1. 2- Sala de acolhimento CS ou visita do PSF ou PACS
2. 1- Unidade Básica de Saúde
2.1. Acolhimento
2.1.1. Tratar a criança/adolescente e a família com respeito e atenção.
2.1.2. Conversar primeiro sobre assuntos diversos, podendo contar com apoio de jogos, desenhos, livros e outros recursos.
2.1.3. Não fazer promessas que você não possa cumprir, nem prometer guardar segredo antes de saber o que será revelado.
2.1.4. Respeitar a singularidade de cada paciente.
2.1.5. Propiciar um ambiente adequado para expressão dos sentimentos e fatos ocorridos.
2.1.6. Demonstrar sempre muita atenção e compreensão.
2.1.7. Dar atendimento humanizado.
2.1.8. Escutar.
2.1.9. A criança/adolescente deve ser ouvida sozinha, com respeito e privacidade.
2.1.10. Utilizar as mesmas palavras que a criança para identificar as diferentes partes do corpo.
2.1.11. Tratar como gostaria de ser tratado.
2.1.12. Lembrar sempre que a culpa não é da criança/adolescente
2.1.13. Manter sigilo das informações.
2.1.14. Evitar a revitimização.
2.1.15. Não emitir juízo de valor
2.1.16. Conduzir para o atendimento médico
2.1.17. Ter conduta profissional frente à demanda do usuário, correspondendo às suas expectativas e necessidades
2.1.18. Deve ser realizado por toda a equipe
3. 3- Médico Pediatra / Clínico/ Ginecologista
3.1. Ocorrência na DPCA ou DP
4. 4- Assistente Social ou Gerente da Unidade de Saúde ou Coordenador do PSF/PASC
4.1. Emergência da Pediatria para as providências Cabíveis
4.2. Conselho tutelar
5. 5- Acompanhamento Psicossocial
5.1. Devemos Evitar a Revitimização
5.1.1. Para a não revitimização, é importante evitar:
5.1.1.1. Desconsiderar o sentimento da criança/adolescente;
5.1.1.2. Falar frases como: “isso não foi nada”, “vai passar”, “não precisa chorar”;
5.1.1.3. Excesso de zelo
5.1.1.4. Hostilidade;
5.1.1.5. Culpar a criança/adolescente;
5.1.1.6. Demonstrar surpresa, choro, horror (sinais de censura ou desaprovação);
5.1.1.7. Frases de humor negro.
5.2. Em situações de violência é importante:
5.2.1. Orientar a família para evitar comentários sobre o ocorrido com vizinhos e/ou amigos, pois a exposição gera nova violência à vítima.
5.2.2. Explicar claramente que a família poderá beneficiar-se de ajuda mútua;
5.2.3. Acompanhar os desdobramentos da notificação;
5.2.4. Contatar imediatamente a família;
5.2.5. Observar o relato e a atitude dos pais durante a consulta – que podem ser de aparente preocupação e de extensiva colaboração com a equipe médica, mas percebe-se uma ausência de angústia quanto à gravidade das lesões, o que não ocorre habitualmente com os pais de crianças acidentadas;
5.2.6. Acompanhar os desdobramentos da notificação;
5.2.7. Se o agressor é alguém da família, não é conveniente informá-lo imediatamente. A criança poderá sofrer riscos ainda maiores. Nesse caso, deve-se entrar em contato, de modo estratégico, com membros não agressores, de preferência com indicação da criança;
5.2.8. Informar, em linguagem apropriada, as graves conseqüências de maus-tratos e abuso sexual para o desenvolvimento da criança/adolescente;
5.2.9. Orientar sobre a importância do tratamento para o agressor, se ele for da família;
5.2.10. Refletir estratégias protetoras, pois a família tende a se situar, face ao sofrimento, também como vítima;
5.2.11. Explicar claramente que a família poderá beneficiar-se de ajuda mútua;