1. Segunda semana do desenvolvimento embrionário: - Implantação: Durante a ovulação, o corpo da mulher sofre uma série de alterações que permitem não só o amadurecimento e libertação de um óvulo para possível fertilização, mas, também, a criação de todas as condições para a nutrição e implantação do futuro embrião na parede uterina. - Formação do disco embrionário: O embrião assume a forma de um disco com três camadas de células germinativas que se desenvolvem distintamente umas das outras para dar origem à ectoderme, mesoderme e endoderme. - Formação das vilosidades coriónicas: Depois de se fixar na parede uterina, começam a desenvolver-se umas saliências sobre o trofoblasto que se transformam em vasos sanguíneos, denominadas vilosidades coriónicas.
1.1. Obs.: Durante a implantação, surgem outras estruturas de apoio ao desenvolvimento embrionário que se formam a partir das células do blastocisto: - Saco vitelino primitivo; - Formação da cavidade amniótica, onde o líquido amniótico se renova a cada 2 horas; - Instalação da circulação útero-placentária primitiva; - Formação do disco embrionário bilaminar (epiblasto, hipoblasto); - Formação da notocorda (eixo primitivo do embrião e que dará origem a diversas partes do bebé). Cerca de 15 dias após a fecundação, o futuro embrião está firmemente implantado na parede uterina.
1.1.1. Terceira semana gestacional - Gastrulação: Formação das camadas germinativas - Formação da Linha Primitiva - Formação do processo notocordal - Formação do Alantóide - Neurulação: Formação do tubo neural - Desenvolvimento dos somitos - Desenvolvimento do celoma intra-embrionário - Desenvolvimento do sistema cardiovascular
1.1.1.1. Formação das estruturas: - Formação do processo notocordal: Células mesenquimais migram cefalicamente do nó e da fosseta primitiva formando um cordão celular mediano o processo notocordal. Esse processo adquire uma luz - canal notocordal - e cresce até alcançar a placa precordal, área de células endodérmicas firmemente aderidas a ectoderma. Estas camadas fundidas formam a membrana bucofaríngea (boca). Caudalmente a linha primitiva há uma área circular também com disco bilaminar, a membrana cloacal (ânus). - Formação Neurulação: A neurulação é a etapa em que ocorre a formação do tubo nervoso, estrutura que dará origem ao sistema nervoso. Sabemos que o desenvolvimento embrionário é um processo que envolve várias fases. Após a formação da mórula, da blástula e da gástrula, inicia-se a etapa em que se forma a nêurula. - Formação gastrulação: A gastrulação é uma etapa importante do desenvolvimento embrionário, pois é nessa fase que ocorrem o crescimento e a diferenciação das células para formação dos três folhetos germinativos (ectoderma, mesoderma e endoderma).
2. Disco Bilaminar - Formação do disco embrionário bilaminar (epiblasto, hipoblasto) Formação do disco embrionário: o epiblasto formando o soalho da cavidade amniótica e o hipoblasto formando o teto do saco vitelino primitivo (cavidade exocelômica). O hipoblasto é contínuo a uma membrana exocelômica, que reveste o saco vitelino primitivo. O disco embrionário será responsável pela formação dos tecidos e órgãos do embrião.
3. Tronfoblasto - O trofoblasto desempenha um papel importante na implantação e desenvolvimento embrionário e as células que ele contém estão entre as primeiras a começar a se diferenciar à medida que um óvulo fertilizado começa a se dividir para produzir um embrião.
3.1. Período embrionário 4ª á 8ª semana - Constitui a maior parte do desenvolvimento embrionário; - Estabelecimento das principais estruturas internas e externas- formação de vários sistemas de órgãos; - Formação, mas pouca funcionalidade; - Teratógenos;
3.1.1. Amniocentese - A amniocentese é um procedimento médico realizado para obter uma amostra do líquido amniótico (o líquido da bolsa que banha o feto). O procedimento é realizado utilizando-se um aparelho de ultrassom para guiar uma agulha através do abdome materno até a cavidade amniótica. Quando a agulha chega na cavidade amniótica aspira-se cerca de 20 ml de líquido para análise. Uma das indicações da amniocentese é a translucência nucal aumentada.
4. Relação da Gonadotropina com a Gestação - A Gonadotrofina Coriônica humana é um hormônio glicoproteico, conhecido comumente como hCG, que é produzido pela placenta durante a gestação. Esse hormônio é exclusivo da gravidez e por isso é usado para a confirmação de tal condição.
4.1. Anomalias As principais causas das anomalias são os transtornos congênitos e perinatais, muitas vezes associados a agentes infecciosos deletérios à organogênese fetal, tais como os vírus da rubéola, da imunodeficiência humana (HIV), o vírus Zika, o citomegalovírus; o Treponema pallidum e o Toxoplasma gondii. O uso de drogas lícitas e ilícitas, de medicações teratogênicas e endocrinopatias maternas também são causas de anomalias.2 Estima-se que 15 a 25% ocorram devido às alterações genéticas, 8 a 12% são causadas por fatores ambientais e 20 a 25% envolvem genes e fatores ambientais (herança multifatorial). Porém, a grande maioria (40 a 60%) das anomalias ainda é de origem desconhecida. - Fatores ambientais: São fatores ambientais teratogênicos, agentes infecciosos, como, o vírus (Rubéola), bactérias e protozoários, atribui malformações nos olhos (catarata e microftalmia), do ouvido interno (surdez congênita), do coração (defeitos dos septos atrial e ventricular), dos dentes, retardamento mental e outros. Consequência para o desenvolvimento: O uso de drogas lícitas e ilícitas, de medicações teratogênicas e endocrinopatias maternas também são causas de anomalias.2 Estima-se que 15 a 25% ocorram devido às alterações genéticas, 8 a 12% são causadas por fatores ambientais e 20 a 25% envolvem genes e fatores ambientais (herança multifatorial). Porém, a grande maioria (40 a 60%) das anomalias ainda é de origem desconhecida. Anomalia causada por medicamentos - A partir da segunda metade do século 20, houve uma grande preocupação com relação às possíveis substâncias utilizadas por gestantes e seus impactos no embriao ou feto em desenvolvimento, uma vez que o uso de medicamentos durante a gestação é algo frequente. A tragédia da talidomida no início da década de 1960, provocada pelo uso do fármaco durante a gravidez, trouxe grande medo à população e aos médicos. Com isso, vários sistemas para registro e identificação de AC têm sido estabelecidos em diversos países, sendo a maioria com o propósito de identificar agentes ambientais que ofereçam riscos teratogênicos. As anomalias fetais devido ao uso da talidomida ocorrem quando a droga é ingerida por gestantes entre 35 a 49 dias após o último período menstrual. As malformações de membros associadas ao uso deste medicamento são as mais descritas.
4.1.1. Anomalias - DOWNR: A síndrome de Down é causada por uma cópia a mais do cromossomo 21. As crianças com síndrome de Down apresentam retardo do desenvolvimento físico e mental, cabeça e face com traços específicos e, frequentemente, baixa estatura. - KLINEFELTER: síndrome de Klinefelter é a doença relacionada a cromossomo sexual mais frequente, e ocorre em aproximadamente um em cada 500 nascidos vivos do sexo masculino. A maioria dos meninos herda o cromossomo X a mais da mãe. A maioria dos meninos com síndrome de Klinefelter tem inteligência normal ou levemente reduzida. Muitos podem ter deficiências da fala e dificuldades para ler e fazer planejamentos. - TURNER: A Síndrome de Turner, ou monossomia do cromossomo X , é uma doença genética que afeta meninas , ocorre em um a cada 2500 nascimentos do sexo feminino e faz parte do grupo de doenças genéticas denominado cromossomopatias, ou seja, alterações do número de cromossomos fetais. - ACONDROPLASIA: Mutações deletérias no gene FGFR3 são relacionadas à gênese da acondroplasia. Este gene codifica um receptor celular que tem função primordial no controle da maturação da cartilagem óssea e, consequentemente, participa ativamente da modulação do crescimento ósseo.