1.1. Toxicologia Clínica: trata das pessoas que passaram por intoxicação (remédios, produtos químicos, gases, etc), diagnosticando e passando um tratamento para desintoxicar e recuperar o organismo deste paciente;
1.2. Toxicologia Analítica: visa identificar substâncias tóxicas no sangue, urina, cabelo, saliva. Também analisa a toxicologia em determinadas áreas do meio ambiente (água, ar, solo).
1.3. Toxicologia Ocupacional: estuda as ações e efeitos prejudiciais de determinadas substâncias que são empregadas no ambiente de trabalho sobre o organismo do indivíduo exposto.
1.4. Toxicologia de Alimentos: está pautada ao estudo da toxicidade das substâncias difundidas pelos alimentos, sendo assim esta área consegue constituir índices de segurança para que os alimentos, naturais ou industriais, possam ser consumidos sem causar danos à saúde, desde o seu armazenamento até o consumo.
1.5. Toxicologia Experimental: realiza estudos para poder buscar os mecanismos das ações dos toxicantes sobre os sistemas biológicos com o intuito de avaliar os efeitos decorrentes dessa ação. Esta avaliação de toxicidade é conseguida através de análises realizadas em diferentes espécies de animais, seguindo critérios e normas rigorosas pelos órgãos reguladores nacionais e internacionais.
2. Toxidades
2.1. A toxicidade indica quão nociva é uma substância quando penetra no organismo, por ingestão, inalação, ou absorção cutânea. A toxicidade de uma substância depende da dose e/ou do sistema biológico de cada um. Os toxicologistas afirmam que todas as substâncias podem ser tóxicas consoante a dosagem utilizada. Até mesmo a água pura pode ser tóxica quando consumida em certas quantidades. Por isso, os toxicologistas classificam as substâncias, geralmente comparando as dosagens nocivas ou fatais à dosagem tipicamente ingerida. Por exemplo, o veneno de uma cobra cascavel é mortal para a presa mas não para a própria cobra. Por outro lado, diferentes espécies e dentro da mesma espécie, diferentes indivíduos, apresentam tolerâncias distintas às substâncias tóxicas.
2.2. Classificação será feita com base na categoria mais restritiva atribuída aos resultados dos estudos de toxicidade oral aguda (DL50 oral), toxicidade cutânea aguda (DL50 cutânea) ou toxicidade inalatória aguda (CL50 inalatória).
2.3. CLASSIFICAÇÃO DE TOXICIDADE: O tipo de substância penetrante ( sua toxicidade e natureza); A frequência e o tempo de duração da exposição ao agente tóxico; A via de entrada do agente tóxico no organismo; As características individuais da pessoa exposta ao agente tóxico: - Idade; - Sexo; - Estado de saúde; - Metabolismo; - Peso, índice de massa corporal; - Informação genética, etc.
2.4. CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO COM O TEMPO DE MANIFESTAÇÃO: a) De acordo com o tempo de manifestação dos efeitos, eles podem ser classificados em: • Efeito agudo: os efeitos são manifestados rapidamente após a exposição ao agente tóxico; • Efeito crônico: os efeitos são manifestados em um maior período de tempo após a exposição ao agente tóxico; • Efeito crônico retardado: os efeitos crônicos retardados apresentam um período de latência. b) Classificação de acordo com a abrangência de atuação Quanto à abrangência de atuação os efeitos dos agentes tóxicos são classificados em: • Efeito local: ocorre no local onde houve o primeiro contato do agente tóxico no organismo; • Efeito sistêmico: é necessária a distribuição até atingir o órgão-alvo, diferente do local de penetração. c) Classificação de acordo com a reversibilidade Os efeitos tóxicos podem ser classificados quanto à reversibilidade do tecido afetado em: • Efeito reversível: o órgão afetado tem a capacidade de regeneração, causando um dano reversível; • Efeito irreversível: o órgão afetado não possui a capacidade de regeneração, causando um dano irreversível.
3. Conceitos da Toxicologia
3.1. A toxicologia é definida como uma ciência que visa estudar os efeitos nocivos decorrentes de substâncias químicas no organismo de seres vivos.
3.2. Esta ciência abrange múltiplas áreas do conhecimento com inúmeros profissionais de várias áreas.
4. Objetivos da Toxicologia
4.1. Toxicologia é uma ciência multidisciplinar que tem como objeto de estudo as alterações das funções fisiológicas, isto é, os efeitos nocivos causados por substâncias químicas sobre organismos vivos.
4.2. O grande desafio da toxicologia é estabelecer o uso seguro das substâncias químicas, uma vez que nem todos irão responder às substâncias exatamente da mesma maneira.
4.3. Muitos fatores, incluindo a quantidade e a duração da exposição, a suscetibilidade de um indivíduo e a idade, podem ser diferentes.
5. Agentes Tóxicos
5.1. Agentes tóxicos irritantes : são substâncias que produzem inflamação dos tecidos com que entram em contato, tais como a pele, conjuntiva ocular, tecidos de revestimento das vias respiratórias, etc. (gás clorídrico, amônia, cloro, soda cáustica, ácido sulfúrico).
5.2. Agentes tóxicos asfixiantes : são aqueles que exercem sua ação no organismo interferindo com o oxigênio disponível. Há os asfixiantes simples, que são gases inertes cuja interferência é apenas em nível de diluição do oxigênio disponível (gás carbônico, hélio, hidrogênio, nitrogênio, etc. Há também os asfixiantes químicos, os quais impedem o transporte de oxigênio ou a sua perfeita distribuição pelo organismo (monóxido de carbono, anilina, cianeto de hidrogênio, sulfeto de hidrogênio, etc.);
5.3. Agentes tóxicos anestésicos – são aqueles que interagem com o organismo, atuando a nível do sistema nervoso central, de ampla aplicação médica (álcoois, éter, clorofórmio).
5.4. Agentes tóxicos de ação local: são aqueles cujos efeitos se manifestam no local onde ocorreu o contato inicial com o organismo (cimento versus dermatose ocupacional);
5.5. Agentes tóxicos de ação sistêmica: são aqueles cujos efeitos se manifestam à distância do local onde se deu o contato inicial entre o agente tóxico e o organismo (benzeno versus danos celulares na medula óssea, tetracloreto de carbono versus danos hepáticos/renais/Sistema Nervoso Central);
5.6. Agentes tóxicos teratogênicos: são aqueles capazes de produzirem alterações no desenvolvimento do feto (mercúrio, selênio, manganês);
5.7. Agentes tóxicos carcinogênicos :são aqueles capazes de induzirem a transformação de células normais em células cancerígenas (benzeno, asbesto, formaldeído, anilina).