Cultura da Mídia: um terreno de disputa no qual grupos sociais importantes e ideologias política...

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Cultura da Mídia: um terreno de disputa no qual grupos sociais importantes e ideologias políticas rivais lutam pelo domínio, e que os indivíduos vivenciam essas lutas por meio de imagens, discursos, mitos e espetáculos veiculados pela mídia. por Mind Map: Cultura da Mídia:  um terreno de disputa no qual grupos sociais importantes e ideologias políticas rivais lutam pelo domínio, e que os indivíduos vivenciam essas lutas por meio de imagens, discursos, mitos e espetáculos veiculados pela mídia.

1. Mudança na balança Nós-Eu, Norbert Elias: Não há identidade-eu sem identidade-nós. Tudo o que varia é a ponderação dos termos na balança eu-nós, o padrão da relação eu-nós.

1.1. Antes a balança entre as identidades-nós e eu pendia maciçamente para a primeira. A partir do renascimento, passou a pender cada vez mais para a identidade-eu. Mais e mais frequentes se tornaram os casos de pessoas cuja identidade-nós enfraqueceu a ponto de elas se afigurarem a si mesmas como eus desprovidos de nós.node

1.2. A imagem-do-nós, a identidade-nós da maioria das pessoas, está defasada da realidade da integração efetivamente alcançada. A imagem-do-nós está muito atrasada em relação à realidade da interdependência global, que inclui a possibilidade de o espaço vital comum ser destruído por determinados grupos.

2. Cultura da Mídia: campo de forças e de lutas

2.1. Espaço Social, Bourdieu

2.2. "O espaço social global como um campo, isto é, ao mesmo tempo, como um campo de forças, cuja necessidade se impõe aos agentes que nele se encontram envolvidos, e como um campo de lutas, no interior do qual os agentes se enfrentam, com meios e fins diferenciados conforme sua posição na estrutura do campo de forças, contribuindo assim para a conservação ou a transformação da sua estrutura".

2.3. "A dominação não é o efeito direto e simples da ação exercida por um conjunto de agentes (a classe dominante) investidos de poderes de coerção, mas o efeito indireto de um conjunto complexo de ações que se engendram na rede cruzada de limitações que cada um dos dominantes, dominado assim pela estrutura do campo através do qual se exerce a dominação, sofre de parte de todos os outros".

2.4. "O 'habitus' é esse princípio gerador e unificador que retraduz as características intrínsecas e relacionadas de uma posição em um estilo de vida unívoco, isto é, em um conjunto unívoco de escolhas de pessoas, de bens, de práticas. Assim como as posições das quais são o produto, os habitus são diferenciados; mas são também diferenciadores". Os 'habitus' são os princípios geradores de práticas distintas e distintivas.

3. Cultura da Mídia: formação da identidade

3.1. Sociedade em Rede, Manuel Castells

3.2. Identidade legitimadora: Introduzida pelas instituições dominantes da sociedade no intuito de expandir e racionalizar sua dominação em relação aos atores sociais.

3.2.1. Rambo, Top Gun

3.3. Identidade de resistência: criada por atores que se encontram em posições/condições desvalorizadas e/ou estigmatizadas pela lógica da dominação, construindo, assim, trincheiras de resistência e sobrevivência com base em princípios diferentes dos que permeiam as instituições da sociedade.

3.3.1. Platoon

3.4. Identidade de projeto: quando os atores sociais, utilizando-se de qualquer tipo de material cultural ao seu alcance, constroem uma nova identidade capaz de redefinir sua posição na sociedade e, ao fazê-lo, de buscar a transformação de toda a estrutura social.

3.4.1. Faça a Coisa Certa

4. Pedagogia Crítica da Mídia: "É importante aprender a discriminar entre o melhor e o pior da cultura da mídia e cultivar as subculturas contestadoras e alternativas. Somos aquilo que vemos e ouvimos também. É importante imprimir nos indivíduos a necessidade de evitar a comida ruim da cultura da mídia e escolher produtos mais sadios e nutritivos."

5. Mídia e ativismo cultural: "Os estudos culturais deveriam discutir como a mídia e a cultura podem ser transformados em instrumentos de mudança social. Para tanto, é preciso dar mais atenção à mídia alternativa do que se fez até agora, refletindo-se mais no modo como a tecnologia da mídia pode ser reconfigurada e usada em favor das pessoas. Essa tarefa implica o desenvolvimento de um ativismo capaz de intervir na televisão de acesso público, na rádio comunitária, nos meios de comunicação por computador etc."

6. Escola de Frankfurt

6.1. inaugurou o estudo crítico da comunicação nos anos 30 e combinou economia política dos meios de comunicação, análise cultural dos textos e estudos de recepção pelo público dos efeitos sociais e ideológicos da cultura e das comunicações de massa. Embora parcial e unilateral, a abordagem da Escola de Frankfurt fornece instrumentos para criticar as forma ideológicas e aviltadas da cultura da mídia e indica os modos como ela reforça as ideologias que legitimam as formas de opressão.

7. Estudos Culturais

7.1. As lutas focalizadas pelos Estudos Culturais críticos são contra a dominação e a subordinação. Situam a cultura num contexto sócio-histórico, no qual esta promove dominação ou resistência, e critica as formas de cultura que fomentam a subordinação.

7.2. O ponto crucial é que subvertem a distinção entre cultura superior e inferior e, assim, valorizam formas culturais como cinema, televisão e música popular, deixadas de lado pelas abordagens anteriores, que tendiam a utilizar a teoria literária para analisar as formas culturais ou para focalizar sobretudo as produções da cultura superior.

8. Identidade moderna e pós-moderna:Nas sociedades de consumo e de predomínio da mídia, a identidade tem sido cada vez mais vinculada ao modo de ser, à produção de uma imagem, à aparência pessoal. É como se cada um tivesse de ter um jeito, um estilo e uma imagem particular, embora, paradoxalmente, muitos dos modelos de estilo provenham da cultura de consumo. A criação da individualidade passa por uma grande mediação.

8.1. Nas sociedades pré-modernas, a identidade não era uma questão problemática e não estava sujeita à reflexão ou discussão. Os indivíduos não passavam por crises de identidade, e esta não era nunca radicalmente modificada.

8.2. Na modernidade, a identidade torna-se mais móvel, múltipla, pessoal, reflexiva e sujeita a mudanças e inovações. Identidade pessoal em termos de reconhecimento mútuo, relativamente substancial e fixa, com origem num conjunto circunscrito de papéis.

8.3. Segundo a perspectiva pós-moderna, à medida que o ritmo, as dimensões a complexidade das sociedades modernas aumentam, a identidade vai se tornando cada vez mais instável e frágil. Os discursos da pós-modernidade problematizam a própria noção de identidade, afirmando que ela é um mito e uma ilusão. Os sujeitos implodiram, formando massas. A característica fundamental da cultura pós-moderna é um modo de experiência fragmentado, desconexo e descontínuo, tanto em seus aspectos subjetivos quanto em seus textos.

9. Mídia e Política Cultural: Os estudos culturais falharam ao deixarem de discernir a importância de uma política para a cultura e a mídia. Será cada vez mais importante saber quem controlará a mídia do futuro, como se dará o acesso do público a ela, quem se responsabilizará e responderá por ela, qual a melhor fonte de suas verbas e de regulamentação e que tipo de cultura é melhor para cultivar a liberdade individual, a democracia, a felicidade e o bem-estar da humanidade.