1. Abordagem societal, liderado por Willem Doise (escola de Genebra).
2. Moscovici (1976) elaborou os conceitos de objetivação e ancoragem para explicar essa processo.
2.1. A objetivação torna concreto o que é abstrato, transformando o conceito em imagem, retirando-o de seu marco conceitual científico.
2.2. Ancoragem trata da incorporação ou assimilação de um novo objeto em um sistema de categorias que são familiares e funcionais aos indivíduos e que lhes estão facilmente disponíveis na memória.
3. Os antecedentes da teoria das representações sociais
3.1. Grande desenvolvimento e expansão após a Segunda Guerra Mundial
3.1.1. As barbáries cometidas durante a guerra.
3.2. As primeiras críticas
3.2.1. Fragilidade do aparato teórico metodológico
3.2.2. Aspectos éticos dos procedimentos experimentais
3.2.3. O caráter político da disciplina
3.2.4. A natureza do animal humano
3.2.5. O grau do controle voluntário
3.2.6. 1967: Publicação do artigo de Kenneth Rings, no Journal of Experimental Social Psychology
3.2.7. A ascensão do paradigma cognitivo
3.3. 1972: publicação de "The context of social psychology", por Israel e tajfel
3.3.1. propunham superar as contradições entre os níveis de análise individuais e sociais
4. O conceito de representações sociais
4.1. Pressuposto: considerar as próprias representações sociais como uma forma de conhecimento.
4.1.1. Pressupõe a existência de três aspectos importantes:
4.1.1.1. Comunicação: as representações sociais como moduladores do pensamento e reguladoras da dinâmica social
4.1.1.2. (Re)construção: as representações sociais atuam como guias de interpretação e organização da realidade
4.1.1.3. Domínio do mundo: as representações sociais como um conjunto de conhecimentos sociais, que têm uma orientação prática e que permitem ao indivíduo situar-se no mundo e dominá-lo
4.2. O estudo de uma representação social pressupõe investigar:
4.2.1. o que pensam os indivíduos acerca de determinado objeto
4.2.2. por que pensam
4.2.3. como pensam
4.3. Produto e processo da atividade humana.
4.4. Seus conteúdos são capturados dos discursos coletivos e individuais, das opiniões e atitudes, das práticas.
5. A teoria das representações sociais no Brasil
5.1. Introduzida no Brasil por estudiosos que frequentaram o Laboratoire de Psychologie Sociale (LPS), da École de Hautes Études en Sciences Sociales, dirigido por Moscovici, nos anos 1970
5.2. Sofreu resistência da psicologia social de influência americana e também da psicologia social de tradição marxista.
5.3. Atualmente, encontra-se em plena expansão no Brasil, consolidando uma "escola brasileira de representações sociais".
5.4. Três principais abordagens:
5.4.1. Abordagem processual, liderada por Denise Jodelet.
5.4.2. Abordagem estrutural, liderada por Jean-Claude Abric (escola do Midi).
6. Conceito de representação coletiva, rejeitando as explicação essencialmente sociais.
7. Pressupostos da teoria das representações sociais
7.1. Sociologia e antropologia
7.1.1. Durkheim e Lévy-Bruhl
7.2. A especificidade da psicologia social, na intersecção do individual e do social.
7.3. Psicologia construtivista, sócio-histórica e cultural
7.3.1. Piaget e Vygotsky
7.3.1.1. Conceito de representação mental, rejeitando as explicações essencialmente cognitivas.
8. Breve histórico da teoria das representações sociais
8.1. 1961: publicação de "La psychanalyse, son image et son public", de Serge Moscovici
8.1.1. Tenta redimensionar o conhecimento cotidiano, como fundante da vida da linguagem e das práticas cotidianas.
8.1.2. Problema central: transformação do conhecimento científico em conhecimento comum
8.1.3. Introdução de um terceiro elemento, além da ideologia e da ciência, a representar as raízes da consciência social: o senso comum.
8.1.4. O senso comum adquire valor como objeto de estudo.