeições" ou "falhas" que impedem o funcionamento dos mecanismos da livre troca e da livre flutuação de preços e salários, tais como os monopólios e os sindicatos.

2.3. O problema econômico surge quando "os fins e os meios são muitos e competem entre si, sendo que o conhecimento sobre os mesmos não está dado, encontrando-se disperso pelas mentes de inúmeros seres humanos.

2.4. Escola Austríaca: Propõe-se a tratar da economia como ela de fato ocorre, sem recorrer à construção de variáveis e suposição sobre o comportamento dos agentes económicos. Não trata de como a economia deve ser, mas dos mecanismos elementares que a fazem funcionar.

3. Os limites do crescimento econômico

3.1. Primeiro limite

3.1.1. Existem evidencias e contra evidencias sobre o comprometimento do meio ambiente. A reprodução do padrão de consumismo dos países desenvolvidos é algo impossível sem problemas severos na natureza.

3.2. Segundo limite

3.2.1. Associado à forte determinação do progresso tecnológico no crescimento económico de longo prazo. Dois terços do crescimento económico é por causa de novas tecnologias, que gera aumento da produtividade do trabalho.

3.3. É evidente que nem todos os indivíduos são igualmente livres e que não tem benefícios sociais do progresso económico.

4. Origem da econômia

4.1. Tem duas origens, ambas relacionadas com a politica: a ética e a engenharia.

5. Objetivo da empresa na sociedade: tem duas visões

5.1. Gerar lucros para os acionistas. Seu compromisso é com a eficiente e com a rentabilidade.

5.2. Empresa é uma organização econômica e social. Tem objetivo de transcender a geração de resultados financeiros, alcançando a melhoria de vida comunitária e o respeito ao meio ambiente.

6. Equanimidade e Justiça

6.1. Duas vertentes que solucionam o desafio:

6.1.1. O Utilitarismo, o principio é orientar as decisões da sociedade deve ser "a maior felicidade para o maior numero".

6.1.2. Proposições éticas, que partem da premissa de que os indivíduos tem direitos e que eles devem ser respeitados. A busca de maior igualdade na distribuição dos bens não pode implicar ferir os direitos dos indivíduos, nem a liberdade e o direito de propriedade.

6.2. John Rawls: Teoria da Justiça - Cada pessoa "possui uma inviolabilidade fundada na justiça que nem mesmo o bem-estar da sociedade como um todo pode ignorar ".

6.2.1. Ataque ao utilitarismo (muitas pessoas são fundidas numa só). A característica da sociedade é de ser formada por uma "pluralidade" de pessoas distintas, que adotam objetivos e fins diferentes para as suas vidas.

6.2.2. Defende como princípios da justiça: a liberdade e a igualdade de oportunidades. Justifica a intervenção do Estado nas politicas educacionais, na saúde e na cultura, para assegurar aos mais pobres as mesmas condições que os ricos possuem.

6.3. Robert Nozick: Retoma a ideia de Estado minimo. É a favor de que o Estado pode somente garantir os direitos de propriedade e os direitos humanos, não podendo interferir nas politicas.

6.3.1. "Ninguém tem o direito a alguma coisa cuja realização exige determinados uso de coisas e atividades sobre as quais outras pessoas têm direitos e titularidades".

6.3.2. Para Nozick, todas as pessoas são equivalentes morais. Todos devem ter os mesmos direitos garantidos. O sucesso de cada um depende dos recursos que conseguira desenvolver por conta do seu esforço ou capacidade, desde que as regras do jogo econômico e social sejam respeitadas.

6.4. Amartya Sen: A função são pré-requisitos: a alimentação, a saúde, a confiança e a autoestima. Sem os bens materiais esses pré-requisitos não existem. É preciso que os indivíduos tenham liberdade para escolher o que fazer da vida.

6.4.1. A concepção de justiça de Sen tem o mérito de compreender a pobreza como um limitador de liberdade.

6.5. Alasdair MacIntyre: Não se trata de propor uma ética das virtudes de tal dorma que a sociedade seja ordenada de modo a se tornar uma comunidade de virtude, mas que "torne possivel que dentro dela haja comunidades de virtude".

6.5.1. MacIntyre diz que mesmo as sociedades modernas não têm como sobreviver se dentro delas não existir "microcomunidades de virtudes", indivíduos que vivem de acordo com a ética das virtudes.

6.5.2. Muitos reclamam que o Estado possui uma dificuldade de cumprir as leis, um déficit de enforcement. Porém esse déficit pode ser avaliado como carência da prática de virtudes éticas como honestidade, responsabilidade e respeito por parte dos agentes sociais.

6.5.3. "Devo ser ético porque estou comprometido com uma vida melhor para mim e para meus semelhantes, não porque sou empresário, médico, engenheiro, economista ou filósofo. O que importa não é se o ato é bom, mas o caráter do agente que o pratica".

7. A ética das empresas

7.1. Ética nos negócios parte das premissa de que as decisões empresariais afetam a vida das pessoas dentro e fora da empresa. O que produzir, com produzir, impacto ambiental e social que causará, etc.

7.2. Principal objetivo da empresa é ganhar dinheiro para remunerar seus acionistas.

7.2.1. Quanto mais dinheiro produzido para os acionistas mais eles irão ter para investir novamente.

7.2.1.1. Quanto mais riquezas produzida, maior beneficio para a sociedade.

7.3. Ambientalistas sempre pressionam as empresas e os governos para que respeitem as leis e adotarem regras e práticas empresariais de menor ou baixo impacto ambiental.

7.3.1. Já os consumidores condenam a prática desonesta das empresas para a apresentação do produtos, técnicas de propaganda e venda dos produtos. Essas praticas induzem avaliações erradas sobre o produto e o preço dele, nas promoções, embalagens e benefícios, podendo ate colocar o consumidor em situações abusivas.

7.4. É preciso construir uma nova ética que vá além da consideração do individuo apenas como consumidor e do crescimento a qualquer custo como objetivo econômico primordial.